Projeto quer que mulheres possam reservar assentos ao lado de outras mulheres em ônibus

A Agência Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul (AGEMS) implementou o programa "Espaço Mulher" nas linhas de ônibus intermunicipais

PL foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados; ideia já foi adotada nos ônibus intermunicipais do Mato Grosso do Sul

ALEXANDRE PELEGI

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante às mulheres a opção de sentarem-se ao lado de outras mulheres em ônibus. A proposta, de autoria do deputado Duarte Jr. (PSB-MA), prevê a reserva de 20% a 30% dos assentos em cada ônibus para essa finalidade.

A medida visa aumentar a segurança e o conforto das mulheres durante viagens intermunicipais e interestaduais. A relatora do projeto, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), defendeu a aprovação da proposta, argumentando que ela é necessária até que “boa parte dos homens aprendam a se comportar em público“.

Na compra online, as mulheres precisarão validar a escolha do assento reservado através de um documento oficial com foto e um autorretrato com o documento. Caso não seja possível garantir assentos próximos a outras mulheres, a empresa de transporte deverá informar a cliente e oferecer alternativas para sua segurança.

O projeto segue agora para análise das comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

PROGRAMA ESPAÇO MULHER

Em março de 2023, a Agência Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul (AGEMS) implementou o programa “Espaço Mulher” nas linhas de ônibus intermunicipais. A iniciativa visa aumentar a segurança das mulheres durante suas viagens reservando quatro assentos em cada ônibus exclusivamente para elas.

A medida foi motivada por pesquisas alarmantes que revelam a alta incidência de assédio sexual em transportes públicos, segundo a AGEMS. Um estudo do Instituto Locomotiva e Instituto Patrícia Galvão descobriu que 46% das 1.081 mulheres entrevistadas não se sentem seguras em transportes públicos devido ao risco de assédio sexual. Além disso, 97% das mulheres já foram vítimas de assédio em algum tipo de transporte.

O “Espaço Mulher” é identificado por cores diferentes no revestimento ou no encosto de cabeça. As passagens para esses assentos têm o mesmo valor das demais, garantindo que a utilização do espaço não gere custos adicionais para as mulheres.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. laurindojunqueira disse:

    As mulheres, segundo entendo mui “humirdemente”, ao invés de estarem se preservando como cidadãs, ito é, habitntes de uma cidade em que vivem mulheres e homens e todas as demais classes de gêneros, estão tentando se proteger como “individuas”, isto é, como pessoas individuais, que não vivem em sociedade. Como os resultados últimos das eleições em todo o Braisl, vai dar zebra, camaradas!

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