Metrô de SP assina contrato de R$ 18 milhões para apoio e assessoria na aprovação dos projetos remanescentes da linha 17 – Ouro de monotrilho

Conclusão das obras, retomadas em setembro de 2023, foram prometidas para o começo do segundo trimestre de 2025

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de São Paulo assinou nessa sexta-feira, 18 de outubro de 2024, contrato de serviço de apoio e assessoria na verificação, análise e aprovação dos projetos executivos remanescentes da Linha 17-Ouro de monotrilho.

O valor é de R$ 18.086.163,38.

O vencedor da licitação foi o Consórcio Verificador Linha 17, composto pelas empresas Pini Group Brasil Ltda e Metroeng Engenharia Ltda.

Como mostrou o Diário de Transporte, o processo de seleção foi realizado por meio de uma licitação internacional, conforme aviso publicado no Diário Oficial do Estado no dia 23 de maio deste ano.

O contrato contempla serviços de apoio e assessoria para a verificação, análise e aprovação dos projetos executivos restantes da Linha 17-Ouro. O trecho em questão abrange a ligação entre as estações Washington Luís e Morumbi, incluindo o Pátio Água Espraiada e a Subestação Primária Bandeirantes.

Os serviços contratados irão cobrir diversas áreas, como sinalização e controle centralizado, material rodante, aparelhos de mudança de via (AMV), portas de plataforma, redes de fibra óptica e telecomunicação, alimentação elétrica e sistemas auxiliares, e projetos de civil, arquitetura e paisagismo.

A contratação desses serviços visa finalizar os projetos da Linha 17-Ouro, que tem como objetivo conectar o Aeroporto de Congonhas à rede metroviária da cidade.

O contrato tem prazo de vigência de 29 meses, com prazo de execução de 24 meses, iniciando-se após a emissão da primeira Ordem de Serviço.

A primeira Ordem de Serviço (OS) deverá ser emitida em até 30 dias a partir da data de assinatura do contrato, ou seja, até 18 de novembro.

Após a conclusão dos serviços, haverá um prazo de 30 dias para a entrega do Relatório Final. A partir da aprovação do Relatório Final, a emissão do Termo de Aceitação Provisória (TAP) deverá ocorrer em até 15 dias.

O Termo de Aceitação Definitiva (TAD) será emitido em até 45 dias após a emissão do TAP.

LINHA 17

A Linha 17-Ouro do Monotrilho, na Zona Sul de São Paulo, completou 10 anos de atraso.

Por anos paralisadas, e retomadas em setembro de 2023, as obras civis remanescentes têm prazo de conclusão para meados do primeiro semestre de 2025.

Com uma extensão comercial de 6,7 quilômetros e 8 estações, a Linha 17 ligará, através de um ramal, o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda.

As obras do monotrilho foram assumidas pela Agis Construção.

Até a retomada, o Governo de São Paulo tinha consumido R$ 3,2 bilhões na execução do projeto, valor que deve bater em R$ 5,1 bilhões até o fim do contrato.

A previsão de concluir os trabalhos e repassar a operação da linha para a concessionária ViaMobilidade está prometida pelo governo paulista para 2026.

O contrato de concessão da linha 17-Ouro foi assinado com o Consórcio Via Mobilidade em abril de 2018, juntamente com a Linha 5-Lilás, com validade pelos próximos 20 anos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Astres disse:

    Obra que leva nada a lugar nenhum. Vergonhoso a situação da via expressa e o trânsito da região. A Prefeitura vai reasfaltar as faixas? Elas devem estar em péssimas condições. Está obra deveria ter ficado pronta para a Copa de 2014!! Quero meu dinheiro dos impostos que sou obrigado a pagar de volta.

    1. laurindojunqueira disse:

      O objetivo da Linha 17 era o de começar a fechar um anel sobre trilhos entorno de Sampa. Ele atenderia 75 mil moradores de Paraisópolis, mas a linha foi seccionada (indevidamente) porque um cemitério reclamou que o trem incomodaria os mui prezados defuntos. Com um detalhe: esse cemitério privado invadiu o leito público de uma avenida projetada e fez lobby contra a linha. Além disso, uma construtora situada o lado do hospital Einstein, “apressou-se” (6M$) em construir um prédio bem no traçado da linha, um pouco antes de ela chegar à estação Morumbi da Linha 4. E mais: 300 moradores da Vila Iná se contrapuseram à construção da linha. Para se ter uma ideia, 35 mil moradores de Paraisópolis haviam se manifestado em abaixo-assinado A FAVOR da linha. Um dos argumentos usados pelos da Vila Iná foi o de que “os pobres da favela iriam poder chegar até o “paraíso” onde moram” … Como diz a Bíblia, o caminho do Inferno é recheado de boas intenções …

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