CPTM formaliza cessão de edifícios para a TIC Trens em São Paulo

Acordo de permissão de uso prevê utilização de espaços para atividades administrativas; local, onde funcionou escola da companhia, será sede da concessionária

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) concedeu à TIC Trens S/A a permissão de uso de dois edifícios localizados na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, 1000, na Vila Anastácio, em São Paulo.

O acordo, formalizado através do Termo de Permissão de Uso para Fins Diversos – Oneroso (TPU_DO/011/2024), foi assinado na quinta-feira, 24 de outubro de 2024, e prevê a utilização dos espaços exclusivamente para atividades administrativas.

Os edifícios somam uma área construída de 2.737,30m² e serão utilizados como sede a concessionária.

O prazo de permissão é indeterminado.

Como mostrou o Diário do Transporte, a cessão foi formalizada por aditivo ao contrato de concessão, aprovada pela Comissão de Monitoramento de Concessões e Permissões (CMCP) da Secretaria de Parcerias em Investimentos. A deliberação da CMCP foi publicada no dia 24 de setembro de 2024, no Diário Oficial do Estado. Relembre:

CPTM empresta imóvel para a concessionária do Trem Intercidades São Paulo-Campinas

ESCOLA DA CPTM/SENAI

Na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, 1000, na Vila Anastácio, funcionou durante décadas uma unidade do Senai – CPTM, chamada Centro Formação Profissional SENAI “Engº James C. Stewart”.

James Cleghorn Stewart foi um engenheiro escocês que se tornou uma figura importante na história da engenharia ferroviária brasileira. Stewart nasceu em Edimburgo em 1890 e se formou em engenharia em Londres em 1910. Ele se mudou para o Brasil em 1913 para trabalhar na São Paulo Railway e dedicou sua vida profissional ao desenvolvimento da infraestrutura ferroviária brasileira. Stewart atingiu cargos de destaque na Rede Ferroviária Federal e faleceu em 1973 enquanto ainda exercia suas funções. Seu nome foi usado em homenagem a sua dedicação e trabalho.

CONTRATO ASSINADO

Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 29 de maio deste ano o governador Tarcísio de Freitas assinou o contrato de concessão do TIC (Trem Intercidades) Eixo Norte, que vai ligar a capital paulista, Jundiaí e Campinas. Relembre:

A concessão também envolve a linha 7-Rubi atualmente operada pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O projeto será implementado pelo consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos (TIC Trens), com previsão de investimentos de R$ 14,2 bilhões.

O Consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos é composto pelas empresas: a gigante do setor de ônibus Comporte Participações S.A. (participação: 60%), líder do Consórcio, e CRRC (HONG KONG) CO. Limited (participação: 40%)

No mesmo dia da assinatura do contrato do TIC, Tarcísio lançou o programa SP nos Trilhos, que reúne os projetos estaduais de transporte de passageiros e cargas por ferrovias

Como havia mostrado o Diário do Transporte, em 23 de maio de 2024, o Governo do Estado definiu quatro projetos de transportes de passageiros sobre trilhos foram definidos para terem iniciados os estudos de viabilidade e estarem entre os próximos a saírem do papel.

São dois eixos de TICs (Trem Intercidades) e dois VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) que, em valores atuais, vão custar entre R$ 19 bilhões e R$ 25 bilhões.

Os TICs vão ligar a capital ao Litoral Sul e a capital a São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Já os VLTs serão em Sorocaba e Campinas, no interior paulista.

Os estudos devem ficar prontos em 2026 para em 2027 serem lançadas as concessões.

Relembre:

Estado de São Paulo define para estudos quatro projetos de transportes de passageiros sobre trilhos com dois TICs (Trem Intercidades) e dois VLTs que vão custar até R$ 25 bilhões

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marcio Jacob disse:

    A nova concessionária deveria usar como sede o antigo complexo ferroviário de Campinas.
    A estação é grande e fica em frente a antiga oficina da Cia Paulista.
    A antiga oficina é depósito da Mogiana está desocupado, o que aumenta o espaço útil. O terreno é grande e possibilita a construção de novos anexos.
    Além disso a rodoviária foi construída no pátio de vagões. Mais opções em casos de necessidade ou paralisação do sistema.

  2. Luís disse:

    O Senai ferroviário Eng James C Stewart era a última escola ferroviária do Brasil, e esse governador fechou ela só pra dar de bandeja pra empresário. Depois vem com papinho de investimento em educação!!
    Além de incompetente é mentiroso.

  3. Antonio disse:

    Com isso se perde uma escola Senai! E uma parte da história da ferrovia! Mas ele não é o culpado, chegou em São Paulo sem nem saber onde votava, culpado são as pessoas que votaram nele por fanatismo! O governador está cumprindo a parte fácil do que ele prometeu, privatizar, vender a preço de banana e prometendo que se não der lucro o eleitor paga o prejuízo, os problemas de segurança e educação e saúde e a cracolândia ele vai deixar como promessa de campanha para o segundo mandato

  4. Walter Assis disse:

    Fechar uma escola Senai é uma idiotice! Onde mais uma.empresa pode fomar profissionais para suprir suas necessidades, vai ficar batendo cabeça igual a ViaMobilidade.

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