Suzantur entra na Justiça para contrato até fim de leilão e diz que Comporte e Águia Branca querem na verdade destruir a Itapemirim e causam tumulto
Publicado em: 8 de novembro de 2024
Para a empresa de Santo André (SP), no recurso protocolado na Justiça só agora, depois do sucesso do arrendamento, é que Comporte e Águia Branca apresentaram propostas milionárias, não fazendo nada enquanto a retomada da Itapemirim era uma incerteza e agora estão alarmadas com sucesso da Suzantur
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
A Nova Itapemirim-Suzantur, empresa de Santo André (SP), no ABC Paulista, que retoma por arrendamento desde março de 2023 as linhas que eram de responsabilidade das empresas viações Itapemirim e Kaissara, contra-atacou nesta sexta-feira, 08 de novembro de 2024, na Justiça, as petições e acusações feitas por concorrentes como Viação Águia Branca, do Espírito Santo, e Grupo Comporte, da família do fundador da Gol Linhas Aéreas, Nenê Constantino, e que engloba empresas de ônibus como Nossa Senhora da Penha e Expresso União.
O Diário do Transporte TRAZ COM EXCLUSIVIDADE o recurso de “embargos de declaração” também nesta sexta-feira (08).
A companhia administrada pelo empresário Claudinei Brogliato quer que a Justiça reconheça que o término do contrato de arrendamento pelas linhas ocorra somente depois do fim do leilão das operações e das marcas do Grupo Itapemirim, que ainda não foi marcado.
Além disso, a Suzantur pede que sejam desconsideradas as alegações de que realizou depósitos em valores inferiores ao previsto e vai além: diz que Grupo Comporte e Águia Branca querem na verdade a destruição da Itapemirim, como sempre desejaram ao longo da história.
A empesa do ABC Paulista avança nas argumentações e diz que só agora, depois do sucesso do arrendamento, é que Comporte e Águia Branca apresentaram propostas milionárias, não fazendo nada enquanto a retomada da Itapemirim era uma incerteza.
A Suzantur sustenta que aceitou o desafio de operar em todo o território nacional, algo que as concorrentes que se apresentam como defensoras dos interesses dos credores do Grupo Itapemirim nunca se dispuseram e que agora estão alarmadas com o sucesso do arrendamento.
Veja os detalhes:
ÁGUIA BRANCA E COMPORTE ESTÃO ALARMADAS COM SUCESSO DA SUZANTUR E CRIAM TUMULTO PROCESSUAL
Para a empresa de Santo André (SP), concorrentes como Águia Branca e Grupo Comporte criam um tumulto processual, e estão alarmadas com sucesso da Suzantur
Com todo respeito, mas sem falso pudor, as concorrentes, que estavam felizes com a bancarrota da ITAPEMIRIM e que agora estão alarmadas com o sucesso do Contrato de Arrendamento e valorização da operação e das marcas, criaram tumulto processual tamanho e induziram esse Juízo em erro, de modo que se omitisse com relação ao objetivo do Contrato de Arrendamento conforme demonstrado acima
ARRENDAMENTO DEVE IR ATÉ O FIM DO LEILÃO:
A defesa da Suzantur alega que o prazo final do arrendamento, pela Lei de Recuperações e Falências, deve ser a conclusão do leilão da UPI (Unidade de Produção Individual) Operação, que engloba as linhas, as marcas do Grupo Itapemirim e alguns ônibus remanescentes.
A empresa de Santo André (SP) diz que as concorrentes estavam felizes com o fim da Itapemirim e que agora se incomodam com o que classifica sucesso do arrendamento para a Suzantur.
