Relatório da ANTT mostra que apenas 12% das empresas do transporte interestadual operam mais de 50 linhas

Concentração também se verifica no atendimento: de 5568 cidades brasileiras, apenas 2065 são atendidas por ônibus do TRIIP

ALEXANDRE PELEGI

O Anuário Estatístico TRIIP, elaborado pela ANTT, traz todos os dados operacionais dos serviços rodoviários interestadual e internacional de passageiros.

A última publicação, relativa ao ano de 2023, mostra não só uma concentração de linhas por empresas, como também no atendimento geográfico.

Das quatro mil linhas operadas no ano passado, a ANTT aponta que apenas 12% das empresas ativas detinham mais de 50 delas.

Na outra ponta, 60,3% das empresas registradas na ANTT detinham entre 1 a 10 linhas.

O atendimento dos serviços de transporte rodoviário em 2023 registrou mais de 43 milhões de passageiros transportados no serviço regular, aumento de 2,3% em relação a 2022.

Esse número está distribuído principalmente nas Regiões Sudeste e Nordeste, seguidas das Regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.

Dos 5.568 municípios brasileiros, o transporte interestadual atendeu  a 2.065, o que representa 37%.

A ANTT mostra que o estado com melhor atendimento dos serviços rodoviários interestaduais é São Paulo, com cerca de 47%, enquanto Minas Gerais e Goiás o percentual de linhas operando foi de 36% e 24%, respectivamente.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. MARIO EDSON FRASSETTO disse:

    A concentração de linhas é mais responsabilidade da ANTT com sua demora e falta de bom senso em liberar as linhas de média distância pra empresa que pode fazer sem comprometer as grandes que tem condições de fazer as linhas de longa, média e curta distância

  2. Jeferson disse:

    E não é somente linhas interestaduais. Nas linhas intermunicipais isso também ocorre. Como no monopólio da Pássaro Marron no Vale do Paraíba, que gera situações como a empresa deliberadamente não fornecer nenhuma rota de Jacareí para as demais cidades do Vale do Paraíba. É como se Jacareí fizesse parte da Grande SP, ao invés do Vale do Paraíba.
    E ARTESP e EMTU preferem penalizar a população de Jacareí, que é forçada a seguir até São José dos Campos para dali acessar o restante da região, sendo que há demanda de Jacareí para cidades como Caçapava, Taubaté, Caraguatatuba e Aparecida.

    As agências preferem se omitir do que criar conflito entre a Pássaro Marron e a Viação Jacareí. Como faz falta ter uma licitação atualizada no Vale do Paraíba/Litoral Norte.

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