EM PRIMEIRA MÃO: CPTM assina contrato de R$ 2,5 milhões com Governo do Rio de Janeiro para auxiliar no processo de devolução da SuperVia

Foto: SuperVia/Reprodução

Empresa paulista prestará serviços na elaboração de estimativa orçamentária para operação e manutenção do sistema ferroviário da Região Metropolitana do Rio

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (CENTRAL), do Governo do Estado do Rio de Janeiro, contratou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para auxiliar no processo de devolução dos trens da Supervia.

O Extrato do Contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, 07 de novembro de 2024.

A CPTM prestará serviços para a elaboração de uma estimativa orçamentária visando à operação e manutenção do sistema ferroviário de passageiros do estado fluminense.

O contrato, no valor de R$ 2,5 milhões (R$ 2.496.043,72), terá duração de 90 dias e foi firmado com base em dados de setembro de 2024. Os trabalhos serão realizados pela CPTM Serviços, criada em setembro deste ano pela estatal.

A CENTRAL integra o Grupo de Trabalho (GT) criado pelo governador Cláudio Castro com o objetivo de apresentar soluções para a transição, investimentos e posterior administração dos trens urbanos do Rio de Janeiro. Trata-se de uma empresa pública, vinculada à Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana do Estado do Rio de Janeiro, que atua na operação do sistema de bondes de Santa Teresa e na gestão do consórcio firmado com a SuperVia.

O GT foi instituído pelo governador por decreto em 18 de outubro.

A Supervia, atual concessionária responsável pelo serviço, está em recuperação judicial e deve devolver o sistema ao governo até o fim do mês, conforme acordo em negociação com a Procuradoria Geral do Estado.

A rede ferroviária do Rio de Janeiro, com 270 km de extensão, abrange cinco ramais, três extensões e 104 estações, transportando cerca de 300 mil passageiros por dia. A CPTM vai usar sua experiência no transporte de 1,6 milhão de passageiros diariamente em 196 km de trilhos na Grande São Paulo.

O grupo é composto por membros da Casa Civil, da Secretaria de Transportes e da Central.

As negociações entre o governo e a Supervia, intermediadas pelo poder judiciário, preveem aportes financeiros de ambas as partes para garantir o funcionamento do sistema após a devolução.

Enquanto o Estado prepara a nova concessão, uma empresa será contratada emergencialmente para operar os trens e um interventor será nomeado para supervisionar a operação.

CONSULTORIA

Em setembro de 2024, a CPTM lançou a “CPTM Serviços”, com o objetivo de oferecer serviços de consultoria e expertise em diversas áreas, com base no conhecimento acumulado ao longo de décadas de operação e em busca de novas fontes de receita não tarifárias.

A CPTM Serviços oferece um portfólio abrangente, que inclui desde consultoria estratégica, abrangendo áreas como marketing, comunicação, governança, planejamento empresarial e urbano, pesquisas, meios de pagamento e inovação, até soluções de engenharia, com foco em custos, utilização de ativos ferroviários, simuladores de trens e treinamentos em operação e manutenção. Há ainda a expertise em projetos, que engloba projetos comerciais, gestão de projetos e contratos, melhorias de processos, projetos de mídia e varejo, modelagem econômico-financeira e implantação de obras e sistemas.

A CPTM, referência no setor ferroviário, também oferecerá projetos em BIM (Building Information Modeling).

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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Comentários

Comentários

  1. Fabio disse:

    Essa transição não deveria ser coordenada pelo secretário estadual de transportes, em vez de gastar uma grana contratando uma empresa?!?

    1. betofox disse:

      E o estado do Rio de Janeiro por acaso entende alguma coisa de transporte sobre trilhos? O estado do Rio de Janeiro não consegue nem precificar oque sobrou da Supervia e quanto de investimento é necessário para repassar o sistema. A CPTM tem todo o conhecimento sobre precificação e conhecimento de sobre para fazer o sistema fluminense voltar aos trilhos.

  2. Moisés Macedo de Araujo disse:

    PARABÉNS CPTM, PELA LOGÍSTICA PERFEITA; MUITOS ANOS DE EXPERIÊNCIA… VCS MERECEM

  3. Israel Ondas dos Santos disse:

    O governador ta com uma grande oportunidade de converter em metrô essas linhas com alguns trechos subterrâneos e um modelo de concessão em q a empresa gestora não recebendo o valor da passagem diretamente e não haja ajustes atuais.

  4. João disse:

    Acho bem engraçado um cara destruir a empresa em São Paulo e usar essa empresa pra ajudar uma empresa carioca no mínimo estranho aliás acho que ele é de lá né

  5. Dinarte disse:

    Eu acho que deveria reduzir o percurso dos trens, pois a distancia da Central até Japeri ou Santa Cruz é muito longa, faria uma experiencia de Japeri até Deodoro e de Santa Cruz até Deodoro onde poderiam fazer baldeação para o BRT ou então baldeação para duas linhas de trens saindo de Deodoro para Central uma direta e outra parador, pois nem avião vai mais direto para Manaus tem que fazer baldeação em Brasília (exemplo).

  6. RUDEL THERSANDRO NUNES RAVASCO disse:

    Parabéns pela iniciativa, entregar a quem tem capacidade a possibilidade de transferência de seus conhecimentos e observação. Sucesso para todos nós!

  7. Anderson Garcia disse:

    Auxiliar a Supervia enquanto deixa a gente refém da CCR. Engraçado que o presidente da CPTM que por coin ganhou cargo na concessionária que pegará a linha 7 disse que a CPTM não teria condições de reassumir as linhas privadas daqui, mas em outro estado consegue.

  8. Santiago disse:

    A convocação da CPTM, para a reestruturação dos trens fluminenses, foi corretíssima! E por tabela, comprova o quanto não tem sentido ela estar sendo hoje privatizada.

  9. Luiz disse:

    Bom, a consultoria deveria ser graça. Somos todos brasileiros, um absurdo um estado falido como o do Rio de Janeiro ainda ter de pagar 2,5 milhões ao estado de São Paulo. Sendo o estado mais rico, nada de mal em SP oferecer a consultoria a outros estados que precisarem. Ou seja São Paulo só pensa em São Paulo.

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