MPT inicia investigação sobre denúncia de retirada de OTs (operadores de trens) do monotrilho da linha 15-Prata de São Paulo
Publicado em: 18 de fevereiro de 2025
Procurador vê risco de ofensa à ordem jurídica e vai apurar também acidente com trem e possíveis falhas na implementação do sistema automático de segurança
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
O Ministério Público do Trabalho decidiu converter a notícia de fato em inquérito civil denúncia feita pelo Sindicatos dos Metroviários de São Paulo sobre a retirada dos OTs (operadores de trens) do monotrilho da linha 15-Prata, da zona Leste da capital paulista.
O despacho do procurador do Trabalho Ruy Fernando Gomes Leme Cavalheiro é de 13 de novembro de 2024, mas a informação foi divulgada pela entidade trabalhista nesta terça-feira, 18 de fevereiro de 2025.
O procurador vê risco de ofensa à ordem jurídica e vai apurar também acidente com trem em 08 de março de 2023 e possíveis falhas na implementação do sistema automático de segurança.
Não há dúvidas de que tais fatos, se efetivamente comprovados, representam ofensa à ordem jurídica, eis que contrários às disposições contidas Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT e na Constituição da República, tendo nítido reflexo na órbita dos direitos e interesses metaindividuais dos trabalhadores, embasando assim a atuação ministerial no caso. – disse o procurador.
Em nota ao Diário do Transporte, o Metrô de São Paulo informou que, a companhia já forneceu todas as informações necessárias ao Ministério Público e segue à disposição para novos esclarecimentos.
Confira a nota do Metrô de São Paulo:
O Metrô já prestou todos os esclarecimentos ao Ministério Público e permanece à disposição. A adoção do sistema de operação totalmente automatizada, cumpre com o projeto da Linha 15-Prata que foi concebida e implantada com os requisitos para funcionar com o mais alto nível de automatização em sistemas metroviários.
Como mostrou a reportagem, em meados de 2024, a companhia anunciou que gradativamente as composições passariam a operar sem os operadores embarcados e que os funcionários seriam alocados para outras linhas ou ficariam nas estações da 15-Prata.
Diferentemente das linhas de Metrô, os trens do monotrilho não possuem uma “cabine” onde fica um operador controlando a composição, mas contavam com a presença do profissional.
O Sindicato disse que há riscos de segurança. Na ocasião, o Metrô informou que não existe e que o monotrilho já foi planejado para rodar sem operador.
Relembre:


Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

