Greve de ônibus em São Paulo é supensa na calada da noite e linhas devem funcionar nesta quarta-feira, 03 de julho de 2024, anuncia Milton Leite
Publicado em: 2 de julho de 2024
Reunião do sindicato com políticos fez entidade decidir não parar os transportes, mesmo assim, rodízio de veículos continua suspenso
ADAMO BAZANI
No fim da noite desta terça-feira (02), o sindicato que representa os motoristas e cobradores decidiu que não haverá mais a greve de ônibus na cidade de São Paulo que tinha sido aprovada em assembleia pelos trabalhadores para ocorrer nesta quarta-feira, 03 de julho de 2024.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, após se reunir com o presidente do sindicato trabalhista, Edivaldo Santiago, e demais diretores. Milton Leite se reuniu também com representantes dos empresários de ônibus.
Os trabalhadores serão comunicados, mas, pelo fato de decisão ter sido tomada muito tarde, alguns podem não ser avisados a tempo, podendo ocorrer desfalque de mão de obra e impactos no início das operações.
“Primeiro, avançamos a pedido das duas partes, patronal e sindicato. Nós caminhamos na direção da construção de um acordo imediato para a suspensão da greve. Avançamos na discussão dos pontos de divergência; houve grandes avanços que permitirão hoje suspender a greve e praticamente encerrá-la. Fui procurado pelas duas partes para pedir que se informasse o prefeito e, assim, a greve não ocorrerá amanhã. Eles vão lá tomar as medidas em suas garagens.” – disse Milton Leite.
SUSPENSÃO DO RODÍZIO ESTÁ MANTIDA:
Mesmo com a nova decisão, o rodízio municipal de veículos continuará suspenso porque o novo encaminhamento do sindicato foi em cima da hora. Quem pode, se programou para ir de carro. Pela hora avançada, muitas pessoas sequer souberam da decisão do sindicato de suspender a greve e seriam prejudicadas caso o rodízio fosse retomado. Além disso, a portaria suspendendo o rodízio foi oficializada.
Com isso, poderão circular pelo centro expandido da cidade de São Paulo os carros com placas de finais 5 e 6 das 7h às 10h e das 17h às 20h.
A suspensão é nos dois períodos do dia, portanto.
Apesar de a greve ter sido suspensa, as negociações continuam.
O QUE FOI COMBINADO NA REUNIÃO:
Na reunião, segundo Milton Leite e o Sindicato foi combinado que será retomada a jornada de 6h30, com 30 minutos remunerados, mas depois de um período de transição para homologação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
O vale refeição foi para R$ 35,50 e sem os descontos anteriores.
Na outra semana, deve haver mais uma reunião na Câmara entre empresários e trabalhadores.
O reajuste salarial será de 3,6% retroativo a 1º de 2024. E em setembro, quando sair o “salariômetro”, se o índice for maior que 3,6%, as empresas pagam a diferença de forma retroativa também a 1º de maio.
A respeito dos índices econômicos, já haveria a possibilidade de um acordo com a nova proposta das empresas, mas como não houve avanço nos outros pedidos, no início da noite de terça-feira, 02 de julho de 2024, os trabalhadores decidiram manter a greve que já tinha sido decretada na última sexta-feira, 28 de junho de 2024.
Como mostrou o Diário do Transporte, no fim da manhã desta terça-feira (02), em audiência de tentativa de conciliação na manhã desta terça-feira, 02 de julho de 2024, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, as empresas de ônibus ofereceram aos motoristas e cobradores uma nova proposta de reajuste salarial: 3,60%. O percentual anterior era de 3,23% e a primeira proposta foi de 2,77%
Dependendo do indexador de correção a ser usado, o reajuste pode chegar a 4%.
O sindicato trabalhista diz que inicialmente pediu reajuste de 3,69% pelo IPCA-IBGE, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46% segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
A viações, entretanto, não haviam na reunião do TRT apresentado nenhuma proposta em relação aos outros pedidos, como jornada de trabalho de 6 horas e meia trabalhadas e mais 30 min de intervalo remunerado, ticket refeição de R$ 38 por dia, participação nos lucros e resultados, cesta básica e seguro de vida.
O desembargador-relator, Davi Furtado Meirelles, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) atendeu pedido da prefeitura de São Paulo e da SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia as linhas municipais, para que 100% da frota operem em horários de pico (6h00 às 9h00 e 16h00 às 19h00) e 50% nas demais horas.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
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Em audiência no TRT, empresas de ônibus oferecem nova proposta de reajuste salarial e Justiça determina 100% de frota no pico em caso de greve em São Paulo
Desembargador recomendou que não seja feita paralisação já que houve avanços, apesar de não ter sido fechado ainda um acordo. Caso os motoristas e cobradores de ônibus façam greve, tudo volta à estaca zero e os índices vão ser decididos pela Justiça, em dissídio coletivo
ADAMO BAZANI
Colaborou Guilherme Strabelli
Em audiência de tentativa de conciliação na manhã desta terça-feira, 02 de julho de 2024, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, as empresas de ônibus ofereceram aos motoristas e cobradores uma nova proposta de reajuste salarial: 3,60%. O percentual anterior era de 3,23% e a primeira proposta foi de 2,77%
Dependendo do indexador de correção a ser usado, o reajuste pode chegar a 4%.
O encontro foi uma tentativa de evitar a greve que foi marcada para ter início nesta quarta-feira (03).
Uma assembleia/plenária no fim da tarde vai decidir se a greve anunciada para esta quarta-feira (03) está mantida ou se será adiada.
As viações vincularam a manutenção da proposta e a continuidade das negociações se a greve não ocorrer. Caso os motoristas e cobradores de ônibus façam greve, tudo volta à estaca zero e os índices vão ser decididos pela Justiça, em dissídio coletivo.
Sobre os outros pedidos da categoria, não houve ainda nova proposta.
Entre as reivindicações estão: jornada de trabalho de 6 horas e meia trabalhadas e mais 30 min de intervalo remunerado, ticket refeição de 38 reais por dia, participação nos lucros e resultados, cesta básica e seguro de vida.
Na audiência, o presidente da sessão, desembargado-relator, Davi Furtado Meirelles, recomendou que a greve não ocorra, uma vez que houve avanços nos índices e que milhões de pessoas seriam prejudicadas.
Furtado ainda disse que este tipo de negociação é extenso e, neste momento, são necessárias paciência e serenidade de todas as partes.
Caso ocorra a greve, o desembargador atendeu pedido da prefeitura de São Paulo e da SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia as linhas municipais, para que 100% da frota operem em horários de pico (6h00 às 9h00 e 16h00 às 19h00) e 50% nas demais horas.
Se descumprir, o sindicato dos trabalhadores e o sindicato das empresas de ônibus serão multados em R$ 100 mil por dia.
Em nota, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho), da Segunda Região, ressalta ainda que as empresas de ônibus devem disponibilizar a frota necessária ao cumprimento da decisão e que os motoristas e cobradores não podem impedir a saída dos coletivos das garagens, nem impedir acessos de passageiros, como fechamento de terminais.
A Seção de Dissídios Coletivos do TRT da 2ª Região determinou que os motoristas e cobradores de ônibus da capital devem garantir 100% do efetivo nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e no mínimo 50% nos demais períodos caso decidam pela paralisação a partir da 0h desta quarta-feira (3/7).
A decisão liminar foi concedida pelo desembargador-relator Davi Furtado Meirelles em audiência realizada na terça-feira (2/7). Se houver descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 100 mil ao sindicato da categoria (Sindimotoristas) e ao sindicato das empresas de transporte coletivo (SPUrbanuss). Os trabalhadores não devem impossibilitar ou criar obstáculos às saídas dos ônibus das garagens, à circulação e ao acesso pelos passageiros. As empresas de transporte coletivo devem disponibilizar os veículos para a prestação dos serviços.
O Município de São Paulo e a SPTrans vêm negociando com os motoristas e cobradores itens como reajuste salarial, jornada de trabalho, vale-refeição, participação nos lucros e resultados, seguro de vida, entre outros. Porém, diante da impossibilidade de acordo neste momento e para minimizar prejuízos à sociedade, vale a decisão caso a categoria decida deflagrar a greve.
O sindicato trabalhista diz que inicialmente pediu reajuste de 3,69% pelo IPCA-IBGE, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46% segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e outros pedidos, o sindicato dos trabalhadores dize que ainda não houve propostas pelas viações.
Outras reivindicações são convênio médico, redução da jornada de trabalho, fim da 1 hora de refeição não remunerada, além de questões específicas dos setores de manutenção.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Só p/ lembrar, os Ônibus Urbanos do DF, assim como os de Campinas- SP já não aceitam PAGAMENTOS DE PASSAGENS EM DINHEIRO!
Só pra lembrar…
Esse Sindicato abusa muito da sorte!
O povo de SP/SP e da Grande SP, que utilizam Linhas de Ônibus da SPTrans diariamente, não merece isso!
Pessoal de SP adora ser rústico. Hoje tem cartão e pagamento direto via celular mas não abre mão de pagar em dinheiro e comprar bilhetes de papel.
Não precisa ter eleição pra prefeito, wuem manda na cidade é esse senhor Milton Leite, el Rey.
Até hoje não entendo porque ainda aceita dinheiro nos ônibus.
A greve afetará as linhas intermunicipais de ônibus?
Milton leite é o chefe do PCC e dos donos da transwolff pandora é apenas o cara que segura os B.O e é muito bem remunerado pra isso
24 hora de passagem livre .
Sindicato omisso e fraco!!!
Milton Leite e todas as entidades, bando de mafiosos safados!!!