Lucerna e Lausanne, na Suíça, encomendam mais de 100 trólebus Hess, com tecnologia semelhante ao E-Trol brasileiro
Publicado em: 5 de julho de 2024
Sistemas entendem no potencial dos trólebus mais modernos para redução de emissões com baixo custo. Não serão renovações de frotas, mas ampliações de redes
ADAMO BAZANI
As cidades de Lucerna e Lausanne, na Suíça, elegeram os trólebus modernos como parte das alternativas disponíveis para a redução de emissões com baixo custo.
Nesta sexta-feira, 05 de julho de 2024, a fabricante Swiss Hess anunciou que aumentou consideravelmente sua carteira de pedidos de trólebus em menos de dois meses.
A fabricante, como sede em Bellach, também na Suíça, informou que, neste período, recebeu duas encomendas que ultrapassam 100 unidades.
Em 31 de maio de 2024, a VBL, de Lucerna assinou um pedido de 53 trólebus de alta capacidade.
Dos 53 veículos, 46 serão trólebus articulados de 18 metros, enquanto sete serão trólebus biarticulados de 24 metros.
Segundo a fabricante, em nota à imprensa internacional, a operadora VBL pretende ampliar ainda mais a rede de trólebus.
Já a TL, operadora de Lausanne, realizou um pedido de 51 novos trólebus, que a partir de 2026 substituirão ônibus a diesel. Ou seja, a frota de trólebus vai aumentar.
A TL opera atualmente 11 linhas de trólebus com 103 unidades, entre articulados e biarticulados.
Dos 51 trólebus 0 km comprados, 37 serão articulados de 18 metros e 14 serão biarticulados de 24 metros.
Em 2020, a TL comprou os primeiros trólebus biarticulados em operação na linha 9 (Lutry – Pully).
De acordo com a empresa, estes trólebus biarticulados foram “sucesso de público”.
Somente a linha 9 de trólebus de Lausanne transporta mais de seis milhões de passageiros por ano.
Com a compra destes 14 trólebus biarticulados, a frota deste tipo de veículo vai subir para 26 unidades.
Tanto para Lucerna como para Lausanne não são substituições, mas sim aumentos de frota e expansão da rede, que incluirá também para Lausanne o serviço da rede BHNS (Bus ad Haut Niveau de Service), que será servido com os novos trólebus.
Além disso, nas duas cidades, todos estes trólebus serão equipados com baterias e capacidade de funcionamento autônomo, sem estarem conectados à rede.
Esta configuração é agora o padrão para todos os novos trólebus na Suíça e aplica o mesmo conceito do E-Trol, desenvolvido pela brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo (SP).
O E-Trol é um veículo de tração elétrica que funciona como trólebus, conectado à rede aérea, mas também opera sem estar ligado à fiação, com baterias de tamanho reduzido.
No domingo, 08 de julho de 2024, o Diário do Transporte traz uma reportagem especial sobre o E-Trol e o retrofit ecológico, que é a conversão de ônibus a diesel em ônibus a bateria e trólebus e caminhões a diesel em elétricos a bateria.
– O E-Trol é mais barato ou é mais caro para a realidade brasileira? Quanto?
– Quanto tempo demora para a conversão de um ônibus a diesel para trólebus ou para elétrico com bateria?
– O ônibus ou caminhão retrofit ecológico pode ser mais barato? Quanto?
– No E-Trol, as baterias têm vida útil igual, maior ou menor?
Essas e outras perguntas vão ser debatidas na reportagem especial de domingo, do Diário do Transporte, neste domingo, 07 de julho de 2024.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


