Não haverá greve de metrô em São Paulo nesta quarta-feira, 22 de maio de 2024

Decisão foi tomada em assembleia. Negociações continuam

ADAMO BAZANI

Não haverá greve de metroviários nesta quarta-feira, 22 de maio de 2024.

A decisão foi tomada em assembleia da categoria na noite desta terça-feira (21).

Antes, ocorreu uma reunião de tentativa de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Uma nova audiência deve ocorrer no dia 28 de maio de 2024 e uma assembleia no dia 05 de junho de 2024.

Não houve ainda acordo entre o Sindicato dos Metroviários e a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, mas a categoria decidiu continuar as negociações sobre a pauta de reivindicações, que inclui aumentos em salários e benefícios e também contra privatizações e terceirizações.

Como mostrou o Diário do Transporte, o Metrô de São Paulo enviou nesta segunda-feira, 20 de maio de 2024, uma mensagem à presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, pedindo para que a entidade sindical aguarde até o dia 05 de junho de 2024 a apresentação de propostas às reivindicações trabalhistas da categoria e não realize uma greve.

Os metroviários ameaçaram fazer a greve na quarta-feira, 22 de maio de 2024, por aumentos nos salários e benefícios e contra privatizações e terceirizações.

A cópia da mensagem foi enviada também para os funcionários da empresa por e-mail.

Na carta, o Metrô relata dificuldades financeiras para atender a todos os pleitos e fala de prejuízos de R$ 2 bilhões acumulados nos últimos dois anos (2022 e 2023), em especial, por causa da pandemia de covid-19.

Os resultados contábeis do Metrô de São Paulo, como é notório, já indicam um prejuízo aproximado de 2 bilhões de reais, apenas nos últimos dois anos (2022 e 2023), cenário que limita concretamente a margem de discricionariedade da Diretoria quanto a demandas sindicais que causem impacto financeiro.

No comunicado, o Metrô diz que o dia 22 de maio é pouco tempo para analisar e oferecer propostas a toda a pauta que, segundo a estatal, tem mais de 20 reivindicações.

A apresentação de uma proposta pelo Metrô, para além de se mostrar compatível com esta realidade, exige prévia aprovação nas instâncias de governança. Este é o motivo pelo qual se adotou o compromisso de apresentar uma proposta conclusiva sobre todas as demandas até a data de 05 de junho de 2024. O Sindicato, todavia, aprovou indicativo de greve para o próximo dia 22 de maio. O Metrô reitera que a medida não se mostra razoável porque o prazo não é exequível para avaliar todas as propostas.

Os principais pontos que, segundo o Metrô, devem ter uma proposta são:

  • STEP (movimentação horizontal na carreira): o Metrô acolhe o pedido do Sindicato e promoverá a movimentação horizontal dos empregados que preencheram os requisitos previstos em regulamento interno, com efeitos retroativos a março de 2024. Esta decisão não induz, nem de maneira subliminar, acolhimento de pleito relativo à movimentação vertical. Quanto a este assunto especificamente (movimentação vertical), haverá resposta conclusiva do Metrô até o dia 05 de junho de 2024;
  • Aumento no valor percebido a título do Programa de Participação dos Resultados 2023: o Metrô se compromete a apresentar até o dia 05 de junho de 2024 uma proposta de pagamento de abono, incluindo tanto os empregados efetivos como aqueles que, no curso do mencionado Programa, tenham sido desligados (hipótese em que o pagamento se dará pro rata, ou seja, proporcional aos meses trabalhados);
  • Atenção a pais e/ou responsáveis por dependente identificado com Transtorno de Espectro Autista: o Metrô se compromete a formar grupo de trabalho, com representação paritária entre a Empresa e o Sindicato, que, no prazo de 90 (noventa) dias, deverá sugerir à Diretoria do Metrô a criação de normas, de procedimentos e de boas práticas em relação ao tema. Haverá, neste grupo trabalho, a participação do setor de Serviço Social da Companhia;
  • Retorno do serviço de transporte (Van) no Estacionamento Pátio Belém: o Metrô se compromete a reavaliar o assunto trazido pelo Sindicato, sinalizando, desde já, que considera restabelecer um serviço de transporte com horários de partidas previamente estabelecidos;
  • Regularização da posse exercida pelo Sindicato sobre a Área de Lazer – Uni 27: o Metrô se compromete a enviar a minuta do respectivo instrumento jurídico para assinatura do Sindicato, até a data de 05 de junho de 2024.

O Metrô ainda condiciona apresentação destas propostas à não decretação da greve em assembleia no dia 21 de maio de 2024.

O Metrô esclarece que todos os demais pleitos formulados pelo Sindicato durante as reuniões de negociação e não mencionados neste ofício serão respondidos conclusivamente pela Companhia até o dia 05 de junho de 2024. Registra, por fim, que as obrigações aqui assumidas pelo Metrô somente serão exigíveis sob a condição de que o Sindicato não aprove realização de greve em sua próxima Assembleia agendada para a data de 21 de maio de 2024.

O documento é assinado pelo Assessor Técnico do Núcleo de Relações Sindicais e Coordenador da Comissão de Negociação Salarial, o advogado, Paulo Eduardo José Rodrigues Filho.

Como mostrou o Diário do Transporte, o desembargador relator do TRT 2ª Região (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), Davi Furtado Meirelles, determinou que, caso ocorra uma greve de Metrô em Paulo no dia 22 de maio de 2024, sejam garantidos nos horários de pico das 6h00 às 9h00 e das 16h00 às 19h00.

Na demais horas, a frota em operação deve ser de 50%.

A decisão é da última sexta-feira, 17 de maio de 2024, e atende parcialmente a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô/SP.

Em caso de descumprimento, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo pode receber multa de R$ 100 mil por dia.

MATÉRIA ANTERIOR:

Greve de Metrô em São Paulo: Estatal se compromete a oferecer propostas até 05 de junho de 2024 e fala em prejuízos de R$ 2 bilhões

Companhia quer tentar evitar paralisação na quarta-feira (22). Justiça determinou 100% de frota em horários de pico e 50% nas demais horas em caso de greve

ADAMO BAZANI

Colabou Yuri Sena

O Metrô de São Paulo enviou nesta segunda-feira, 20 de maio de 2024, uma mensagem à presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, pedindo para que a entidade sindical aguarde até o dia 05 de junho de 2024 a apresentação de propostas às reivindicações trabalhistas da categoria e não realize uma greve.

Como mostrou o Diário do Transporte, os metroviários ameaçam fazer a greve na quarta-feira, 22 de maio de 2024, por aumentos nos salários e benefícios e contra privatizações e terceirizações.

A cópia da mensagem foi enviada também para os funcionários da empresa por e-mail.

Na carta, o Metrô relata dificuldades financeiras para atender a todos os pleitos e fala de prejuízos de R$ 2 bilhões acumulados nos últimos dois anos (2022 e 2023), em especial, por causa da pandemia de covid-19.

Os resultados contábeis do Metrô de São Paulo, como é notório, já indicam um prejuízo aproximado de 2 bilhões de reais, apenas nos últimos dois anos (2022 e 2023), cenário que limita concretamente a margem de discricionariedade da Diretoria quanto a demandas sindicais que causem impacto financeiro.

No comunicado, o Metrô diz que o dia 22 de maio é pouco tempo para analisar e oferecer propostas a toda a pauta que, segundo a estatal, tem mais de 20 reivindicações.

A apresentação de uma proposta pelo Metrô, para além de se mostrar compatível com esta realidade, exige prévia aprovação nas instâncias de governança. Este é o motivo pelo qual se adotou o compromisso de apresentar uma proposta conclusiva sobre todas as demandas até a data de 05 de junho de 2024. O Sindicato, todavia, aprovou indicativo de greve para o próximo dia 22 de maio. O Metrô reitera que a medida não se mostra razoável porque o prazo não é exequível para avaliar todas as propostas.

Os principais pontos que, segundo o Metrô, devem ter uma proposta são:

  • STEP (movimentação horizontal na carreira): o Metrô acolhe o pedido do Sindicato e promoverá a movimentação horizontal dos empregados que preencheram os requisitos previstos em regulamento interno, com efeitos retroativos a março de 2024. Esta decisão não induz, nem de maneira subliminar, acolhimento de pleito relativo à movimentação vertical. Quanto a este assunto especificamente (movimentação vertical), haverá resposta conclusiva do Metrô até o dia 05 de junho de 2024;
  • Aumento no valor percebido a título do Programa de Participação dos Resultados 2023: o Metrô se compromete a apresentar até o dia 05 de junho de 2024 uma proposta de pagamento de abono, incluindo tanto os empregados efetivos como aqueles que, no curso do mencionado Programa, tenham sido desligados (hipótese em que o pagamento se dará pro rata, ou seja, proporcional aos meses trabalhados);
  • Atenção a pais e/ou responsáveis por dependente identificado com Transtorno de Espectro Autista: o Metrô se compromete a formar grupo de trabalho, com representação paritária entre a Empresa e o Sindicato, que, no prazo de 90 (noventa) dias, deverá sugerir à Diretoria do Metrô a criação de normas, de procedimentos e de boas práticas em relação ao tema. Haverá, neste grupo trabalho, a participação do setor de Serviço Social da Companhia;
  • Retorno do serviço de transporte (Van) no Estacionamento Pátio Belém: o Metrô se compromete a reavaliar o assunto trazido pelo Sindicato, sinalizando, desde já, que considera restabelecer um serviço de transporte com horários de partidas previamente estabelecidos;
  • Regularização da posse exercida pelo Sindicato sobre a Área de Lazer – Uni 27: o Metrô se compromete a enviar a minuta do respectivo instrumento jurídico para assinatura do Sindicato, até a data de 05 de junho de 2024.

