Alto Tietê Transportes assume operação do projeto “Guararema Sem Pagar” com 21 ônibus Torino/Volkswagen Euro 6
Publicado em: 3 de janeiro de 2025
Moradores da cidade da Grande São Paulo têm acesso a frota zero quilômetro com Wi-Fi e carregadores USB
ALEXANDRE PELEGI
A cidade de Guararema, na Grande São Paulo, iniciou uma nova fase em seu sistema de transporte público.
Desde quarta-feira, 01º de janeiro de 2025, a empresa Alto Tietê Transportes assumiu a operação do transporte coletivo, integrando o projeto “Guararema Sem Pagar” da Prefeitura.
A iniciativa pioneira garante aos moradores acesso gratuito a ônibus modernos e de alta qualidade.
A frota é composta por veículos zero quilômetro, com design moderno e identidade visual exclusiva, desenvolvidos para atender às demandas da cidade.
São 21 veículos zero km Marcopolo Torino, encarroçados em chassi Volkswagen 15-210.
Os ônibus são equipados com motores Euro-6, que seguem rigorosos padrões de emissão de poluentes, minimizando o impacto ambiental.
Além da sustentabilidade, o conforto e a conectividade dos passageiros também são prioridades. Os novos ônibus contam com televisores para avisos e informações relevantes; Wi-Fi gratuito para navegação durante as viagens; e entradas USB para carregar dispositivos móveis.

Da esquerda pra direita: Prefeito José Luiz Eroles Freire, vice Odvane Rodrigues da Silva e CEO da Alto Tietê Transportes, Adolfo Fujiura
A cerimônia de entrega dos veículos contou com a presença do Prefeito, do Vice-Prefeito e de representantes da Alto Tietê Transportes, simbolizando a parceria entre a empresa e a Prefeitura na modernização do transporte público.
Em nota, a empresa afirma que a nova etapa “reforça o compromisso da Alto Tietê Transportes em oferecer um serviço de alta qualidade, priorizando a inovação. A integração ao projeto “Guararema Sem Pagar” reflete a visão de um transporte público mais acessível, confortável e eficiente para todos os moradores da cidade”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Em cidades do tamanho de Guararema (até 50-60 mil habitantes) a tarifa-zero pode funcionar bem. Exatamente porque o tamanho da cidade permite uma gestão mais ágil e desburocratizada, cuja demanda envolve investimentos e logísticas em valores e escalas não muito altos.
Porém é importante que as linhas e as suas frequências sejam determinadas e fiscalizadas pelo municipio – cabendo à empresa contratada essencialmente o fornecimento, a disponibilidade e o bom funcionamento da frota.
Esse raciocínio da tarifa grátis realmente é mais viável para cidades com maior porte. Porém, a questão é quanto a existência de outras demandas na cidade. Guararema tem muitas carências, que poderiam ser atendidas com os recursos dispendidos na tarifa grátis de ônibus.
Em Jacareí, cidade vizinha de Guararema, mas já no Vale do Paraíba, teve diversos comentários sobre Guararema ter transporte gratuito e Jacareí não. Porém, são realidades distintas. Teve candidato a prefeito que inclusive transporte coletivo gratuito. Só que a população não embarcou. Afinal, o custo para se implantar tarifa grátis de ônibus em Jacareí seria algo em torno de R$75 milhões/ano. Semelhante ao custeio anual da Santa Casa de Jacareí, que segue sob intervenção municipal desde 2003. E Jacareí não tem um hospital municipal, precisa urgentemente ampliar leitos de internação e apesar de já ser uma cidade com maior porte e mais demandas (250 mil habitantes), recebe pouquíssimos investimentos estaduais e federais, devido ao fator São José dos Campos. Entre transporte coletivo grátis e um novo hospital, a população de Jacareí se posicionou em torno do hospital, que deveria ser a prioridade.
Voltando a questão das cidades menores, realmente é mais fácil gerir um sistema sem custos ao usuário em cidades de menor porte. Mas será que de fato não existem outras demandas no município, mais urgentes, que não se sobressaem a questão da passagem de ônibus sem custos?
Ar condicionado, que é essencial para a dignidade aos passageiros num clima tão quente como no nosso país, aí vem com usb e wifi (desnecessário), as pessoas precisam circular com conforto de verdade. Ninguém compra carro sem ar condicionado, mas no transporte público estamos parado no tempo. Aliás a região do alto Tietê insiste nisso principalmente Mogi das Cruzes.
Cadê o ar condicionado nos ônibus?? Dignidade e conforto para a população deve ser tbem priorizada!
Essa cultura da gratuidade é complicada.
Será que o povo dará o devido valor?
Tudo perfeito na matemática através da mesa dos gestores mas na prática está dando tudo errado!!!
As conexões não batem e as pessoas chegam a ficar 40min esperando nos terminais para seguir caminho, percurso que era feito em 50min agora leva 1h:30, uma lambança só.
Sim,.no início toda mudança é complicada mas O BÁSICO já começou desorganizado e COMO JÁ É SABIDO, vão fazer a gente engolir com “ajustes mínimos”.
Mais uma LAVANDERIA pública na qual só não vê quem não quer!!!!!!!
Realmente essa é uma questão determinante.
Se for ficar “gratis” e o serviço descambar, ficará literalmente mais caro ao passageiro do que se ele usasse um serviço tarifado porém melhor e mais pontual.
Nenhuma gratuidade por um serviço mal prestado, compensará os prejuízos diários nos compromissos pessoais e na qualidade de vida dos passageiros.