Ônibus voltam a operar em Taboão da Serra e Embu das Artes nesta segunda (14), mas há desvios por causa de ataques de criminosos no domingo

Houve ao menos um coletivo queimado e diversos outros depredados

ADAMO BAZANI

As linhas de ônibus que foram paralisadas neste domingo (13) em Taboão da Serra e em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, por causa de ataques de bandidos voltaram a operar nesta segunda-feira, 14 de outubro de 2024.

Mas ainda há desvios por questões de segurança e de tráfego.

Um destes desvios envolvem os serviços que operam via Hospital Pirajussara. As linhas estão desviando pelo Jardim Panorama.

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), em nota nesta segunda-feira (14) ao Diário do Transporte, confirmou a retomada dos atendimentos.

Após os atos de vandalismo que ocorreram na tarde de domingo (13), a circulação dos veículos já foi retomada nas regiões de Embu das Artes e Taboão da Serra e operação está normalizada nesta segunda-feira (14).

Como mostrou o Diário do Transporte, em primeira mão neste domingo (13), quem precisou de transportes em Embu das Artes e Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, encontrou dificuldades.

Diversas linhas tiveram a circulação suspensa entre a tarde e a noite.

Os marginais atearam fogo em ônibus e depredaram outros coletivos em vias entre os limites dos dois municípios.

Os bandidos estavam infiltrados em uma manifestação contra uma morte em ação policial.

Um ônibus da Viação Pirajuçara que fazia a linha 213 Taboão da Serra (Jardim São Judas Tadeu)/Osasco (Terminal Largo de Osasco) foi queimado na Avenida Ibirama, perto do limite de Embu das Artes e Taboão da Serra, nas proximidades do Hospital Geral de Pirajussara.

Houve ataques também contra ônibus metropolitano da Viação Miracatiba, em Taboão da Serra, e municipal da JTP Transportes, em Embu das Artes.

Em nota ao Diário do Transporte, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que gerencia os ônibus intermunicipais disse que ninguém ficou ferido no ataque ao veículo da linha 213 e está à disposição das autoridades para informações complementares sobre a ocorrência.

Matéria anterior:

EM PRIMEIRA MÃO – VÍDEO: Ônibus em Taboão da Serra (SP) e Embu das Artes (SP) têm circulação suspensa neste domingo (13) por causa de ataques de criminosos

ADAMO BAZANI

Colaboraram Arthur Ferrari/Alexandre Pelegi

Por causa de criminosos que atacaram diversos ônibus neste domingo, 13 de outubro de 2024, quem precisa de transportes em Embu das Artes e Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, encontra dificuldades.

Diversas linhas tiveram a circulação suspensa entre a tarde e a noite.

Os marginais atearam fogo em ônibus e depredaram outros coletivos em vias entre os limites dos dois municípios.

Os bandidos estavam infiltrados em uma manifestação contra uma morte em ação policial.

Um ônibus da Viação Pirajuçara que fazia a linha 213 Taboão da Serra (Jardim São Judas Tadeu)/Osasco (Terminal Largo de Osasco) foi queimado na Avenida Ibirama, perto do limite de Embu das Artes e Taboão da Serra, nas proximidades do Hospital Geral de Pirajussara.

Houve ataques também contra ônibus metropolitano da Viação Miracatiba, em Taboão da Serra, e municipal da JTP Transportes, em Embu das Artes.

Em nota ao Diário do Transporte, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que gerencia os ônibus intermunicipais disse que ninguém ficou ferido no ataque ao veículo da linha 213 e está à disposição das autoridades para informações complementares sobre a ocorrência.

Nota da EMTU na íntegra

“Um ônibus da linha 213, operado pela Viação Pirajussara, do Consórcio Intervias, foi incendiado por volta das 16h deste domingo (13) na Avenida Ibirama, em Taboão da Serra, após desconhecidos atearem fogo ao veículo. Não houve feridos, já que os passageiros e a tripulação haviam deixado o ônibus por ordem dos agressores. A EMTU lamenta a violência e está à disposição das autoridades para informações complementares sobre a ocorrência.”

Denúncia: 181.  Não é necessário se identificar e, vale lembrar, que trote é crime.

É sempre importante lembrar:

CRIMES

Apesar de, inacreditavelmente, algumas pessoas defenderem estes elementos, misturarem os assuntos e até reclamarem quando a realidade dos fatos é colocada, mas muito mais que puro vandalismo, ataques a veículos de transportes coletivos, colocar em risco a integridade física de passageiros, fiscais, motoristas e cobradores, além de impedir circulação de serviço essencial, são classificados como crimes pelo Código Penal Brasil.