Com todo respeito, mas sem falso pudor, as concorrentes, que estavam felizes com a bancarrota da ITAPEMIRIM e que agora estão alarmadas com o sucesso do Contrato de Arrendamento e valorização da operação e das marcas, criaram tumulto processual tamanho e induziram esse Juízo em erro, de modo que se omitisse com relação ao objetivo do Contrato de Arrendamento conforme demonstrado acima. 27. O Contrato de Arrendamento tem como termo final a realização do leilão, conforme art. 139, LRF: “logo após a arrecadação dos bens, com a juntada do respectivo auto ao processo de falência, será iniciada a realização do ativo”
COMPORTE E ÁGUIA BRANCA QUEREM A DESTRUIÇÃO DA ITAPEMIRIM:
Entre as concorrentes que a Suzantur diz que queriam a destruição da Itapemirim estão justamente o Grupo Comporte e a Águia Branca.
Ambos estão entre os que ofereceram, no segundo semestre deste ano, dois anos depois da decretação da falência do Grupo Itapemirim e da decisão que permitiu o arrendamento à Suzantur, valores bem superiores aos R$ 200 mil mínimos por mês pagos pela empresa do ABC Paulista.
O Grupo Comporte ofereceu R$ 1 milhão por mês e depois subiu a oferta para R$ 1,5 milhão e a Águia Branca, ofertou R$ 1,2 milhão. Mas todas a propostas foram apresentadas somente depois do sucesso do arrendamento e não quando a retomada da Itapemirim era uma incerteza, ressalta a empresa de Santo André (SP)
A PENHA E A UNIÃO QUEREM ELIMINAR A ITAPEMIRIM. As empresas são concorrentes históricas e têm suas próprias marcas consolidadas no mercado de transporte, de modo que não têm interesse, mas sim conflito, para poderem pleitear o arrendamento – em sua proposta, não há nada sobre a utilização da marca, cuja preservação é o objetivo do Arrendamento. Além disso, a PENHA e a UNIÃO já operam, ilegal e irregularmente, as linhas da Massa Falida (conforme reconhecido pela ANTT e como constante às fls.19.413/119.431), em sobreposição, causando prejuízos desde o período pré-falimentar até os dias atuais – há determinação de abertura de incidente para apurar esses prejuízos ainda não cumprida pela Adminitradora Judicial. 24. De igual modo, a VIAÇÃO ÁGUIA BRANCA S.A. também é concorrente direta, tem sua própria marca e causou prejuízos à Massa Falida resistindo à ordem deliberação de guichês ilegalmente ocupados (conforme decisão do TJSP). O OBJETIVO É ELIMINAR A MARCA ITAPEMIRIM
NÃO HOUVE DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL
A Suzantur se defendeu ainda das acusações do Grupo Comporte e da Águia Branca de que teria descumprido o contrato de arrendamento por ter supostamente realizado depósitos em valores menores que os previstos e, mais uma vez, diz que as empresas que fizeram o apontamento querem destruir a Itapemirim
EM PRIMEIRO LUGAR, DESTACA-SE QUE AS EMPRESAS QUE ALEGAM ISSO SÃO AS MESMAS QUE QUEREM ELIMINAR A ITAPEMIRIM, SUA CONCORRENTE DIRETA NO MERCADO. 34. Em segundo lugar, não há nem sequer indício de prova de que haveria algum descumprimento contratual, sobre o que foi omissa a decisão embargada. 35. Em razão do Contrato de Arrendamento, a SUZANO tem que pagar mensalmente à Massa Falida R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) ou 1,5% (um vírgula cinco por cento) da receita líquida de venda de passagens em pontos de venda físicos, conforme Cláusula Terceira do Contrato de Arrendamento, o valor que for maior. É incontroverso nos autos que SUZANO paga pontualmente o valor mínimo contratado desde a data da homologação do Contrato de Arrendamento, muito antes de sequer iniciar a operação, ou seja, sem poder faturar, fato este convenientemente “esquecido” por suas concorrentes
A empresa de Santo André (SP) relata que o contrato de arrendamento diz que R$ 200 mil são depósitos mínimos mensais e que o percentual de 1,5% previsto no documento caso a arrecadação seja maior que R$ 200 mil é somente sobre as vendas de passagens em pontos físicos (não vendas online) e que não devem ser calculados sobre a receita bruta, mas sobre a líquida.
