Trens de carga serão separados dos trens da linha 10 da CPTM. MRS consegue licença

Trata-se de licença ambiental prévia para a copncessionária que abrange municípios de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo

ALEXANDRE PELEGI

A MRS Logística S/A obteve a Licença Ambiental Prévia (LP) para a implantação da Segregação Sudeste (SSE) do Transporte Ferroviário de Cargas e Trecho Central Compartilhado (TCC).

A proposta da MRS é construir uma via dedicada exclusivamente às operações de carga entre Jundiaí e Rio Grande da Serra, segregando-a do transporte de passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A MRS construirá novas linhas férreas paralelas às atuais da CPTM – a segregação Sudeste ocorrerá pela linha 10-Turquesa.

A implantação da Segregação Sudeste eliminará as restrições atualmente impostas à passagem de trens de carga na via compartilhada com a Linha 10 da CPTM, possibilitando o aumento da produtividade e ganhos de eficiência para o transporte ferroviário de cargas.

Ao mesmo tempo, a segregação das vias possibilitará a futura ampliação dos horários de operação do sistema de transporte de passageiros, bem como o aumento da frequência de passagens de trens da Linha 10.

A Segregação Sudeste, com cerca de 35 km de extensão, será construída entre as estações Rio Grande da Serra e Brás, passando por diversos municípios da Região Metropolitana de São Paulo. O objetivo é separar o tráfego de trens de carga e de passageiros da Linha 10 – Turquesa da CPTM. A nova via será dedicada exclusivamente ao transporte de cargas.

No Trecho Central Compartilhado (TCC), entre as estações Brás e Barra Funda, as vias continuarão sendo compartilhadas, mas serão realizadas adequações para aumentar a capacidade da ferrovia para 32,5 toneladas/eixo. As adequações no TCC permitirão a conexão da Segregação Sudeste com a Segregação Noroeste, que será implantada entre as Estações Barra Funda e Jundiaí.

O projeto, considerado de utilidade pública e com benefícios estratégicos para o sistema de transportes e a logística do Estado de São Paulo, abrangerá os municípios de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo.

Estima-se um investimento de R$ 1,2 bilhões para o SSE e R$ 130 milhões para o TCC, totalizando R$ 1,3 bilhões.

No pico das obras, a concessionária estima que serão gerados cerca de 1.000 empregos diretos, além de 50 profissionais na operação.

O prazo previsto para a implantação do SSE e TCC é de 97 meses.

O projeto inclui diversos programas ambientais para mitigar os impactos negativos, como o controle de erosão, a gestão de resíduos, o monitoramento da fauna e a comunicação social.

A CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) considerou o empreendimento ambientalmente viável, desde que os programas ambientais propostos sejam devidamente implementados. O CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) apreciará e deliberará sobre a viabilidade ambiental do projeto.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Celis disse:

    Tinha que fazer sobre, sobre ou aos lados uma linha de Metrô e/ou fazer sobre, sobre ou aos lados da Av dos Estados.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading