Usinas solares no Brasil ultrapassam 16 GW de potência, mas sofrem com cortes no sistema elétrico
Publicado em: 2 de novembro de 2024
Com grande potencial solar, país pode se tornar líder na produção de hidrogênio verde e no desenvolvimento de tecnologias, diz ABSOLAR
ALEXANDRE PELEGI
O Brasil atingiu a marca de 16 gigawatts (GW) de potência operacional em grandes usinas solares, com investimentos acumulados de mais de R$ 68,4 bilhões desde 2012. O setor já gerou mais de 480,5 mil empregos verdes e aproximadamente R$ 22,6 bilhões em arrecadação para os cofres públicos.
Os dados são da ABSOLAR, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.
Para se ter uma ideia da dimensão, 1 GW é capaz de atender cerca de 2 milhões de brasileiros ou 500 mil residências.
A região Nordeste lidera em potência instalada, com 55,5% de representatividade, seguida pelo Sudeste, com 43,4%. Usinas solares de grande porte já operam em todos os estados brasileiros.
Apesar do crescimento, empreendimentos solares enfrentam cortes frequentes determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A ABSOLAR, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, alerta para o desperdício de energia limpa, estimado em R$ 1,7 bilhão nos últimos dois anos, considerando centrais eólicas e fotovoltaicas.
A entidade defende a modernização do planejamento e investimentos em infraestrutura, como linhas de transmissão e novas formas de armazenar energia limpa. A ABSOLAR acredita na possibilidade de aumentar a participação de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira, sem comprometer a confiabilidade e o equilíbrio do sistema.
O CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, destaca a importância da energia solar para a economia e a transição energética do país. “A fonte solar é parte desta solução e um vetor de geração de oportunidades, novos empregos verdes e renda aos cidadãos“, afirma Sauaia.
Para o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, o crescimento da energia solar é uma tendência global que contribui para a descarbonização das economias.
O Brasil, com grande potencial solar, pode se tornar um líder na produção de hidrogênio verde e no desenvolvimento de tecnologias como armazenamento de energia, veículos elétricos e data centers.
CASCAVEL (PR)
O Diário do Transporte esteve nesta semana em Cascavel (PR), conhecendo como funcionam os ônibus elétricos, o eletroterminal e a usina de geração por energia solar da cidade.
Como relatou o editor-chefe Adamo Bazani, a cidade tem um eletroterminal ao lado do terminal Oeste, onde os ônibus carregam as baterias. O local foi escolhido para evitar a chamada quilometragem morta, ou seja, a distância percorrida entre as garagens e os terminais de passageiros.
Mas o que destaca o sistema de ônibus elétricos de Cascavel é que ele é autossustentável, não dependendo da energia que é usada pelas casas, hospitais e comércios. Isso porque, uma usina de energia solar gera eletricidade suficiente para a recarga diária de 30 ônibus e o abastecimento de prédios públicos. Ou seja, os 15 ônibus atuais e os próximos 15 que serão incluídos têm energia garantida.
O engenheiro da prefeitura, Elmo Rowe Júnior, responsável pela “fazenda solar”, instalada sobre um aterro sanitário na cidade, explicou ao Diário do Transporte que a usina possui cinco mil placas em painéis solares que geram energia, jogam na rede de distribuição e o município é compensado financeiramente por esta energia.
Elmo Rowe explicou que a usina gera 437,5 mil kw/h por mês. Isso, de acordo com o engenheiro, proporciona pelo atual preço da energia, cerca de R$ 330 mil de economia por mês.
Por ano, esta economia pode chegar a R$ 3,7 milhões. Como a usina custou em torno de R$ 12 milhões para ser construída e começar a funcionar, a estimativa é com, com a economia de energia, num período entre três e quatro anos, ela se paga.
Leia aquei a matéria completa, com vídeo e fotos da reportagem:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


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Tenho observado isso há muito tempo, nos fins de semana e feriados principalmente, a ons limita a geração das usinas fotovoltaicas sem muito critério. Sei que o sistema precisa de uma geração mínima de hidroelétricas para a estabilidade, mas em um fim de semana coloca 25GWatts como mínimo, no outro 30, ou 35. Sinal que não está preocupado com o nível dos reservatórios. Mas o pior é com as eólicas, dá 6 horas da manhã, a geração cai drasticamente de 20Gw para 5 GW, às vezes. E só começa a elevar a geração depois das 16 horas, momentos em que a hidroelétricas já estão a mais de 40 GW.
Deveria servir de exemplo pra outras cidades.aqui em goiania por exemplo existe o eixo leste oeste que integra com os outros bairros de responsabilidade do estado “metrobus”,poderia usar os telhados das plataforma ao longo do eixo que são muitos desde a Praça da Bíblia até o terminal na saida de trindade.