Anatrip repudia Projeto de Lei que quer proibir uso de pneus reformados em veículos de transporte de passageiros nas rodovias federais e estaduais
Publicado em: 26 de setembro de 2024
Associação que representa empresas do setor de viagens rodoviárias afirma que processo de reparo é seguro e eficiente, e segue rigorosamente as normas do INMETRO
ALEXANDRE PELEGI
A ANATRIP – Associação nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros se opõe veementemente ao Projeto de Lei nº 3569/2024, que visa proibir o uso de pneus reformados em veículos de transporte, ônibus e caminhões, em estradas federais e estaduais.
A associação argumenta que a reforma de pneus é uma prática segura e eficiente, além de ser economicamente vantajosa para o setor e contribuir para a sustentabilidade, reduzindo o impacto ambiental e os custos operacionais.
A ANATRIP acredita que a proibição dos pneus reformados acarretaria um aumento significativo nos custos do transporte, prejudicando empresas, motoristas e, principalmente, os passageiros.
Veja a seguir a nota na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO
Projeto de Lei nº 3569/2024
A ANATRIP – Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros – manifesta sua oposição ao Projeto de Lei nº 3569/2024, que visa proibir o uso de pneus reformados em veículos de transporte de passageiros nas rodovias federais e estaduais. Tal proposta vai na contramão das iniciativas globais de sustentabilidade, uma vez que a reforma de pneus é um processo seguro e eficiente, que segue rigorosamente as normas do INMETRO. Além disso, essa prática prolonga a vida útil dos pneus, contribuindo para a preservação de recursos naturais essenciais.
A eventual aprovação do Projeto de Lei nº 3569/2024 traria impactos consideráveis ao setor de transporte rodoviário de passageiros. Atualmente, a maioria das empresas de ônibus e outros veículos de transporte utiliza pneus reformados como uma solução eficaz para reduzir custos operacionais, que podem ser até 70% menores quando comparados à compra de pneus novos. Se a prática for proibida, haverá um aumento significativo nos custos de manutenção, afetando tanto empresas quanto motoristas autônomos. Como consequência, é provável que as tarifas para os passageiros aumentem e que a oferta de serviços seja reduzida, prejudicando a mobilidade de milhões de brasileiros que dependem desse meio de transporte.
Do ponto de vista ambiental e econômico, a reforma de pneus desempenha um papel fundamental. O processo utiliza apenas uma fração dos materiais necessários para a fabricação de um pneu novo, ajudando a reduzir as emissões de CO2, o consumo de água e a poluição do ar. Além disso, evita o descarte inadequado de pneus, gerando benefícios ambientais substanciais. Nos últimos anos, o uso de pneus reformados tem contribuído significativamente para a diminuição dos danos ambientais causados por esse descarte.
A reformagem de pneus é amplamente reconhecida como uma prática segura e eficaz, desde que realizada de acordo com as normas técnicas. O processo consiste na substituição da banda de rodagem desgastada por uma nova camada, mantendo a carcaça original, que passa por inspeções rigorosas para garantir sua integridade. O INMETRO atesta que, quando reformados segundo suas normas, os pneus oferecem o mesmo nível de segurança que pneus novos, sendo submetidos a testes de resistência, aderência e performance antes de serem liberados para uso. A reformagem, quando executada por empresas certificadas, não compromete a estrutura do pneu, garantindo sua durabilidade e confiabilidade.
Estudos comprovam que pneus reformados podem alcançar distâncias semelhantes às de pneus novos, dependendo da qualidade da carcaça e do processo de reformagem. No transporte rodoviário de passageiros, onde a segurança é prioridade, a reforma realizada por empresas certificadas oferece uma solução sustentável e econômica, sem comprometer a integridade dos veículos. Essas práticas, além de seguras, contribuem para a redução de custos das empresas, mantendo sua competitividade no mercado e assegurando a continuidade de um serviço essencial para o país.
Além dos ganhos ambientais, o setor de reforma de pneus é crucial para a economia, gerando empregos e diminuindo os custos operacionais no transporte rodoviário de passageiros, o que é vital para a mobilidade no Brasil. Por isso, a ANATRIP se posiciona firmemente contra o Projeto de Lei nº 3569/2024 e tomará todas as medidas necessárias para garantir seu arquivamento, em defesa da relevância social, econômica e ambiental do uso de pneus reformados.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


