Licitação para naming rights da Estação Clínicas, da Linha 2-Verde do Metrô, será realizada na próxima semana
Publicado em: 26 de março de 2025
Sessão pública está marcada para o dia 03 de abril, quinta-feira; iniciativa é parte da estratégia da companhia para aumentar receitas não-tarifárias
ALEXANDRE PELEGI
O Metrô de São Paulo vai realizar na próxima semana, dia 03 de abril de 2025, uma quinta-feira, a sessão de abertura da licitação para a concessão onerosa dos direitos de nome parcial (naming rights) da Estação Clínicas, pertencente à Linha 2-Verde.
O aviso de licitação foi publicado no dia 19 de dezembro de 2024, como noticiou o Diário do Transporte.
A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para aumentar suas receitas não-tarifárias e, segundo o governo paulista, de investir em melhorias na infraestrutura e comunicação visual de suas estações.
Através deste modelo, empresas interessadas terão a oportunidade de associar seus nomes à Estação Clínicas, o que aumentará sua visibilidade entre os milhares de passageiros que utilizam o Metrô diariamente. O Metrô já implementou modelos semelhantes em outras estações, como Carrão-Assaí, Penha-Lojas Besni e Saúde-Ultrafarma.
O vencedor da licitação será a empresa que apresentar o maior valor de oferta mensal. Além do pagamento, o contratado será responsável pelos custos de produção e instalação da nova sinalização visual, atualização dos sistemas sonoros e manutenção dessas instalações durante a vigência do contrato. O contrato terá uma validade inicial de cinco anos, com possibilidade de renovação por até 20 anos.
O edital de licitação estabelece algumas restrições, proibindo associações com empresas de bebidas alcoólicas, produtos fumígenos, instituições religiosas, político-partidárias e apostas.
Recentemente, o Metrô celebrou um contrato de naming rights para a Estação Vergueiro com o Sebrae, no valor de R$ 10,8 milhões por cinco anos, com pagamentos mensais de R$ 200 mil. Este contrato demonstra a importância da estratégia de naming rights para a obtenção de recursos não-tarifários para o sistema metroviário de São Paulo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


