Vilhena (RO) segue sem transporte coletivo após adiamento de contrato emergencial
Publicado em: 5 de março de 2025
Suspensão do serviço afeta estudantes e trabalhadores; prefeitura e empresa divergem sobre dívida
YURI SENA
Vilhena (RO) enfrenta quase duas semanas sem transporte público após a empresa responsável pelos ônibus suspender as atividades em 21 de fevereiro de 2025.
O contrato emergencial que definiria uma nova operadora estava previsto para ser divulgado nesta terça-feira, 4 de março, mas foi adiado devido ao feriado de Carnaval, segundo a Secretaria Municipal de Transportes (Semtran).
A empresa que prestava o serviço há 15 anos alega que a prefeitura deixou de pagar pelos repasses durante cinco meses, acumulando uma dívida de cerca de R$ 500 mil.
Segundo a transportadora, a falta de pagamento impossibilitou a manutenção da frota e o pagamento dos funcionários, levando à paralisação total do serviço.
Por outro lado, a prefeitura argumenta que a dívida está relacionada a usuários com gratuidade, como estudantes e idosos. A gestão municipal defende que a empresa poderia ter mantido o transporte pago e suspenso apenas as gratuidades, mas optou por interromper todas as linhas.
A paralisação afeta diretamente cerca de 1.200 estudantes da rede estadual e do Instituto Federal de Rondônia (Ifro), além de trabalhadores de frigoríficos e empresas localizadas em áreas mais afastadas.
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) afirmou que busca soluções para minimizar os impactos no calendário letivo.
Enquanto a cidade aguarda a definição de uma nova empresa para operar o transporte coletivo, moradores precisam buscar alternativas, como caronas e transporte por aplicativos, para se deslocar. A prefeitura ainda não informou uma nova data para a divulgação do contrato emergencial.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte


