Crescimento do setor de transportes de passageiros é destaque no volume de serviços, diz IBGE

Segundo levantamento, demanda já é maior que antes da pandemia. Setor rodoviário teve alta expressiva, mas ainda acumula queda. Segmento aéreo foi o que registrou maior percentual

ADAMO BAZANI

O setor de transportes de passageiros foi destaque do levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o volume de serviços, divulgado nesta quarta-feira, 12 de junho de 2024.

Segundo a pesquisa, o crescimento em abril na comparação com maio de 2024 foi de 10,2%

É o maior índice de elevação desde novembro de 2011, quando, na ocasião a alta foi de 11,6%.

No caso isoladamente do transporte rodoviário de passageiros, a alta no mês de abril foi de 6,8%. Mas no ano, entre janeiro e abril, o resultado é de queda de 4,4%.  No acumulado dos últimos 12 meses até abril, a queda é de 6,5%.

Mas em relação ao período anterior à pandemia de covid-19 (considerado como fevereiro de 2020), o setor de transportes de passageiros (ônibus, trens e avião) já está 3,2% mais alto.

O transporte aéreo registrou alta de 18,2%, mas também foi o tipo de deslocamento que mais teve queda na pandemia.

Segundo a análise do IBGE, por meio de nota ao Diário do Transporte, o segmento de transportes de passageiros acumula um misto de ganhos e perdas desde a pandemia, mas os resultados são positivos.

Em abril de 2024, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou crescimento de 10,2% frente ao mês imediatamente anterior. Dessa forma, o segmento se encontra, em abril, 3,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 20,5% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Na comparação com abril de 2023, houve expansão de 9,9% em abril de 2024, após ter registrado cinco resultados negativos consecutivos. Já no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, houve retração de 3,0% frente a igual período de 2023.

De acordo com a análise, o segmento de transportes de cargas também apresenta recuperação diante da pandemia

Por sua vez, o volume do transporte de cargas teve variação positiva de 0,2% em abril de 2024. Dessa forma, o segmento se situa 6,3% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 34,1% acima de fevereiro 2020. Na comparação com abril de 2023, houve crescimento de 3,4%, após revés de 8,2% assinalado em março. Já no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o transporte de cargas avançou 1,1%.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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