Ricardo Nunes repassa R$ 117 mil para implantação do Aquático – transporte hidroviário
Publicado em: 18 de junho de 2024
Verba estava destinada para manutenção de terminais de ônibus da SPTrans; remanejamento do orçamento foi feito pela SMT
ALEXANDRE PELEGI
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, continua investindo na implantação do transporte público aquaviário na capital.
Em portaria publicada no Diário Oficial desta terça-feira, 18 de junho de 2024, a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) repassou R$ 117 mil para o novo modo de transporte.
Os recursos foram retirados da verba destinada à Manutenção e Operação de Terminais de Ônibus.
Como mostrou o Diário do Transporte na semana passada, já com um mês de operação na Represa Billings, o Aquático-SP registrou apenas um terço do número de passageiros previsto pela prefeitura quando o serviço foi inaugurado.
De acordo com a SPTrans, cerca de 28 mil pessoas utilizaram as embarcações Bororé I e Biguá 2 entre 13 de maio e 10 de junho. Isso equivale a uma média de 965 passageiros diários.
A previsão da administração pública era de transportar 3 mil pessoas por dia ainda na fase de testes, que se estende até 31 de dezembro.
O maior número de passageiros registrados em único dia foi no feriado de Corpus Christi, em 30 de maio, quando 1.376 usuários embarcaram no transporte aquaviário entre os bairros do Cantinho do Céu e Pedreira. Até o momento, o serviço contabilizou 862 viagens desde o início da operação.
A SPTrans ressaltou que a quantidade de passageiros “cresce naturalmente” conforme o atendimento é ampliado.
Confira a nota completa da SPTrans sobre a operação do Aquático SP:
“O Aquático-SP está em fase de operação assistida, em horário ainda reduzido entre 10h e 17h30, bem como ainda não utiliza a capacidade total de carregamento e embarcações.
A demanda de passageiros cresce naturalmente conforme o serviço também vem sendo ampliado de forma gradativa nestas primeiras três semanas. Atualmente, o horário de operação já foi ampliado em uma hora e meia, após iniciar entre 10h e 16h.“

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


A demanda está baixa por falta de opção para chegar ao aquatico. Se a prefeitura colocar ônibus saindo dos bairros próximos em direção ao aquatico, a demanda sobe. Mas se continuar a tendencia é cair ou se manter.