Garagem Araguaia da CMTC: estacionamento vence licitação de aluguel por R$ 6,15 milhões
Publicado em: 8 de novembro de 2024
Prazo do contrato é de cinco anos e 53 ônibus antigos, alguns históricos, terão de ser removidos do local
ADAMO BAZANI
Foi encerrada a licitação para o aluguel de um dos espaços mais icônicos da história dos transportes paulistanos: o terreno da SPTrans (São Paulo Transporte) que abrigou a garagem de ônibus e bondes Araguaia da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos).
A empresa declarara vencedora foi a Unipart Estacionamento Ltda, que vai pagar pelo uso do espaço por cinco anos, o valor de R$ 6,15 milhões (R$ 6.153.000,00 – seis milhões, cento e cinquenta e três mil reais).
O Diário do Transporte obteve com exclusividade o termo de homologação do processo licitatório, assinado pelo diretor de Administração e de Infraestrutura da SPTrans, Anderson Clayton Nogueira Maia, de 01º de novembro de 2024.
No local, que fica na Rua Araguaia, 393, no Canindé, há 53 ônibus antigos, alguns históricos que pertenceram à CMTC.
Pelo edital de licitação, noticiado pelo Diário do Transporte em 10 de setembro de 2024, a empresa que venceu a concorrência terá de providenciar a remoção destes veículos com “guincho” adequado para a Rua Cachoeira, 972, Pari, o chamado Pátio Catumbi.
Relembre:
A antiga garagem Araguaia da CMTC tem 8.657 m² de área total. São 2.350 m² de área construída “compreendendo dois galpões, portaria e algumas construções para reforma ou demolição, a depender do uso”.
A empresa poderá fazer modificações no terreno, inclusive com construções, desde que autorizadas pela SPTrans.
ABAIXO DA IMAGEM DO TERMO DE HOMOLOGAÇÃO CONFIRA:
– Informações da história do local;
– Dados do Imóvel;
– Detalhes do Edital;
– Várias fotos históricas;

MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO DA FOTO:

A garagem Araguaia foi uma das mais importantes da história da CMTC e abrigava ônibus, trólebus e até bondes em épocas mais antigas. Além do pátio e área de administração, contava com oficinas capazes de fazer peças e componentes dos coletivos.
Quando a CMTC foi privatizada, na gestão do prefeito Paulo Maluf, entre 1993 e 1994, a garagem continuou sendo patrimônio público, mas passou, logo depois, a ser ocupada pela CCTC (Cooperativa Comunitária de Transportes Coletivos), formada por ex-funcionários da empresa pública de transportes.
Quando a CCTC parou de operar, entre 2002 e 2003, a garagem ficou parada.
O prazo de vigência do contrato de aluguel é de cinco anos, a partir da assinatura, podendo ser prorrogado.
Pelo tamanho e infraestrutura, o imóvel é indicado para empresas de ônibus, transportadoras de cargas ou galpões móveis.
MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO DA FOTO:

De acordo com o edital, o imóvel não poderá se destinar a atividades que utilizem produtos contaminantes, que manuseiem materiais explosivos ou perigosos ou a atividades não regulamentadas.
Quem alugar poderá construir no pátio, desde que assuma os custos e devolva o imóvel com a melhoria sem ônus aos cofres públicos.
Ficam a cargo da locatária todos os custos de eventuais obras e/ou intervenções prediais, bem como as respectivas legalizações e regularizações de uso. Inclusive as de caráter ambiental, respondendo por todos e quaisquer custos ou danos ambientais que possam ocorrer, bem como por eventos que porventura venham a causar danos a terceiros. A locatária, antes de sua realização, deverá submeter à avaliação da SPTrans todas as intervenções que pretenda fazer no imóvel.
O responsável pelo aluguel de fazer um seguro do imóvel.
Na justificativa do edital, a SPTrans diz que o local necessita de cuidados constantes com limpeza, manutenção e segurança, o que demanda custos aos cofres públicos.
Trata-se o imóvel de antiga garagem de ônibus utilizada pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos – CMTC (antecessora da SPTrans), ora ocupado com 53 ônibus antigos, desativados. O local exige cuidados frequentes de manutenção, para que não se deteriore, consistindo em: Preservação das edificações com serviços de elétrica, hidráulica, alvenaria, pintura etc.; Serviços de limpeza, incluindo: materiais e produtos de limpeza e higiene, capinagem, manutenção das áreas verdes, lavagem de caixas d’água, serviços de desinsetização, desratização e desinfecção; e cuidados para impedir a proliferação de vetores de doenças; O local exige também cuidados de segurança, a fim de que se impeçam invasões e ocupações indevidas, e que se evitem ocorrências de sinistros diversos, por meio da contratação de vigilância armada permanente; Some-se às despesas mensais com contratos de vigilância, de limpeza, e de manutenção predial, as despesas de consumo de energia elétrica e de água e esgotos; Assim, com o objetivo de eliminar essas deseconomias e ao mesmo tempo, além de auferir receita, das uma destinação de uso favorável à região, com um potencial incremento comercial, decide-se disponibilizar o imóvel para locação por terceiros.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
VEJA ALGUMAS FOTOS HISTÓRICAS:










Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Acho inaceitável colocar uma história de uma das melhores e maiores empresas de ônibus no lixo, e a nossa história ? Esses interesseiros só buscam lucros e o que fazem com o dinheiro que recebem ? Bando de incompetentes não preserva nada não cuida de nada acabaram com a história de são Paulo , vigaristas estudam para que ?
Na sua opinião, o que deveria ser feito?
Pelo que entendi tem ônibus dentro da garagem (antigos) uns 53 ônibus, como podemos adquirir um desses ônibus para restauração, pois é muito triste ver ônibus sendo abandonados e se acabando do tempo.
E de extrema importância olha pra nós que gostamos de ônibus e nos dê preferência pra ter um exemplar desse.