SPTrans prepara introdução de Transporte Sob Demanda em São Paulo
Publicado em: 23 de janeiro de 2025
Plataforma chega como parte do Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional (SMGO) que está sendo implementado pelo Consórcio Clever, vencedor da licitação de R$ 908 milhões
ALEXANDRE PELEGI
São Paulo está prestes a contar com a integração do Transporte Sob Demanda (DRT – Demand-Responsive Transport) ao sistema público de transporte da cidade. O Diário do Transporte ouviu com exclusividade da SPTrans que a primeira etapa da implementação do DRT deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2025.
O DRT chega como parte do Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional (SMGO) que está sendo implementado pelo Consórcio Clever, vencedor da licitação de R$ 908 milhões da SPTrans.
A Clever tem agora 24 meses, contados a partir de maio de 2024, para operacionalizar a solução em todo o sistema de transporte por ônibus da capital paulista e ainda do Aquático-SP. O prazo inclui também o módulo Solução DRT (Demand-Responsive Transport) que permite o agendamento de viagens, o acompanhamento da localização dos veículos em tempo real e a gestão de reservas.
SMGO e DRT
O SMGO é um sistema de monitoramento que reúne todos os equipamentos embarcados nos veículos (sensores, GPS, UCP, validadores, VOIP), adiciona ainda tecnologias avançadas como inteligência artificial e computação em nuvem, para assim ter em mãos dados que serão usados para o controle e o planejamento operacional, a fiscalização, a gestão de crises e a comunicação com os usuários em tempo real. E tudo isso com um dinamismo e uma exatidão inéditos na capital.
Já o DRT chega para permitir que os passageiros possam solicitar suas viagens no transporte público de uma maneira personalizada, fazendo uso de um aplicativo para definir quando e onde desejam ser atendidos em seus deslocamentos.
A expectativa é que a novidade traga menos tempo de espera e maior conforto para os passageiros, além de otimização de recursos através de um uso mais eficiente da frota existente.
Implantação modular e benefícios
Segundo a SPTrans, a implementação do DRT será feita de forma modular, com foco inicial nos serviços que já operam na cidade, como o Atende+, que oferece transporte gratuito para pessoas com deficiência, e o Transporte Escolar Gratuito (TEG).
O próprio texto da licitação, porém, garante que o DRT não vai parar nestes dois públicos segmentados, devendo ser incorporado como um complemento às rotas fixas já existentes para melhorar a oferta de transporte em áreas de baixa densidade e nos horários de menor movimento.
No entanto, resta a dúvida sobre quando e como este uso mais amplo do DRT deve virar realidade na capital paulista. Questionada pelo Diário dos Transportes, a SPTrans disse apenas que o tema “está em análise, levando em consideração as características do fluxo dos passageiros”. Provavelmente a gerenciadora do transporte da capital paulista deva realizar algumas aplicações testes, em áreas determinadas, antes de escalar o projeto.
Experiências com o DRT
O uso do DRT não é novo no mundo. Mais de 180 serviços já estão em operação, com destaque para a forte presença no Reino Unido, França, Espanha, Austrália e muitos outros.
A AT Local, a maior agência de transporte da Nova Zelândia, lançou seu serviço DRT em execução em 2021, em Takaanini, Conifer Grove e expandindo para os centros das cidades de Papakura em Auckland, fornece acesso ao transporte para mais 6.400 residentes em Papakura, com um aumento na cobertura de serviço de 38%. Movimentando mais de 150 mil pessoas desde o seu lançamento, reduziu viagens desnecessárias de carro de ocupação individual, fornecendo transporte vital para aqueles que mais precisam.
Já no Brasil, a cidade de Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, lançou o “Teu Bus” em 2023, um serviço de transporte sob demanda que apresenta índices elevados de satisfação. A concessionária local, a Transbus, utiliza a tecnologia da Liftango/Optai para a oferta de um serviço que pode ser definido como um transporte coletivo porta a porta e que tem cerca de 8 mil passageiros por mês em uma cidade com cerca de 130 mil habitantes.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Acabar com essa putaria de ônibus de graça nada de acabar só entra noia vagabundo bêbado e tudo que possa pensar e a segurança do motorista é do cobrador ninguém fala nada poça vergonha essa prefeitura esse prefeito essa sptrans um lixo só sabe punir motorista o passageiro não esse 156 a pessoa liga lá e conta mentira que ela quiser e quem se ferra é o motorista lixo um absurdo
Não está com cara que funcionará. Um pedido que fiz a SPTrans e a câmara municipal não foi apreciado até o momento: a integração dos ônibus de SP nos terminais de outras cidades. Dizem que é proibido, mas como os ônibus de outras cidades fazem essa integração? Por que SP não pode!
Lembremo-nos de que a municipalidade de Sampa tem dois terminais de ônibus municipais paulistanos instalados em outros municípios (Osasco, na Vila Iara; e Itapecerica, este a dois km da divisa!). Em 1974, quando adotamos a integração obrigatória dos ônibus municipais ao metrô, os 38 prefeitos metropolitanos foram francamente contrários à integração metropolitana. Depois, quando estendemos (em 2004) essa integração a todos os modos de transporte público coletivo da cidade de São Paulo, 11 municípios manifestaram o desejo de se integrarem à rede paulistana e metropolitana da EMTU, da CPTM e do Metrô. Se é proibido (?), com que amparo legal já funciona em algumas cidades?
Por isso a prefeitura não quer aplicativos na cidade, ela quer criar e gerir seu próprio aplicativo
Tá explicado eles barrando o Uber Shuttle