Ao contrário do que alegaram suas concorrentes, não é a receita total que deve servir de base de cálculo para a verificação do valor do pagamento mensal, mas somente a receita líquida da venda de passagens realizada em pontos de venda físicos.
Não obstante, há omissão também sobre o fato de que a Adminitradora Judicial faz a conferência de tudo aquilo que é pago e arrecadado pela SUZANO, a qual, sempre que solicitada, efetuou o pagamento dos valores de ajuste a maior, independentemente de serem contratualmente devidos ou não, o que reforça a postura de boa-fé da SUZANO, que tem como objetivo comum a maximização dos ativos arrendados para iminente leilão – isso, por si só, esvazia a pretensão e necessidade de abertura de incidente próprio.
DEPÓSITOS FORAM ATÉ SUPERIORES AOS DEVIDOS E ÁGUIA BRANCA E COMPORTE NUNCA QUISERAM AS OPERAÇÕES EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL:
A empresa administrada por Claudinei Brogliato a partir do ABC Paulista diz que em alguns meses, os depósitos giram em torno de R$ 300 mil e que se dispôs a operar em todo o território nacional, o que as concorrentes não querem, isso ainda, segundo a Suzantur.
Não há descumprimento contratual nem sequer mínimos indícios desse fato que enseje a abertura de incidente. Aliás, além de operar em todo o território nacional –coisa que as concorrentes não querem, pleiteando operar apenas mercados rentáveis e, ainda, sem utilizar as marcas da Massa Falida –, a remuneração adicional tem ultrapassado os R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) nesse ano (doc. 02).54. A decisão embargada é omissa com relação ao fato de que a SUZANO paga a remuneração mensal equivalente a 1,5% da receita líquida total sempre que tal percentual resulta em valor superior a R$ 200.000,00, em benefício dos credores, mesmo sem ser essa a disposição contratual expressa
OS PEDIDOS:
A Suzantur quer que a Justiça reconheça que o arrendamento das linhas e estruturas só deve acabar após a definição do leilão e que não siga em frente o “incidente processual” sobre o suposto descumprimento
a)Revogar a determinação de abertura de incidente e declarar que o prazo do Contrato de Arrendamento se esgota com a realização de leilão exitoso do seu objeto, determinando-se que a Administradora Judicial tome as providências necessárias para essa finalidade; e,
b) revogar a determinação de abertura de incidente para se discutir inexistente descumprimento do Contrato de Arrendamento e propostas de supostos interessados

OPERAÇÃO POR ARRENDAMENTO:
Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.
A cronologia básica é:
– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.
– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.
– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)
– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.
– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.
A Suzantur sustenta que o seu contrato de arrendamento é reconhecido pela Justiça e que não pode ser interrompido até a definição do leilão das linhas para que não haja descontinuidade dos serviços de transportes, o que prejudicaria milhares de passageiros, além de centenas de funcionários.
A empresa do ABC Paulista ainda argumenta que, além de gerar receita para os credores da massa falida com as operações, tem agregado valor à marca Itapemirim no mercado, com a colocação de mais de 200 ônibus em operação, sendo a maioria zero quilômetro, e que incorpora inovações.
Recentemente, a Suzantur apresentou uma sala vip no Terminal do Tietê que diz trazer conceitos inéditos no mercado rodoviário brasileiro. Destinado para passageiros que compraram bilhetes para as poltronas leito e leito -cama, o espaço tem acesso por validador. Chopp grátis, espaço pet, chuveiros, sala de reuniões e coworking estão entre os serviços oferecidos no local.
Veja em:
FROTA ATUAL:
Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).
Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.
ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:
Os modelos Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículo de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.
Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.
O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.
Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.
A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.
A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.
LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):
Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.
Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.
Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.
VALORIZAÇÃO DA HISTÓRIA:
Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.
“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.
Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:
Ônibus Prefixo 70000:
Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.
Relembre:
Ônibus 0 km com pintura do Tribus:
Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.
O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.
Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.
Relembra:
O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:
Relembre:
Ônibus históricos arrematados em leilão:
Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.
Os modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP) são:
– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;
– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.
– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).
– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.
– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.
– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.
Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.
AS PROPOSTAS DE ARRENDAMENTO PROTOCOLADAS NO SEGUNDO SEMESTRE DE 2024:
– Expresso União (Grupo Comporte): R$ 1 milhão, depois R$ 1,5 milhão, pela Expresso União (empresa também do Grupo Comporte) por todas as linhas num período de até dois anos
– Viação Águia Branca: R$ 1,2 milhão pela Viação Águia Branca, do Espírito Santo, por todas as linhas num período de até dois anos
– Dono da Frotanobre: R$ 500 mil do empresário Luiz Ferreira Marangon Macedo, dono da companhia “Frotanobre”, que faliu em Juiz de Fora (MG), por 21 linhas num período de até cinco anos. O pedido foi feito pela empresa:
São Paulo/SP X Curitiba/PR;
São Paulo/SP X Rio de Janeiro/RJ;
São Paulo/SP X Nanuque/MG;
São Paulo/SP X a Ipatinga/MG;
São Paulo/SP X Teófilo Otoni/MG;
São Paulo/SP X Governador Valadares/MG;
São Paulo/SP X Muriaé/MG;
São Paulo/SP X a Cataguases/MG;
São Paulo/SP X Campos dos Goytacazes/RJ;
São Paulo/SP X Vitória/ES;
São Paulo/SP X Guarapari/ES;
São Paulo/SP X Cachoeiro do Itapemirim/ES;
Rio de Janeiro/RJ X Curitiba/PR;
Rio de Janeiro/RJ X Brasília/DF.
Rio de Janeiro/RJ X Vitória/ES;
Rio de Janeiro/RJ X Guarapari/ES;
Rio de Janeiro/RJ X Cachoeiro do Itapemirim/ES;
Belo Horizonte/MG X Brasília/DF;
Belo Horizonte/MG X Campos dos Goytacazes/RJ;
Belo Horizonte/MG X Vitória/ES;
Belo Horizonte/MG X Guarapari/ES;
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Argumentos absolutamente plausíveis os da Suzantur.
A Comporte e a Águia Branca acostumaram-se a imperarem sozinhas e sem concorrentes. Os que surgem elas engolem ou puxam-lhe o tapete. Exatamente o que elas tentam agora.
Se ambas quisessem jogar limpo, apenas aguardariam o leilão que já tem data para acontecer.
Só agora com o sucesso da nova Itapemirim eles querem o arrendamento, são uns bando de oportunistas
E nao é que a SUZANTUR nao deixa De ter certa razão…. estao colocando tudo nos eixos e só agora, outros querem uma ” fatia” do bolo…. NÃO. A suzantur merece continuar e manter a tradição da ITAPEMIRIM, que é consagrada e conhecida a 70 anos e nao é pouco… sucesso à suzantur.
Essas empresas aguia branca e comporte são iguais aos bosonaristas tem uma doença dentro deles que não aceitam que perdeu, misericórdia. A itapemirim estava sucateada pelos antigos donos e chegou a falência e ninguém quis salvar a biografia da mesma aí veio a suzantur e resolveu trazer a história da mesma e com muito mais qualidade. Agora fica esses urubus querendo arrancar a tripa do animal vivo. A realidade é que a água Branca é a parceira estão querendo mesmo é as linhas e o ex dono está tão interessado na briga por estar de olho em tirar vantagem financeira com essas linhas pra essas duas empresas. A justiça brasileira tem que ser honesta com a suzantur e deixar ela cumprir o excelente trabalho que ela vem fazendo. Parabéns suzantur itapemirim que Deus continue abençoando fortemente a vida de vocês e que Deus traga o castigo merecido pra todos os que estão perseguindo vcs. Justiça brasileira não nos decepcionem deixa a itapemirim suzantur continuar o trabalho lindo que vem fazendo.
Gostaria de parabenizar o diário do transporte pelas excelente cobertura dessa batalha judicial, e também deixar o meu agradecimento à Suzantur por ter assumido tamanha responsabilidade de trazer de volta as estradas a Itapemirim, sou nordestino e meu pai trabalhou quase 20 anos como motorista da Itapemirim e ele me levava as vezes nas viagens, era meu presente… Em fim foram bons momentos com a frota do saudoso Camilo Cola. O que se vê aqui é que alguém arrumou a bagunça que o Piva fez e agora que viram a rentabilidade e o peso da marca Itapemirim no mercado, eles se sentiram ameaçados, de novo. E a única coisa que eles tem pra oferecer é dinheiro, não tem ombridade pra concorrer honestamente, e aí estão tentando desmantelar a todo custo a Itapemirim. A Suzantur merece todo o sucesso do mundo pra ser manter firme nesse propósito… E como na batalha de Davi e Golias… Ela também se sairá vitoriosa… Sucesso também a todo o pessoal do diário do transporte pelo excelente trabalho informativo.
Peso do nome Itapemirim? Isso foi no passado, quando ela teve mais de 2 mil ônibus rodando pelo país! Hoje ela só tem 10 % dessa quantidade e olhe lá! Só bozó que fica com ufanismo sobre a Itapemirim, pois os ex-funcionários estão preocupados é em receber os seus direitos, independentemente se nome de empresa que ferrou a vida deles vai continuar existindo
Tada semana tem um mimi só não fala quando vai pegar os credores eu mesmo estou esperando desde quando
Pediu falência e até agora nada esse Juiz não manda pagar ninguém
Acostume com a palavra nunca, máfia pura
Pois é! Os bozós defendem o tal arrendamento só pra ver meia dúzia de ônibus amarelos pelas estradas, mas estão pouco se importando com os funcionários e credores da Itapemirim
Eita invejoso maldito vc hein! Pode tentar mas não vai conseguir derrubar quem Deus levantou! Parabéns Suzantur por ter esse belo e novo compromisso com a Nova Itapemirim, o legado deixado pelo Sr. Camilo Cola está funcionando e gerando trabalho e renda a novos colaboradores.
A Suzantur é o novo Sidnei Piva!
Bom dia estas empresa do grupo Constantino querem ficar com o mercado de transporte só para eles não tem a hombridade de fazer uma concorrência juntas e querem monopolizar o transporte para eles
No dia do leilão a Nova Itapemirim estará diante de três destinos:
1°) Ela permanecerá de vez com a Suzantur e continuará em sua rota construtiva. Consolidando-se como uma nova opção de viagem, fora das asas dos grandes grupos.
Além de preservar e fortalecer a histórica e valiosa marca Itapemirim.
2°) Será arrematada por Águia Branca ou pela Comporte. Para então ser descontinuada, os seus funcionários jogados na rua, a marca Itapemirim extinta, e as suas rotas incorporadas à malha e à marca do novo dono.
Dívidas e passivos? Empurra-se com a barriga!
É para isso é que eles têm ótimos advogados.
3°) Poderá ainda ser arrematada por algum desconhecido bom de lábia, cheio dos planos e a exibir “garantias”. De currículo nebuloso, e talvez testa-de-ferro de sabe-se lá quem.
O nefasto fim disso, todos nós já sabemos. A antiga Itapemirim que o diga!
Espero que tudo isso seja levado em conta pelos responsáveis em direcionar e coordenar o leilão
Só acho que depois que a suzantur está trabalhando direitinho e o povo está gostando as outras empresa estão querendo fazer o monopólio e não deixar que outras empresa trabalhe em paz ou seja a suzantur está fazendo a parte dela coisa que outras empresa não quis fazer então ele tem que entender o bom trabalho que a suzantur está no caminho certo e olha o tanto de emprego a suzantur está dando pra o povo em todas as área então parabéns a suzantur pela atitude e não deixe que outras empresa tome um serviço que está dando tudo certo
O maior problema deste imbróglio sempre foi a judicialização de um problema político. A operação de serviços públicos sempre deve ser permeada por regras que priorizem a garantia de operação de serviços ao cidadão, e no caso da falência, a prioridade deve ser sempre o pagamento a ex-membros da empresa (o elo mais fraco) e fornecedores (de peças e manutenção), com pagamento à bancos e credores mais ricos à posteriori.
Piva literalmente estragou a Itapemirim com um plano mirabolante demais. Sempre foi estranho o excesso de publicidade para algo.
A operação da Suzantur, ao que acompanhando o Diário do Transporte (um dos poucos canais existentes sobre mobilidade urbana no Brasil) demonstra, é que opera com mais garantias de que tanto o lado dos credores quanto o do cidadão é atendido como se deve. E essa é a boa notícia da história. E detalhe: sem tanta publicidade quanto a que Piva causava nas mídias. Perguntem-se: quanto a Suzantur tem de propaganda em grande rede de TV ou notícias em telejornais importantes? Boa parte do que ocorrem nesta era da Suzantur é bem mais noticiada nos canais de busologia, e jornalísticos especializados na área tipo sites como o Diário do Transporte.
A ANTT deveria pensar em formas de evitar que situações como o que ocorreu com a primeira geração da Itapemirim/Kaissara (a do Camilo Coala) não ocorra. E isso não significa exatamente permitir uma mono-operação/ monopólio de linha, mas sim tabelar preços, monitorar a operação e em parceria com a Receita Federal, analisar sempre se a operação gera o giro econômico que permita a empresa a operar com segurança.
Se outras empresas – mesmo grandes – querem operar as rotas oriundas, por quê não atender então rotas “similares”? Estudar demanda, encontrar pontos que permitam operação a partir de outras cidades, fazer rotas desassistidas… e grupos de empresários também poderiam analisar tanto com a ANTT quanto com agências estaduais para saber se há conflitos ou ausência de operação em algumas cidades, e neste último caso, pensar em rotas que atendam estas cidades com ausência.
A própria Justiça também, na qual no fundo toda decisão tem seu ponto político, deveria justamente provocar políticos e empresários para evitar novas situações como esta. Quando se joga na Justiça a decisão de uma necessidade pública, a letargia acaba prejudicando quem precisa da operação – sejam os credores pessoa física, seja o cidadão sem transporte funcional.
A suzantur tem toda razão e direito as linhas como ela disse ninguém aceitou o desafio agora que tá tudo pronto fica com os zoião
Essas duas empresas são comandadas por bandidos,so depois que viram o sucesso da amarelinha como sempre foi querem fazer bagunça. São duas empresas de péssimo serviços prestados
Que mistura de argumento fajuto com confissão de culpa, se tivesse pago corretamente apresentaria comprovante de transferência, porém pelo contrário pede pra desconsiderar o tema, kkk
Que vergonha
Exatamente! A Suzantur falou, falou e não explicou se realmente pagou a menos do que deveria
Vamos esperar a Justiça responder. Tem até jornalista fora do eixo de mobilidade que está de olho nesta bagunça pois há relatos de risco de vendas de sentenças e interferência de mercado (pesquise no UOL sobre “mercado de sentenças”)
Bela tese de doutorado, em forma de matéria. Depois das primeiras linhas, só repeteco, que é o padrão aqui.
É o Relembre de Contextualização, ANTA
O lide que é o fato novo, Dã
Kkkk que pancada kkkk .