O Metrô ainda condiciona apresentação destas propostas à não decretação da greve em assembleia no dia 21 de maio de 2024.

O Metrô esclarece que todos os demais pleitos formulados pelo Sindicato durante as reuniões de negociação e não mencionados neste ofício serão respondidos conclusivamente pela Companhia até o dia 05 de junho de 2024. Registra, por fim, que as obrigações aqui assumidas pelo Metrô somente serão exigíveis sob a condição de que o Sindicato não aprove realização de greve em sua próxima Assembleia agendada para a data de 21 de maio de 2024.

O documento é assinado pelo Assessor Técnico do Núcleo de Relações Sindicais e Coordenador da Comissão de Negociação Salarial, o advogado, Paulo Eduardo José Rodrigues Filho.

Como mostrou o Diário do Transporte, o desembargador relator do TRT 2ª Região (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), Davi Furtado Meirelles, determinou que, caso ocorra uma greve de Metrô em Paulo no dia 22 de maio de 2024, sejam garantidos nos horários de pico das 6h00 às 9h00 e das 16h00 às 19h00.

Na demais horas, a frota em operação deve ser de 50%.

A decisão é da última sexta-feira, 17 de maio de 2024, e atende parcialmente a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô/SP.

Em caso de descumprimento, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo pode receber multa de R$ 100 mil por dia.

MATÉRIA ANTERIOR:

Greve de Metrô em São Paulo: Justiça determina frota de 100% dos serviços no dia 22 de maio nos horários de pico (Veja a decisão na íntegra)

Nas demais horas, frota deve ser de 50%. Multa é de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento. No dia 21, audiência no TRT vai tentar evitar greve

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

O desembargador relator do TRT 2ª Região (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), Davi Furtado Meirelles, determinou que, caso ocorra uma greve de Metrô em Paulo no dia 22 de maio de 2024, sejam garantidos nos horários de pico das 6h00 às 9h00 e das 16h00 às 19h00.

Na demais horas, a frota em operação deve ser de 50%.

A decisão é desta sexta-feira, 17 de maio de 2024, e atende parcialmente a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô/SP.

Em caso de descumprimento, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo pode receber multa de R$ 100 mil por dia.

O magistrado ainda determinou uma audiência presencial entre o sindicato e o Metrô às 16h no dia 21 de maio para que as negociações prossigam e a greve seja evitada. No mesmo dia será realizada uma assembleia.

Para obter a decisão, o Metrô alegou a essencialidade do serviço.

Outra determinação é que a partir da zero hora do dia 22, oficiais de Justiça irão ao CCO (Centro de Controle Operacional) do Metrô, na Rua Vergueiro, no Paraíso, para acompanhar o cumprimento dos índices mínimos da frota, em caso de greve.

Como mostrou o Diário do Transporte, os metroviários das linhas de operação estatal decidiram entrar em greve por reajuste salarial, participação nos resultados e contra as privatizações e terceirizações.

As linhas são 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha de metrô e 15-Prata de monotrilho.

Uma assembleia na noite de terça-feira, 21 de maio de 2024, deve confirmar ou descartar a greve.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/05/15/metroviarios-de-sao-paulo-decretam-greve-na-proxima-quarta-feira-22/

ÔNIBUS:

Já no dia 30 de junho de 2024, o risco é de o paulistano ficar sem ônibus.

Motoristas e cobradores das linhas municipais da capital paulista ameaçam entrar em greve caso as negociações com as empresas não avancem

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/05/16/greve-de-onibus-em-sao-paulo-pode-ocorrer-no-dia-30-de-maio-se-nao-houver-acordo-com-as-viacoes-anuncia-sindicato/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Admin disse:

    Pra parar tem que para tudo. Para metrô e outros transportes funcionarem não adianta nada.

  2. Lucas disse:

    Não há motivo para greve. A Cia está disposta a negociar. Errado é por conta de uma desvairada que preside o sindicato, eu e tantos outros sermos prejudicados.

  3. Jose Antônio disse:

    Avisa a população que o metrô teve prejuízo,mas o governo pagou 238 milhões a via calamidade por passageiros não transportados durante a pandemia aí está a fonte do prejuízo do metrô, quem recebe R$4,38 por passageiros foi ressarcido enquanto o metrô é cptm receberam R$0,38 por passageiros

  4. José disse:

    Tem que privatizar essas linha urgente, essa gente só pensa em fazer tumulto para prejudicar a população e dizer que está tudo errado, ganhando bem essa classe só pensa neles.
    Governador por favor acaba logo com esses que se diz funcionário do metrô, vende para empresa que vai melhorar essas redes com compromisso.
    Tita esse ptista do comando.
    Povo miserável destruído.

Deixe uma resposta para JoséCancelar resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading