Coletivo foi consertado e já voltou a operar, segundo a SPTrans. A medida ocorre porque, por falta de infraestrutura, a frota de ônibus elétricos não avança e desde de 17 de outubro de 2022, as viações não podem mais comprar modelos a diesel. Veículo envolvido é ano/modelo 2012
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
Uma cena incomum, e que não deveria ocorrer, chamou a atenção na zona leste da capital paulista no fim da manhã desta segunda-feira, 1º de julho de 2024.
A janela do motorista de um ônibus da empresa Viação Metrópole Paulista caiu com o veículo prestando serviços na Avenida Imperador, zona leste da capital paulista.
O coletivo de prefixo 3 2302 operava pela linha 2088/10 Conj. Encosta Norte – Term. A. E. Carvalho
Gravações recebidas pelo Diário do Transporte mostram dois homens carregando a janela para dentro do ônibus.
O veículo é ano 2012. Já deveria estar fora do sistema, que só admitia coletivos deste porte, tamanho convencional, até dez anos de idade. Portanto, deveria ter sido já dispensado em 2022.
Mas, como mostrou o Diário do Transporte, uma portaria da Secretaria Municipal de Transportes, publicada em 09 de abril de 2012, ampliou em dois anos a idade máxima permitida para os ônibus a diesel continuarem circulando.
A medida ocorre porque, por falta de infraestrutura, a frota de ônibus elétricos não avança e desde de 17 de outubro de 2022, as viações não podem mais comprar modelos a diesel.
A portaria condiciona o prolongamento da idade dos ônibus a diesel à compra de elétricos, mas só à compra, sem e efetiva colocação em vigor.
Relembre:
Em nota ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia os ônibus da cidade, diz que não houve feridos, que o veículo foi recolhido, consertado e já voltou a operar.
A SPTrans informa que o veículo de prefixo 3 2302, que operava pela linha 2088/10 Conj. Encosta Norte – Term. A. E. Carvalho, da Viação Metrópole, foi recolhido à garagem às 11h35 desta segunda-feira (1º) para realizar reparos na janela e já está operando normalmente. Não há registros de vítimas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Yuri Sena
