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No dia em que decreta regras para fim da EMTU, Tarcísio autoriza concurso para contratar 142 pessoas para trabalhar na Artesp

 

Gerenciadora do sistema de ônibus metropolitanos terá suas atribuições repassadas para agência reguladora de transportes

ADAMO BAZANI

O Governo do Estado de São Paulo anunciou na tarde desta segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025, autorização para a Artes (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) a abrir concurso público para o preenchimento de 142 vagas para cargos de nível médio e superior. As contratações serão financiadas com recursos próprios da autarquia.

O anúncio ocorre no mesmo dia em que, como em primeira mão divulgou o Diário do Transporte, a gestão do governador Tarcísio de Freitas decretou as regras de para o fim definitivo da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

A gerenciadora do sistema de ônibus metropolitanos (EMTU) terá suas atribuições repassadas para agência reguladora de transportes (Artesp).

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/02/24/fim-da-emtu-tarcisio-de-freitas-decreta-normas-para-plano-de-desmobilizacao-da-empresa-estatal-paulista-esperanca-de-licitacao-e-pedidos-de-empresas-de-onibus/

O governo do Estado, em nota, explicou que a contratação faz parte do plano de fortalecimento da Artesp.

Serão 62 vagas para Agente de Fiscalização à Regulação de Transporte I, que requer certificado de conclusão no ensino médio ou equivalente, com remuneração inicial de R$ R$ 3.944,00. Para nível superior serão 10 vagas para Analista de Suporte à Regulação de Transporte I e 70 para Especialista em Regulação de Transporte I. As remunerações iniciais variam de R$ 10.366,00 a R$ 12.070,00.

Ainda de acordo com o Governo do Estado, o último concurso realizado pela Artesp ocorreu em 2016, com a oferta de 161 vagas para diversos cargos de nível médio e superior. A organização do certame ficou por conta da Fundação Carlos Chagas, e as vagas foram distribuídas entre as cidades de São Paulo, Araraquara, Bauru e Campinas.

A esperança agora é, para de fato, sair a licitação das linhas da Grande São Paulo, atrasada desde 2016. Contratos precariamente foram renovados por mais um ano, como mostrou o Diário do Transporte

https://diariodotransporte.com.br/2024/03/06/com-licitacao-da-emtu-sem-sair-do-papel-desde-2016-contratos-com-empresas-de-onibus-na-grande-sao-paulo-sao-prorrogados-ate-2025/

Nos bastidores, a informação é de que algumas operadoras de transportes não estariam “gostando do fim da EMTU”.

A relação entre empresas de ônibus e EMTU levantou suspeitas, em diferentes momentos. O Diário do Transporte, inclusive, sofreu em duas ocasiões pedidos de empresas de ônibus para deixar de publicar matérias. Uma sobre a não realização da licitação no contexto de repasses financeiros e outra pela quantidade de ônibus operando acima da idade. Ocorre que a reportagem mandou demanda de imprensa somente para a EMTU, sem avisar as empresas, e as ligações partiram de empresas de ônibus. Logo, houve um vazamento de demanda de imprensa de um órgão público para empresas. Se o órgão público precisou, eventualmente, apurar com as empresas a demanda do Diário do Transporte, não deveria, em última instância, falar de quem era o pedido de imprensa. Note que as ligações das empresas de ônibus pediam a não publicação de matérias, ou seja, não tinha até as ligações nada entrado no ar. Assim, não tinha como as empresas saberem da produção das reportagens, a não ser, em caso de vazamento da demanda de imprensa e de quem pediu.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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