Agora é lei: Metrô chegará ao Jardim Ângela, Zona Sul da capital paulista
Publicado em: 27 de março de 2025
Governador Tarcísio de Freitas sanciona projeto aprovado pela Alesp que autoriza contratação de R$ 2,7 bilhões para extensão da Linha 5-Lilás
ALEXANDRE PELEGI
O Governo do Estado de São Paulo obteve autorização para contratar operações de crédito de até R$ 2,7 bilhões (R$ 2.720.000.000,00 para a execução total ou parcial do projeto “Metrô SP – Extensão da Linha 5 Lilás – Trecho: Capão Redondo e Jardim Ângela”.
A medida foi formalizada pela Lei nº 18.147, de 26 de março de 2025, publicada no Diário Oficial do Estado, após sanção do governador Tarcísio de Freitas.
De acordo com o Artigo 1º da lei, o Poder Executivo está autorizado a buscar recursos junto a diversas instituições financeiras, incluindo instituições financeiras nacionais, organismos multilaterais ou bilaterais de crédito, agências de fomento, bancos privados nacionais e agências multilaterais de garantia de financiamentos.
Um montante específico de até R$ 1,7 bilhão (R$ 1.736.500.000,00) poderá ser contratado junto à Caixa Econômica Federal, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento – Novo PAC, com apoio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS (Programa Pró-Transporte).
A lei estabelece que as taxas de câmbio, juros, prazos, comissões e demais encargos relativos às operações de crédito serão os vigentes na época das contratações e repactuações, seguindo as normas do Banco Central do Brasil. Os recursos obtidos deverão ser integralmente aplicados na extensão da Linha 5 Lilás e serão consignados como receita no orçamento do Estado ou em créditos adicionais. O Poder Executivo também está autorizado a abrir créditos suplementares ou especiais por meio de decreto para viabilizar os pagamentos decorrentes das operações de crédito e as despesas custeadas com esses recursos.
Para garantir o pagamento integral das operações de crédito, o Estado poderá oferecer garantias diretas ou da União, com contragarantia do Estado, constituindo as garantias admitidas em direito. Especificamente para a operação de crédito com a Caixa Econômica Federal no âmbito do Novo PAC, as receitas do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal poderão ser oferecidas à Caixa como garantia complementar.
A expansão planejada acrescentará 4,3 quilômetros à linha existente, abrangendo trechos tanto subterrâneos quanto elevados. Com a conclusão das futuras estações, a Linha 5-Lilás passará a ter uma extensão total de 12,5 km. O projeto também contempla a construção de um novo terminal de integração de ônibus urbanos. Essa nova estrutura facilitará o deslocamento dos passageiros até o centro da cidade e contribuirá para a redução da superlotação do Corredor de Ônibus M’Boi Mirim.
METRÔ NO JARDIM ÂNGELA
Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 03 de junho de 2021, portanto há quase quatro anos, o Governo do Estado de São Paulo anunciou que a concessionária ViaMobilidade iniciará processo para selecionar empresas interessadas em participar das obras de expansão da Linha 5-Lilás até o bairro do Jardim Ângela, no extremo Sul da Capital Paulista.
Nesta primeira fase, o objetivo era criar o projeto funcional da obra, com prazo máximo de 24 meses para concluir todas as etapas iniciais.
Conforme foi anunciado em março daquele ano, a Linha 5 iria ter mais 4,3 km de extensão ligando o Capão Redondo ao Jardim Ângela, com duas novas estações para atender 130 mil moradores da região.
A estação comendador Sant’Anna será a primeira do novo trecho e a estação final Jardim Ângela contará com um novo terminal de ônibus, conexão ao terminal de ônibus já existente e em operação, além de ficar perto do Hospital M’Boi Mirim.
Devido às intervenções na região, a Avenida Carlos Caldeira Filho será prolongada do Capão Redondo até a Estrada do M’Boi Mirim, criando assim uma nova alternativa de ligação entre os bairros, e uma nova ciclovia.
ESTAÇÃO COMENDADOR SANT’ANNA
De acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a estação Comendador Sant’Anna deve ser elevada e ficará localizada na avenida de mesmo nome, uma região que concentra comércios, serviços e equipamentos públicos.
