Transporte metroferroviário no Brasil transportou 1,25 Bilhão de Passageiros no Primeiro Semestre de 2024, aponta balanço da ANPTrilhos
Publicado em: 10 de setembro de 2024
Levantamento mostra aumento de 4,4% na circulação de usuários nos sistemas de trilhos em relação ao mesmo período de 2023
ARTHUR FERRARI
Os sistemas metroferroviários brasileiros transportaram 1,25 bilhão de pessoas nos primeiros seis meses de 2024, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Balanço do Setor Metroferroviário da ANPTrilhos. O levantamento abrange metrôs, trens urbanos, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e people movers.
Apesar do crescimento, Joubert Flores, presidente do Conselho Administrativo da ANPTrilhos, destaca que o setor ainda não recuperou a demanda pré-pandemia. “O trabalho híbrido e remoto mudou os hábitos de muitos passageiros, além de outros fatores, como o uso crescente de veículos privados e o aumento das compras online, que reduziram a necessidade de deslocamentos.”
Enquanto alguns estados, como o Rio Grande do Sul, enfrentaram quedas significativas no número de passageiros devido a enchentes, que paralisaram o transporte por 27 dias, outras regiões, como Paraíba e Piauí, enfrentaram problemas relacionados à requalificação de sistemas e evasão de passageiros.
Por outro lado, o semestre também trouxe avanços. A rede foi expandida em 1,5 km, com a inauguração de novas estações, incluindo a Estação Várzea Nova na Região Metropolitana de João Pessoa e a Linha 4-Laranja do VLT no Rio de Janeiro.
Para o restante de 2024, estão previstas mais inaugurações, como o People Mover do Aeroporto de Guarulhos e a expansão da Linha 9-Esmeralda em São Paulo.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



Não deixa de ser sintomático o fato de que os monotrilhos não tenham sido incluídos no rol metroferroviário. Eles transportam 135 mil passageiros por dia e são o meio mais bem avaliado pelos passageiros da RMSP. Os tais “people movers” (aeromóveis), que transportam menos de 5 mil passageiros por dia, não foram “olvidados” … Perguntar não ofende: por que motivo essa exclusão se dá tão sistematicamente?