Projeto de comunicação visual para a Estação da Luz (CPTM) é aprovado pelo CONDEPHAAT

Foto: Diário do Transporte

Colegiado aprovou por unanimidade a proposta da companhia de trens, que administra o espaço, inaugurado em 1865, há mais de 30 anos 

ALEXANDRE PELEGI

O Colegiado do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) aprovou por unanimidade o projeto de comunicação visual para a Estação da Luz da CPTM, no centro da capital paulista.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025.

O Conselho do Patrimônio Histórico ressalta que a aprovação não dispensa a necessidade de a CPTM buscar aprovações adicionais de outros órgãos competentes. As plantas e memoriais relacionados ao projeto só serão válidos se acompanhados desta deliberação.

Em novembro de 2024 a companhia contratou a Construmax Construções e Empreendimentos para serviços de engenharia para adequação de infraestrutura e dos sistemas de iluminação, sonorização e automação e controle da Estação da Luz da CPTM.

Como mostrou o Diário do Transporte, em janeiro de 2023 a companhia de trens obteve autorização dos órgãos de preservação do patrimônio histórico para iniciar intervenções de modernização no sistema de som e de iluminação do local histórico.

A comunicação visual, no entanto, ainda precisava de autorização dos órgãos de proteção.

O Núcleo de Comunicação Visual da CPTM está reformando a comunicação visual das estações. Algumas estações ainda possuem comunicação visual antiga e há necessidade de padronização, segundo a companhia.

A Estação da Luz é uma importante estação ferroviária, considerada um dos grandes marcos de grande relevância e referência histórica, localizada na região central da cidade de São Paulo, à Praça da Luz, s/n.º, e que foi originalmente inaugurada em 1865.

Desde 1994 é administrada pela CPTM.

Sua edificação é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP).

A estação possui uma área total equivalente a 22.169,86 metros quadrados, sendo dividida em 3 (três) níveis:

Nível Térreo / Mezanino, localizado ao nível da rua, com acesso às ruas Cásper Líbero, Mauá e Praça da Luz. Permite acessos aos pontos de bloqueio e bilheterias da estação.

Nível Intermediário, localizado entre o nível térreo e o nível subsolo. Permite o acesso à região das plataformas destinadas às operações de embarque e desembarque de passageiros. Atualmente opera com um total de 5 (cinco) plataformas, sendo distribuídas em:

Plataforma 1: situada na lateral da estação, atendendo a linha 7 Rubi e linha 10 Turquesa da CPTM, sentido Jundiaí.

Plataforma 2: situada na região central da estação, atendendo a linha 7 Rubi e linha 10 Turquesa da CPTM, sentido Brás.

Plataforma 3: situada na região central da estação, atendendo a linha 11 Coral da CPTM, Terminal Luz.

Plataforma 4: situada na lateral da estação, atendendo a linha 11 Coral da CPTM, sentido Estação Estudantes.

Plataforma 5: extensão da Plataforma 4, atendendo a linha 13 Expresso Aeroporto, sentido Brás.

Nível Subsolo, localizado abaixo do nível da rua, permitindo acesso às áreas de integração CPTM/Metrô, através das linhas 1 Azul (Jabaquara – Tucuruvi) e linha 4 Amarela (Luz – Vila Sônia).

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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