Protesto foi feito por estudantes e ala dissidente de sindicato dos ferroviários
ADAMO BAZANI/VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Uma manifestação que se dizia ser contra a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM terminou com ao menos três pessoas detidas e acusação de que policiais militares teriam agredido e excedido a força contra estudantes que participavam do movimento.
O ato também teve a participação de dissidentes da direção do sindicato dos ferroviários da central do Brasil de São Paulo.
O grupo entrou em um dos prédios do governo na Rua Boa Vista, que é utilizado como sede da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, e queria conversar com o secretario Marco Antonio Assalve.
Os estudantes alegam que a polícia tirou parte dos manifestantes a força e que houve feridos.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) confirma que houve ao menos três pessoas detidas e que imagens de circuito interno e de câmeras corporais de policiais serão utilizadas para apurar eventuais excessos.
Veja a nota:
“A Polícia Militar acompanhou no início da tarde desta quinta-feira (27) uma manifestação na região central da Capital. Por volta das 13h, houve uma tentativa de invasão de um prédio público e bloqueio da Rua Boa Vista. A polícia interveio e três pessoas foram detidas.
O grupo seguiu pela Rua Florêncio de Abreu em direção à Praça da República. A Rua Boa Vista foi liberada. A Polícia Militar analisa as imagens da manifestação e, caso sejam constatadas irregularidades, as devidas providências serão adotadas. A instituição reforça que não compactua com desvios de conduta e todos os excessos são punidos com rigor.”
O leilão da concessão do chamado Lote Alto Tietê, que inclui essas linhas, deve ocorrer nesta sexta-feira (28). O Grupo Comporte, responsável por mais de sete mil ônibus no Brasil, e a CCR, que controla entre outras concessões, os trens e metrô operados pela ViaMobilidade e ViaQuatro, apresentaram propostas.
Relembre:
Leilão de linhas da CPTM recebe propostas de CCR e Grupo Comporte em meio à ameaça de greve
O sindicato chegou a marcar uma paralisação para essa quarta-feira (26), mas após solicitação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) suspendeu a greve que havia sido anunciada.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte
