Brasileiros preferem viajar de ônibus para destinos nacionais, mostra pesquisa

Transporte rodoviário oferece economia significativa em relação ao aéreo, aponta levantamento encomendo pelo Ministério do Turismo

ALEXANDRE PELEGI

Uma pesquisa recente revelou que a maioria dos brasileiros (61%) viaja a passeio pelo menos uma vez por ano, com destinos nacionais sendo os mais populares. Entre os destinos favoritos estão Salvador (BA), Florianópolis (SC), Amazônia (AM) e Rio de Janeiro (RJ).

A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) destaca o transporte rodoviário interestadual como a opção mais econômica para quem deseja explorar o país. A pesquisa “Tendências de Turismo Verão 2025 – comportamento da população brasileira”, encomendada pelo Ministério do Turismo, apontou que belezas naturais, preços acessíveis e a possibilidade de reencontrar familiares e amigos são fatores determinantes na escolha dos destinos nacionais.

A pesquisa, realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, revelou que 33% dos viajantes de lazer fazem uma viagem por ano, 22% viajam de duas a três vezes e 6% fazem quatro viagens ou mais. Em relação aos custos, alimentação, hospedagem e transporte aéreo são os maiores gastos, sendo o transporte aéreo o mais significativo para 22% dos entrevistados.

As tarifas rodoviárias de curtas e médias distâncias proporcionam uma economia de cerca de 90% em comparação com outros meios de transporte, especialmente em trechos aéreos com duração de até 12 horas. Por exemplo, a viagem de ônibus entre São Paulo e Rio de Janeiro, com 426,31 quilômetros e duração de 6h25, representa uma economia de 92% em relação aos preços das companhias aéreas.

Outras rotas também apresentam vantagens significativas:

Rio de Janeiro – Vitória (ES): Economia de 89% em viagens de ônibus, com 534,25 quilômetros percorridos em 7h30.

Natal (RN) – Fortaleza (CE): Economia de 86% no trecho de 525,87 quilômetros, realizado em 8h55.

Curitiba (PR) – Caxias do Sul (RS): Economia de 86% em 605,48 quilômetros.

Letícia Pineschi, conselheira da Abrati, explica que em um país de dimensões continentais como o Brasil, os modais rodoviário e aéreo são complementares, com tarifas e características distintas. “Para os passageiros que moram longe de grandes centros urbanos, as vantagens são ainda maiores. Isto porque os usuários de ônibus não dependem de deslocamentos até aeroportos, que se somam à espera e ao tempo de viagem. Assim, o transporte rodoviário representa uma alternativa complementar e confortável, já que o usuário pode embarcar na cidade onde mora e seguir para o destino em um mesmo veículo”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Em viagens de curtas e médias distâncias (por até 1 000 km), o ônibus pode ser mesmo vantajoso por evitar os perrengues em aeroportos, como as inevitáveis grandes filas, restrições de bagagens, além dos constantes atrasos e cancelamentos de voos por razões tanto climáticas quanto logísticas. Desde que a agenda do passageiro lhe permita mais tempo para a viagem, é claro.
    Não à toa que na grande parte destes trajetos (especialmente na rota Rio-SP), os ônibus Leito/Executivo são os que mais dominam a paisagem.

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