Simefre completa 90 anos apostando na “ferroviarização” do Brasil

José Antonio Fernandes Martins - presidente SIMEFRE

Sindicato reúne empresas de todos os portes nas indústrias ferroviária, de implementos rodoviários e duas rodas (motocicletas e bicicletas)

ALEXANDRE PELEGI

O SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), aposta na recuperação das ferrovias brasileiras.

A entidade sem fins lucrativos representa as empresas nacionais fabricantes de todos os modais de mobilidade, exceto o automóvel e avião

A indústria de material ferroviário, que se implantou na década de 1940, um dos ramos mais antigos da indústria de bens de capital, acompanhou a evolução do sistema de transporte sobre trilhos no país.

O presidente do SIMEFRE, José Antonio Fernandes Martins, lembra que o setor ferroviário em 1950 contemplava cerca de 38 mil km de vias férreas operando. Hoje são cerca de 30 mil km, mas apenas 14 ou 15 mil km operacionais.

Mesmo assim, ele vê um cenário favorável para esse tipo de transporte, tanto que aposta em sua recuperação. “Finalmente, todas as empresas e entidades de classe estão entendendo que precisamos ‘ferroviarizar’ o Brasil. Porque ainda é o transporte mais econômico, seguro e eficaz”, diz.

Mesmo vendo pontos positivos, Martins não acredita que o processo de recuperação da ferrovia seja rápido. “Os empresários precisam acreditar novamente e começar a criar condições para chamar novos investimentos, nessas áreas para que o transporte ferroviário de carga possa deslanchar. Sentimos que esse transporte está começando a atrair a simpatia dos empresários, atrair operadores. É um início”.

Já no setor rodoviário, Martins destaca o bom momento vivido. “Se você analisar o abastecimento e a mobilidade no agronegócio no Brasil, que é o principal setor da economia, e onde o transporte rodoviário representa mais de 60%, só podemos dizer que temos uma demanda forte, e que as empresas que participam do setor são de alta tecnologia, com conceito internacional. É um setor hoje altamente respeitado”, diz o presidente do SIMEFRE.

O segmento de ônibus também deslanchou, ressalta Martins, que vê o Brasil como o maior produtor de ônibus do mundo. “Um produtor de alta competência e fortemente respeitado no mundo inteiro”.

Em nota enviada à imprensa especializada, o SIMEFRE afirma que como o sindicato da mobilidade, irá se posicionar ao lado dos setores produtivos, “como esteve ao longo desses 90 anos”.

Preparando-se para o futuro, o Sindicato vem trabalhando no Projeto SIMEFRE+90, atrelando todo o conhecimento que a entidade possui dos setores representados, com as inovações necessárias para o crescimento destes mercados”, conclui a nota.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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