Eletromobilidade

Governo de São Paulo investe em balsas elétricas em sistema de travessias

Iniciativa prevê a substituição das atuais balsas movidas a diesel por 44 novas embarcações com zero emissões e quatro conjuntos de balsas-empurradores

ALEXANDRE PELEGI

O Governo do Estado de São Paulo anunciou um plano de modernização para o sistema de travessias, com foco na sustentabilidade e na melhoria da experiência dos passageiros. A iniciativa prevê a substituição das atuais balsas movidas a diesel por 44 novas embarcações elétricas e quatro conjuntos de balsas-empurradores, onde a infraestrutura permitir. Espera-se que essa mudança para propulsão elétrica resulte em uma redução significativa nas emissões de carbono, com uma estimativa de 18 mil toneladas de CO2 a menos por ano, considerando apenas as travessias litorâneas.

A concessão do sistema de travessias, qualificada no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP), abrange 14 travessias em cinco regiões:

Litoral Norte: São Sebastião-Ilhabela

Litoral Centro: Santos-Vicente Carvalho, Santos-Guarujá, Bertioga-Guarujá

Litoral Sul: Cananéia-Continente, Cananéia-Ilha Comprida, Cananéia-Ariri, Iguape-Juréia

Região Metropolitana de São Paulo: Bororé-Grajaú, Taquecetuba-Bororé e João Basso-Taquecetuba

Paraibuna: Porto Paraitinga, Porto Natividade da Serra e Porto Varginha

Além da sustentabilidade ambiental, a modernização visa melhorar a eficiência do transporte público, com mais conforto para os passageiros, redução das filas de espera, horários de partida mais consistentes e aumento da segurança.

A padronização da frota será baseada na demanda e infraestrutura de cada travessia, com embarcações maiores para locais de maior movimento e embarcações menores com maior frequência para locais de menor demanda. O sistema de travessias atende atualmente 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano.

O projeto prevê investimentos de mais de R$ 1 bilhão, distribuídos em novos terminais de passageiros, aquisição de novas embarcações, novos flutuantes e ampliação de flutuantes existentes.

A previsão é que a iniciativa privada assuma os serviços a partir de 2026, com as novas embarcações entrando em operação até o sexto ano do contrato de parceria público-privada (PPP). O contrato de concessão patrocinada terá duração de 20 anos.

O PPI-SP, responsável por qualificar a concessão, busca ampliar as oportunidades de investimento e desenvolvimento socioeconômico em São Paulo. Com foco em áreas como rodovias, mobilidade, social e água/energia, o programa já qualificou 29 projetos, totalizando uma carteira de mais de R$ 494 bilhões.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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