Ministério das Cidades libera mais R$ 158 milhões para compra de ônibus; Grande São Paulo fica com 77% dos recursos
Publicado em: 24 de dezembro de 2024
Empresas de BH e Rio de Janeiro também foram contempladas no programa “Refrota Setor Privado”; financiamentos com dinheiro do FGTS serão operacionalizados pelo Banco Mercedes-Benz
ALEXANDRE PELEGI
O Ministério das Cidades publicou nesta terça-feira, 24 de dezembro de 2024, a seleção de diversas propostas do Programa Novo PAC – Mobilidade Urbana, Subeixo Renovação de Frota, setor privado.
Os financiamentos para compra de ônibus serão implementados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS para o transporte coletivo de diferentes cidades.
O total das propostas selecionadas chega a R$ 158 milhões (R$ 158.138.270,15).
A maior parte dos recursos (77%) está direcionado à Grande São Paulo.
Veja a relação das empresas cujas propostas foram selecionadas, por cidades e valores liberados:
GRANDE SÃO PAULO = R$ 121.829.270,15
Viação Pirajuçara LTDA
Cidades: Embu das Artes, Taboão da Serra, São Paulo e Osasco
Valor: R$ 44.602.500,00
Guarulhos Transportes S/A
Cidades: Guarulhos e São Paulo
Valor: R$ 43.156.600,00
ABC Sistema de Transporte SPE S.A. / Next Mobilidade
Cidades: Santo André, Diadema, São Paulo, Mauá e São Bernardo do Campo
Valor: R$ 28.618.595,15
Transportes Mairiporã LTDA
Cidades: Mairiporã, Franco da Rocha e São Paulo
Valor: R$ 5.451.575,00
BELO HORIZONTE/MG
Rodap Operadora de Transportes LTDA
Valor: R$ 3.942.500,00
Viação São Geraldo LTDA
Valor: R$ 8.550.000,00
RIO DE JANEIRO/RJ
Viação Ideal S/A
Valor: R$ 9.300.500,00
Auto Viação Tijuca S/A
Valor: R$ 14.516.000,00
REFROTA
O Refrota trabalha com taxa de juros de 6% ao ano, e exige uma contrapartida mínima de 5% do valor do investimento.
O prazo de amortização é de até 20 anos, com prazo de carência de até 48 meses contados a partir da assinatura do contrato.
A taxa diferencial de juros é de até 2%, com a taxa de risco de crédito de até 1%.
Podem pleitear recursos do Refrota:
= empresas privadas, participantes de consórcios e sociedades de propósito específico que detenham a concessão ou a permissão do transporte público coletivo urbano ou de serviços associados;
= empresas privadas que possuam projetos ou investimentos em mobilidade urbana, em desenvolvimento urbano ou em modernização tecnológica urbana, desde que autorizadas pelo poder público respectivo; e
= empresas participantes de consórcios e sociedades de propósito específico que detenham a concessão ou autorização para a exploração de infraestruturas de transportes como rodovias, ferrovias, hidrovias, portos ou aeroportos, para a realização de intervenções que contribuam para a mobilidade urbana da região.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Se eu fosse o ministro colocaria uma condicionante: o Refrota seria aceito se a empresa não aumentar tarifa e ter maior transparência em todas suas operações comerciais. Se pensar em aumentar tarifa, antes comunicar ao Ministério das Cidades para avaliar custos e correções.
Aqui em Guarulhos deviam trocar a frota de ônibus da viação Campos dos Outros, nenhum ônibus tem ar condicionado, nesse calor é complicado ir trabalhar, muitos ônibus tem poucos assentos, parece que foram feitos para o pessoal ficar em pé. Todos os ônibus que saem do Terminal Pimentas são ônibus velho, deviam olhar pra cá as vezes, Guarulhos não é só centro e Bosque Maia.