Prefeitura de SP assina dois contratos para fornecimento de barcas para o Aquático-SP; operação assistida pela SPTrans vai até o dia 31 de dezembro

Foto: Reprodução/Prefeitura de São Paulo

Setram selecionou duas empresas para ampliar o atendimento do transporte hidroviário na Billings: Internacional Marítima e F. Andreis

ALEXANDRE PELEGI

A operação assistida do Aquático-SP, primeiro transporte hidroviário público da capital paulista, ficará sob operação da SPTrans até 31 de dezembro deste ano. Há possibilidade dessa data ser prorrogada, decisão que pode ser tomada mais próximo do fim do ano.

A informação é da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), em resposta a questionamento do Diário do Transporte, encaminhada na sexta-feira (06).

Nesta segunda-feira, 09 de setembro de 2024, saiu publicado o extrato do segundo contrato para ampliar a operação do Aquático-SP com a F. Andreis Neto. O extrato do primeiro contrato, com a Internacional Marítima, foi publicado na sexta-feira (06).

As duas empresas foram selecionadas por sorteio no dia 26 de agosto, após serem credenciadas no processo de Chamamento Público.

No total, foram quatro empresas credenciadas, e as duas que restaram após o sorteio seguem cadastradas junto ao Município e poderão ser contratadas caso haja necessidade de nova ampliação do transporte por barcas. Veja a ordem de seleção:

1º – F. Andreis Neto Ltda – contratada,

2º – Internacional Marítima Ltda – contratada,

3º – BK – Consultoria e Serviços – cadastrada, 

4º – Marfort Serviços Marítimos – cadastrada.

Com contratos no valor de R$ 4,7 milhões para o período de 12 meses, as duas empresas deverão fornecer uma embarcação cada, incluindo tripulação devidamente habilitada e serviço de manutenção para atuar no Aquático-SP.

O início de operação dos barcos da Internacional Marítima e da F. Andreis Neto está previsto para até 30 dias, diz a Secretaria.

INTERVENÇÃO

A prefeitura, por meio da SPTrans, assumiu as operações do Aquático porque este sistema de barcos seria operado pela Transwolff, mas a empresa de ônibus foi alvo, em abril de 2024, da operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga supostas ligações de diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Com isso, a prefeitura tomou de volta a concessão dos serviços do Aquático. Já as operações ônibus estão sob intervenção do poder público desde o dia da deflagração dos trabalhos do MP que resultaram na prisão de diretores da Transwolff, que atualmente respondem em liberdade. Diretores de outra empresa de ônibus, a UpBus, que atende a zona Leste, também foram alvos da mesma operação do Ministério Público.

Enquanto isso, são os cofres públicos que têm mantido financeiramente os serviços.

CHAMAMENTO:

O sistema hidroviário na represa Billings está sob responsabilidade da SPTrans – São Paulo Transportes.

De acordo com o documento, a que o Diário do Transporte teve acesso, “a empresa contratada deverá fornecer embarcação e respectiva tripulação, de modo a mantê-la em pleno funcionamento para execução da operação, bem como, será responsável pelas manutenções preventivas e corretivas, durante o período de execução do contrato”.

A embarcação para a prestação do serviço deverá atender as seguintes características:

AQUÁTICO

A operação do Aquático foi assumida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora dos transportes da capital, uma vez que a Transwolff, empresa de ônibus que seria concessionária do sistema hidroviário, é alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), e está sob intervenção da prefeitura.

O MPSP apura supostas ligações de diretores da companhia com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A intervenção nas empresas vem desde 09 de abril de 2024.

Juntamente com a empresa de ônibus UpBus, também alvo da Operação, a Transwolff está sob intervenção da prefeitura.

Desde o dia 05 de agosto começou a operar na Represa Billings a terceira nova embarcação do Aquático-SP, contando com capacidade para 60 passageiros sentados, nomeada Santo Amaro.

O barco, que atende os usuários das 8h40 às 18h, conta com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, com espaço para fixação de cadeira de rodas, além de ar-condicionado, tomadas USB, wi-fi e banheiro também acessível.

De acordo com a SPTrans, responsável pelo gerenciamento das linhas de ônibus da cidade de São Paulo e do Aquático-SP, as embarcações da hidrovia já transportaram mais de 81 mil passageiros entre os dias 13 de maio e 2 de agosto de 2024, em 2,5 mil viagens, considerando ida e volta.

NOTA DA SETRAM – ENCAMINHADA AO DIÁRIO DO TRANSPORTE NA SEXTA-FEIRA (06):

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), contratou a empresa Internacional Marítima para ampliar a operação do Aquático-SP, primeiro transporte hidroviário público da cidade, na represa Billings. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (6). O contrato com a F. Andreis Neto está em fase de assinatura.
Os contratos têm valor de R$ 4,7 milhões para o período de 12 meses. As empresas deverão fornecer uma embarcação cada, incluindo tripulação devidamente habilitada e serviço de manutenção para atuar no Aquático-SP. O início de operação do barco da Internacional Marítima está previsto para até 30 dias.
No total, quatro empresas se credenciaram para realizar o serviço por barcos no Aquático-SP. Como havia duas vagas disponíveis, no dia 26 de agosto foi realizado sorteio entre elas, sendo que as contratadas foram as duas primeiras colocadas. As empresas restantes ficam cadastradas junto ao município e, caso haja necessidade de nova ampliação, poderão ser contratadas.

A operação assistida segue até dia 31 de dezembro, sob operação da SPTrans.

 

CONTRATO ASSINADO COM A INTERNACIONAL MARITIMA:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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