Dia Mundial do Rim: Testes gratuitos na CPTM alertam para a relação com diabetes

A closeup shot of a doctor with rubber gloves taking a blood test from a patient

Ação da ADJ Diabetes Brasil oferece exames de creatinina e glicemia na estação Barra Funda para detecção precoce de doença renal crônica

ALEXANDRE PELEGI

No dia 13 de março de 2025, em celebração ao Dia Mundial do Rim, a ADJ Diabetes Brasil realizará a campanha “Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina aqui” na estação Palmeiras – Barra Funda da CPTM, das 9h às 16h.

O principal objetivo da iniciativa é conscientizar a população sobre a forte ligação entre a Doença Renal Crônica (DRC) e o diabetes, além da importância do diagnóstico precoce para evitar complicações.

Durante a ação, os passageiros da CPTM poderão preencher um formulário de identificação e, posteriormente, realizar a aferição da pressão arterial, teste de glicemia, teste de creatinina e cálculo da Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Caso alguma alteração seja identificada nos exames, uma equipe de profissionais de saúde estará disponível para fornecer as orientações necessárias para o acompanhamento médico na rede pública.

O Dr. Ronaldo Pineda Wieselberg, médico endocrinologista e presidente da ADJ Diabetes Brasil, enfatiza a crescente preocupação com as doenças renais. “Segundo a Sociedade Internacional do Rim, até o ano de 2040 as doenças renais serão a quinta maior causa de morte no mundo, além disso, o diabetes é a principal causa de doença renal crônica. Por esse motivo, é tão importante que a ADJ Diabetes Brasil promova a educação sobre o assunto, além de acompanhar e dar apoio à população. A associação contribui diretamente para a prevenção e o diagnóstico precoce de complicações renais”.

O médico também recorda a ação realizada em 2024, na qual mais de 500 pessoas foram atendidas, além daquelas impactadas indiretamente. Para este ano, a organização também espera atender cerca de 500 pessoas.

A campanha conta com o patrocínio das empresas farmacêuticas AstraZeneca e Bayer, além do apoio do projeto EducaRim, das empresas Medlevensohn Brasil, Nova Biomedical e Splendore, e o apoio institucional da CPTM.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados em setembro de 2024, revelam que 10% da população mundial sofre de doença renal crônica (DRC). No Brasil, entre 2009 e 2020, foram registrados mais de 81 mil óbitos por DRC, sendo a maior parte em homens (57,4%) e na faixa etária de 75 anos (43,1%). Outro estudo da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) aponta que aproximadamente 20 milhões de brasileiros têm alguma disfunção renal e 32% dos casos de doenças renais crônicas em diálise no país são de pessoas com diabetes.

O nefrologista e parceiro da ADJ Diabetes Brasil, Dr. Thiago Diaz, explica que o excesso de glicose no sangue prejudica os pequenos vasos sanguíneos e os filtros dos rins (glomérulos), comprometendo a filtração e podendo levar a problemas renais graves ao longo dos anos. A nefropatia diabética (doença renal do diabetes) afeta cerca de 30% a 40% das pessoas com diabetes ao longo do tempo devido ao alto nível de açúcar no sangue.

Dr. Diaz alerta que as doenças renais geralmente avançam de forma silenciosa, reforçando a importância de exames de sangue e urina regulares. A perda progressiva de proteínas na urina e o aumento da creatinina, indicando redução da taxa de filtração dos rins, são sinais importantes. Sintomas como inchaço ou pressão alta podem surgir quando o problema já está em estágio avançado, dificultando a reversão completa do quadro. No entanto, com acompanhamento médico, controle da glicose e da pressão arterial, alimentação equilibrada e uso correto de medicamentos, é possível manter os rins funcionando bem por um longo período.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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