ESTAÇÃO JARDIM ÂNGELA:
A Estação Jardim Ângela, que estará próxima ao Hospital Municipal M’Boi Mirim, será subterrânea e conectada ao terminal já existente da SPTrans (São Paulo Transporte) e ao novo terminal a ser construído, que permitirá absorver o aumento da demanda de passageiros de ônibus com a implantação da nova estação, ainda de acordo com a STM.
AVENIDA CARLOS CALDEIRA FILHO:
A avenida Carlos Caldeira Filho será prolongada do Capão Redondo até a Estrada do M’Boi Mirim para a viabilização do projeto, de acordo com o Governo de São Paulo. O trecho acompanhará o córrego Capão Redondo, que será canalizado, e terá uma pista em cada sentido, com ciclovia. Para a implantação das obras serão necessárias desapropriações e remoção de interferências.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



A primeira promessa foi para 2017, feita pelo então STM em reunião no Capão Redondo, em q eu estive presente. Em 2010 a PMSP queria fazer uma linha alternativa, pela M’Boi Mirim. Mas as forças ocultas de sempre não deixaram, fazendo essa falsa promessa . Por fim, 20 anos (pelo menos) hão de se passar…
A linha Lilás está superlotada. Imagina com o aumento da clientela!
Celso, vc tem razão, cara! A SPTrans tem estudos (de 2009) de demanda q recomendam a construção de uma nova linha (monotrilho, metrô, VLT?) porque essa extensão até o Jd. Ângela iria sobrecarregar a Linha 5 desde a estação Capão Redondo. Mas o lobby das construtoras e dos empresários de ônibus não deixou a ideia prosperar. Os passageiros do corredor M’Boi Mirim vão subir até o Terminal Ângela para embarcar nos trens vazios da Linha 5 de metrô. Como os empresários de ônibus estão “comprando” as linhas de metrô (usando $ público do BNDES!), se correr o bicho pega, se ficara, o bicho come …
Então, já é superlotada porque o pessoal da m’boimirim e jardim Ângela não tem metrô. A linha de ônibus 7006-51 é lotada fora do horário de pico, no horário de pico sofre superlotação.
Bom dia a todos!
Excelente notícia, meus amigos!
Concordo com o Celso Côrtes, em relação à superlotação, mas é necessário uma expansão, até para otimização do transporte rodoviário, uma vez que o usuário terá mais opções.
Já pensou a Linha 1 fosse até Vila Mariana, ou a 3 fosse até a Estação Tatuapé, e elas não tivessem seus pontos finais em Jabaquara e Itaquera, por conta do aumento do fluxo?
Claro que, acredito que seria muito melhor uma linha 1.1 “paralela”, quem sabe, pela 23 de Maio, Aeroporto e chegando a Jabaquara e outra linha 3.1, pela região de Aricanduva até Itaquera, dividindo o fluxo, ou quem sabe, uma 5.1, pela Washington Luiz, Socorro.
E, claro, haverá um aumento da frota de trens. Acredito que serão necessários mais umas 6 composições, além da criação da possibilidade da criação de um looping, entre Jd. Angela e Santo Amaro, por exemplo.
Adamo, acredito que houve um equívoco na reportagem, onde foi informado que após a conclusão da extensão de 4,3 km, a Linha 5 Lilás contará com 12,5 km, porém, atualmente ela já tem 20,1 km (conforme informações do site da ViaMobilidade), ou seja, com a extensão, ela ficará com 24,4 km.
Um abraço a todos!
GERSON CARVALHO
Até que enfim ! Entra um são outro prefeito,governador ! E o povo do. J Angela/ Piraporinha ! Sofrendo com ônibus lotado! Trânsito infernal , enquanto isto o metro fica lá na paulista sem atender ninguém !
A Via Mobilidade havia anunciado o cancelamento do prolongamento da Carlos Caldeira em parceria com a prefeitura. Gostaria de saber se de fato agora vai ser feito mesmo
Saúde e segurança que se dane prioridade e um merda de uma obra para andar 4km esse governo é vergonha
É incrível como uma obra tão necessária demore tanto pra começar, é muita burocracia, licenças enfim tudo pra atrapalhar o início da obra