Podcast do Transporte: como as manobras para mudar a lei de mudança climática de São Paulo deram com os burros n’água
Publicado em: 11 de dezembro de 2024
E mais: entrevista com o futuro prefeito de Curitiba, propostas do Setpesp para acelerar a descarbonização nos ônibus, e a reestatização das ferrovias britânicas
ALEXANDRE PELEGI
O Podcast do Transporte desta semana traz mais uma vez como destaque o tema da descarbonização…
Adamo Bazani, do Diário do Transporte, revela manobra e Câmara de São Paulo volta atrás em regulamentação da descarbonização
O Podcast destaca ainda o tema de semana: a tentativa da prefeitura de São Paulo de impor a eletrificação imediata da frota de ônibus, sem considerar a viabilidade do projeto, continua dando filhotes. E o Diário do Transporte, mais uma vez, jogou luz em mais episódios recheados por confusões e tropeções.
A Câmara Municipal de São Paulo tentou aprovar a regulamentação da descarbonização de forma açodada, sem debates adequados, o que gerou forte reação do setor e da imprensa especializada. Mas tudo começou com o editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, cujo papel foi fundamental ao denunciar a manobra, o que levou os vereadores a reformularem o texto da regulamentação.
Marcia Pinna: os desafios da mobilidade em Curitiba pelo prefeito Eduardo Pimentel
O Podcast aborda a importância do planejamento na descarbonização, usando como exemplo a cidade de Curitiba, onde a nova licitação do transporte coletivo já prevê a eletrificação gradual da frota até 2050.
A editora da revista Technibus, Marcia Pinna, foi à capital paranaense e entrevistou o prefeito eleito de Curitiba, Eduardo Pimentel, destacando outras medidas para o transporte público, como a implementação de um novo VLT metropolitano e o passe livre para desempregados.
Setpesp avalia como está a corrida das novas fontes de energia para os rodoviários
A participação ativa dos operadores de transporte rodoviário de passageiros de São Paulo nas decisões sobre a descarbonização do setor… O diretor executivo do SETPESP, Antonio Laskos, analisa as diferentes possibilidades energéticas para os ônibus, considerando as características de cada região do estado.
A infraestrutura, a abundância de produção energética, o preço e o prazo de implantação, a escalabilidade e o apoio do estado são fatores cruciais na escolha da melhor solução para cada região, ressalta Laskos.
Marcha à ré nas ferrovias britânicas: a reestatização dos serviços
O jornalista Alexandre Pelegi traz o caso do Reino Unido, onde a privatização do sistema ferroviário resultou em fragmentação e queda na qualidade do serviço, levando à reestatização.
Antes conhecido como exemplo de eficiência e pontualidade, o sistema hoje encara a decadência na administração por empresas privadas, o que fez os britânicos repensarem o formato. O governo já iniciou o processo e pode até quebrar alguns contratos para acelerar a recuperação do sistema.
Este recuo faz Pelegi relembrar o saudoso mestre Adriano Murgel Branco, que dizia que desestatizar pressupõe fiscalizar. Para conceder serviço público é necessário ter regras muito claras tanto para o poder concedente como para o concessionário. Sempre em defesa dos interesses do cidadão.
Informação com análise é no Podcast do Transporte. Episódio novo toda quarta-feira pelo Spotify (https://podcastdotransporte.com.br/#ouvir) ou no seu agregador predileto.
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O Podcast do Transporte é um produto do Diário do Transporte em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


A lembrança maior a ser feita sobre o assunto da privatização dos serviços públicos, é a do engenheiro Anhaia Melo, prefeito de Sp e diretor da EPUSP. O professor Adriano Branco – de saudosa lembrança – deu-me de presente o livro de cabeceira de seu pai, Plínio Branco, em que esse assunto é tratado com maestria. Em livro publicado em 1929 pelo Instituto de Engenharia, Anhaia defende brilhantemente os conceitos que regem esse tema. Estamos perdendo essa memória, apesar dos esforços de alguns como vocês …
A manobra que fizeram obviamente é pra favorecer os empresários donos das garagens, pois já são acionistas até de carroceria além das empresas, então obviamente vários políticos tem amizade, o que é um absurdo, mas considerando o jeitinho brasileiro negativo não dá pra achar estranho infelizmente, porque se dependesse de empresário os ônibus seriam eternamente a diesel, sem ar condicionado e com assento de plástico.