EM PRIMEIRA MÃO: Após inabilitação da Marcopolo, Caio/Eletra é habilitada para fornecer frota de ônibus elétricos para aeroportos da Infraero
Publicado em: 2 de outubro de 2024
Empresa gaúcha chegou a ser classificada, mas apresentou fotos de concorrentes e, segundo a estatal aeroportuária, não comprovou vendas anunciadas do modelo Attivi. Licitação é para dois lotes que totalizaram oito ônibus
ADAMO BAZANI
Colaborou Guilherme Strabelli
A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) habilitou a Caio, de Botucatu (SP), juntamente com a Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), na licitação para o fornecimento de oito ônibus elétricos para operar em aeroportos.
De acordo com a concorrência, os veículos devem ser entregues no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
A decisão é desta terça-feira, 1º de outubro de 2024, e é trazida em primeira mão pelo Diário do Transporte nesta quarta-feira (02).
A análise da documentação ocorre depois da inabilitação de outra concorrente, a Marcopolo, de Caixas do Sul.
Como também em primeira mão mostrou o Diário do Transporte, no dia 30 de agosto de 2024, a fabricante gaúcha chegou a ser considerada vencedora pela apresentação dos preços do modelo Attivi integral.
Relembre:
Mas em 13 de setembro de 2024, a comissão de licitação da estatal, após recurso das demais concorrentes, inabilitou a Marcopolo. O Diário do Transporte também mostrou em primeira mão.
Segundo o parecer nos dois lotes, que levou à conclusão pela inabilitação, a Marcopolo não atendeu a especificações técnicas e chegou a apresentar fotos de ônibus que são de outras marcas, como comprovação de experiência de entregas anteriores.
Relembre:
A concorrência foi dividida em três lotes. Dois eram para fornecimento dos veículos e um para equipamentos de recarga de baterias.
Um lote é de quatro ônibus do tipo padron, piso baixo, com capacidade mínima para 62 passageiros. Este tipo de veículo tem aproximadamente 12,6 metros de comprimento. O lance da Marcopolo foi de R$ 9,8 milhões. Já o lance inicial da Caio/Eletra foi de R$ 9,83 milhões (R$ 9.831.330,00), com a unidade custando R$ 2,45 milhões (R$ 2.457.832,50).
O outro lote é formado por quatro ônibus maiores, com capacidade para 83 passageiros, também do tipo padron com piso baixo. Esta configuração tem dimensão aproximada de 13,5 metros. O valor oferecido pela Marcopolo foi R$ 11,9 milhões (R$ 11.910.000,00). O lance inicial da Caio/Eletra foi de R$ 12,68 milhões (R$ 12.680.000,00), mas em vez de veículos de 13,5 metros foram oferecidas unidades maiores, de 15 metros e três eixos, sendo a unidade ofertada por R$ 3,17 milhões (R$ 3.170.000,00).
O valor total da oferta da Caio/Eletra é de R$ 22,5 milhões (R$ 22.511.330,00).
Antes da homologação final, cabem recursos ainda contra o resultado.



Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Estranho…
Estranho é mesmo.
Mas que a Marcopolo cometeu uma falha gravíssima, cometeu
Pô, porquê nesse caso então, não pegasse um pouco de casa ônibus, de cada fabricante ???? Quem desse problemas, que ajustasse o seu veículo /protótipo !!!!!
Bruno, porque é uma licitação! Não é como se fosse uma empresa privada que escolhe tudo a sua maneira. Ali vence quem lança a proposta mais vantajosa financeiramente
Este país de idiotas, colocando Bostas ambulantes elétricas perigosas desnecessárias e caríssimas, enquanto milhares de crianças e idosos morrem de fome e falta de equipamentos ou atendimento na rede de hospitais deste país dos bananas ordinários!