Eletromobilidade

VÍDEO: Mercedes-Benz amplia área dedicada a ônibus na planta e um dos focos são os elétricos padrons e articulados

Fabricante espera aumento da demanda por ônibus elétricos e investe na revisão 4.0

ADAMO BAZANI

Colaborou Guilherme Strabelli

A área dedicada a ônibus na planta da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, recebe ampliações e reformulações.

O Diário do Transporte esteve na fábrica nesta segunda-feira, 25 de novembro de 2024, numa dinâmica de apresentação da evolução entre um monobloco O-321 e dois modelos atuais, um a diesel de piso baixo (O500U) e um elétrico eO500.

Na oportunidade a reportagem verificou que um espaço junto à linha de montagem está em obras.

Ao Diário do Transporte, o gerente da linha de produção, Alexandre Nunes, diz que o espaço vai abrigar a área de revisão 4.0 e também a produção de elétricos.

A montadora espera o crescimento da demanda pelos ônibus elétricos, em especial na capital paulista. Somente para o sistema gerido pela SPTRANS, já foram vendidas 200 unidades.

Outras cidade estão nos planos para os elétricos.

De acordo com Alexandre Nunes, a produção elétrico articulado, lançado em agosto deste ano em São Paulo também estará no novo espaço

“Essa obra que nós estamos vendo aqui faz parte do projeto Revisão 4.0. A gente fez todo o investimento na linha de montagem 4.0 e agora estamos investindo nas partes dos testes. Com essa obra aqui, a gente vai ter a oportunidade de monitorar todos os testes que são feitos com chassis de ônibus. Então, a partir da implementação desse projecto, vamos saber qual ônibus está em cada posto de revisão, quais foram as atividades que já foram realizadas e quais precisam ser realizadas. Isso vai dar uma visão para gestão da área de conseguir priorizar e mexer na distribuição da mão de obra e vamos ter uma visão digitalizada do processo de revisão. Lá, onde está aquela obra, nós teremos três linhas de revisão. Uma delas será dedicada à revisão dos veículos elétricos, como esse que estamos vendo aqui atrás, que é nosso veículo piso baixo elétrico. O articulado está ainda em estudo e, com certeza, as áreas que temos aqui, qualquer portifólio articulado, seja o que a gente já tem consolidado hoje, que é o O e500U, ou os próximos que devem estar em estudo ai, ela vai ser capaz e ter a flexibilidade de absorver qualquer tipo de veículo elétrico. É uma expansão da linha de testes da Mercedes, que vai ser utilizada tanto nos veículos tradicionais com motor à combustão a diesel, quanto ara os veículos elétricos que temos hoje no portifólio”, afirmou Nunes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Guilherme Strabelli

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    As montadoras estão certas!
    Elas forjaram um filão-de-ouro com os ônibus à bateria, além de muito marketing, e agora podem dar-se ao luxo de cobrar três vezes o preço de um similar a combustão. Já que as prefeituras escancaram-se pra comprá-los – independente de questões técnicas, logísticas e financeiras.
    Com um visual “moderninho”, baixissimo ruido, e sem cano-de-escape, tornaram-se perfeitas vitrines eleitoreiras.

    Vai na mesma linha dos tais “suvs compactos” no setor dos automóveis: As montadoras inventaram uns hatches marombadinhos, lhes colaram o rotulo de “SUV”, e os vendem a preços inflacionados e fora da realidade – porém com uma fila de consumidores ávidos por comprá-los.

    O que manda hoje é o marketing:
    Se modinha colou e tem fila pra comprar, é isso que vai dominar…

  2. Rogério Martins disse:

    Eu acho que foi um grande erro da Mercedes-Benz do Brasil não preservar um ônibus monobloco O-364, O-371 e um O-400, ambos rodoviário e urbano para ficarem no acervo histórico da fábrica 🏭 de São Bernardo do campo.

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