A lei é clara em classificar como criminoso quem comete crime.

Veja os artigos:

artigo 163 do Código Penal deixa claro que destruir inutilizar ou deteriorar o bem ou serviços de uma união, tanto estado, quanto município é considerado crime contra o patrimônio público. São enquadrados também bens privados a serviço público, que é o caso de ônibus de concessionárias e permissionárias de transporte público.

artigo 262 considera crime expor a perigo meio de transporte público, impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento. A pena é de detenção, de um a dois anos.

artigo 132, por sua vez, classifica como crime expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.

No caso de incêndio a ônibus, outro artigo pode ser invocado.

artigo 250 descreve o delito de incêndio, que consiste na atitude de gerar um incêndio que coloque em risco a vida ou os bens de outra pessoa e cita o transporte como fatores de agravamento da pena: c) em embarcação, aeronave, comboio ou veículo de transporte coletivo; d) em estação ferroviária ou aeródromo;

QUEM COLOCA FOGO EM ÔNIBUS É SUBCATEGORIA ATÉ NO MUNDO DO CRIME

Na escala do crime, bandidos que atacam ônibus são considerados inferiores e, sem habilidades intelectuais ou mesmo com baixa inteligência, são recrutados para fazerem o serviço braçal para seus chefes dos bandos. Isto é, no próprio mundo do crime, quem ateia fogo em ônibus é considerado massa de manobra, descartável e inferior. Seria uma espécie de subcategoria de indivíduo numa estrutura criminosa, por não ser capaz de pensar em ações mais elaboradas e por não ter competência e habilidade para combater forças policiais, já que normalmente estes elementos atacam cidadãos e trabalhadores desarmados.
Em suma, quem coloca fogo em ônibus é o baixo escalão e dificilmente, passará disso. Na maior parte das vezes, existem mandantes, ou seja, a quem o incendiador serve, com seu papel não passando disso: obedecer o bandido-chefe. Assim, estes bandidos de baixa relevância no mundo do crime e na sociedade, são chamados de descategorizados até pelos outros criminosos.

São os bandidos descartáveis até para os outros bandidos: a única “competência” que conseguem é ameaçar trabalhadores, jogar combustível em veículos e sabem riscar um fósforo. Se morrem em confronto, nem o corpo deles tem respeito dos outros criminosos. Na cadeia até mesmo da marginalidade, mas da sociedade também, são como se fossem seres inferiores.

Manifestações?

Já em supostas manifestações (o Direito Brasileiro não considera ataque a ônibus como forma de manifestação), quem coloca fogo ou depreda acaba se tornando um criminoso, uma vez que pratica atos previstos nos artigos 163, 262, 132 e 250 do Código Penal.

O agravante é que além de prejudicar sua própria comunidade, tira o foco da manifestação e o transfere apenas para o ataque.

As emissoras de TV, rádios, jornais e sites, na maior parte das vezes, enfatiza o ataque, mesmo porque, os órgãos de imprensa têm de dar destaque à utilidade pública., ou seja, informar que determinadas linhas de transporte público foram prejudicadas, que houve interrupção de serviços, que há risco de as pessoas irem a determinado local.  O suposto motivo da manifestação pode até ser citado, mas nunca com destaque.

Além disso, na imensa maioria das vezes, estas “manifestações” com fogo ou ataques em ônibus não resultam em nada e o suposto motivador destes atos não é resolvido.

Um exemplo é a injusta violência policial contra os mais pobres, seja por racismo ou outras formas de exclusão social. Em nenhuma comunidade, a violência policial acabou por causa de fogo em ônibus.

“Molecagens”

Da mesma forma, depredações a ônibus ou outros meios de transporte público feitos por ação em bando ou grupos, sejam de jovens voltando de bailes, praias ou outros eventos, enquadra os autores nas mesmas tipificações criminais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Ádamo Bazani e Arthur Ferrari, jornalistas especializados em transportes

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Comentários

Comentários

  1. . disse:

    Sempre assim, “favela chora” só por CPF cancelado mesmo.
    Se é pra protestar, porque não foi pela falta de luz (ou pelo que é realmente importante e necessário para todos)?
    Por causa desses elementos do mal, que esse país não melhora.
    E ainda tem quem apoia. Lamentável!!!

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