Eletromobilidade

VÍDEO: Modelo de ônibus elétrico “superarticulado” é testado para o sistema de capital paulista nas zonas Sul e Oeste nesta terça (30)

Veículo é articulado e tem tecnologia da brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo (SP). Também é avaliado pela SPTrans um modelo de porte semelhante, mas da chinesa BYD, montado em Campinas (SP). Cidade não deve cumprir quantidade de ônibus elétricos oficializada no programa de metas da prefeitura

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

Foi testado na região do Terminal Pinheiros, em trajetos entre as zonas Sul e Oeste da capital paulista, um modelo de ônibus articulado de 23 metros aproximadamente para o sistema de linhas municipais.

O veículo estava no terminal no fim da manhã desta terça-feira, 30 de julho de 2024.

Com tecnologia da brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), o ônibus vai ser apresentado à SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora das linhas da cidade, para avaliação oficial.

Com isso, as opções de ônibus elétricos de grande porte para o sistema municipal devem ser ampliadas.

Este tipo de veículo tem sido um entrave para o avanço da frota eletrificada em São Paulo, onde desde 17 de outubro de 2022, as empresas não podem comprar mais ônibus a diesel.

Mesmo assim, depois desta data, foram inseridos ônibus articulados a diesel Euro 6 na cidade. As justificativas das empresas que compraram estes veículos a combustão e da própria SPTrans é que estes ônibus chegaram em 2023 e em 2024, mas foram comprados antes de 17 de outubro de 2022. Entretanto, são veículos de tecnologia de redução de poluição por veículos a diesel Euro 6 e, em 2022, eram vendidos ônibus Euro 5. Ou seja, em 2022, não havia tecnologia Euro 6 no mercado nacional.

Além do modelo da Eletra, há um veículo de porte semelhante da chinesa BYD, montando em Campinas (SP), este oficialmente sendo já avaliado pela SPTrans.

A gerenciadora ainda analisa outros modelos de mais fabricantes, como padrons de 12 m e 13,2 m e menores, como de 6 m, 8 m e 10 m aproximadamente.

Assim como os grandes, os ônibus menores também são outros entraves, com poucas opções aprovadas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/05/29/reportagem-original-frota-de-onibus-eletricos-em-sao-paulo-vai-para-179-unidades-688-da-meta-para-2024-e-modelos-chineses-sao-avaliados-diz-sptrans/

Entretanto, o principal obstáculo mesmo para que São Paulo avance na eletrificação da frota de ônibus municipais é a falta de infraestrutura para a recarga de baterias. E, neste aspecto, há dois problemas: as garagens não estão preparadas e nem as redes de distribuição.

Estudo da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) mostram que para as características das redes da maior parte da cidade de São Paulo, que são de baixa tensão, se 50 ônibus ou mais carregarem ao mesmo tempo, pode ter apagão nos bairros próximos às garagens. Estas redes deveriam ser transformadas para média e alta tensão e as garagens terem subsestações de energia, como ocorre nas estações de trens e metro.

Em 2021, a prefeitura de São Paulo formalizou a meta de 2,6 mil ônibus elétricos operando até o fim de 2024, que correspondem a aproximadamente 20 de toda a frota de cerca de 13 mil coletivos em operação. Mas neste dia 30 de julho de 2024, são somente cerca de 200 ônibus com baterias, além dos 201 trólebus que já rodam há bastante tempo na cidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Diego disse:

    Tecnologia nova empresários casa vez mais rico , e a vida do trabalhador casa dia mais difícil.

  2. Santiago disse:

    O grande entrave, no caso de São Paulo, é o amadorismo irresponsável da atual gestão municipal em querer fazer tudo na pressa e na canetada. Priorizando os ônibus elétricos a bateria como vitrine eleitoreira e “simbolo” da gestão, e não como uma opção a mais no transporte público paulistano.

    – Primeiro o bizarro decreto que proibiu a aquisição de novos ônibus a diesel, repentinamente e sem qualquer critério lógico.

    – Seguido pela enorme e bilionária encomenda de ônibus a bateria, inclusive bancando diretamente por volta de 2/3 do valor total.

    – Para somente depois atentar-se para as questões prioritárias da falta da infraestrutura de carregamento das baterias, além da capacidade insuficiente da rede elétrica local pra suprir tal demanda (o que não é possível de se resolver no curto prazo).

    O resultado dessa aventura bilionária e sem planejamento: Uma frota elétrica nova porém mofando nos pátios das fabricas e garagens, sem prazo pra entrar em operação; E uma enorme frota a diesel envelhecendo, e proibida por decreto de ser renovada.

  3. Rodrigo Zika disse:

    Lembrando que já teve teste do Byd de 23 metros na ZS um tempo atrás e têm fotos no OB, me parece preguiça das empresas pra testarem porque existem muitos de 23 metros pra serem baixados que são antigos sem ar condicionado na cidade.

    1. William Santos disse:

      Não é preguiça. O que acontece é que o empresário não quer trocar as marcas já consolidadas no mercado, como a Mercedes e Scania, para dar chance aos chineses. Isso estava na cara! Veja que mesmo já existindo uma empresa brasileira especialista em eletrificação de chassi, no caso a Eletra, as outras empresas preferiram esperar a importação de um onibus eletrico vindo de fora, custando muito mais, só para não perder o lobby. Se o Ricardo Nunes vencer as eleições, vai ser um problemaço para as empresas porque ele não vai recuar dessa imposição que ele colocou. Mesmo com toda a bagunça que se cruiou, ele bate o pé e não abre diálogo

Deixe uma resposta para William SantosCancelar resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading