SERVIÇO: Linha 627M-10 de ônibus elétrico do Aquático ao Terminal Santo Amaro tem 20 minutos de intervalos e circular 606C-10 faz trajeto em 10 minutos
Publicado em: 14 de maio de 2024
Serviços começaram nesta segunda-feira (13) com início do Aquático
ADAMO BAZANI
Com o início das operações do Aquático-SP, na represa Billings entre os parques Cantinho do Céu e Mar Paulista, duas linhas de ônibus passaram a operar na zona Sul de São Paulo para fazer conexão entre o sistema hidroviário e os serviços de ônibus, trem e metrô na região.
Enquanto está em operação experimental, que deve durar aproximadamente seis meses, não há cobrança de tarifa dos barcos, que nesta primeira semana funcionam das 10h às 16h.
Porém, nos ônibus, a tarifa já é cobrada: R$ 4,40, podendo ser usado Bilhete Único ou dinheiro para pagamento.
As linhas de ônibus que fazem conexão com o Aquático são:
627M-10 Mar Paulista – Term. Sto. Amaro, com 20 minutos de intervalo, em média, das 8h30 às 16h40 nesta primeira semana. O tempo de trajeto aproximado é de 42 minutos
606C-10 Cantinho do Céu – Circular, com intervalos entre 10 e 20 minutos, em média, das 9h40 às 16h50. O tempo estimado de trajeto é de 10 minutos.
Veja alguns detalhes das linhas:
- 627M-10 Mar Paulista – Term. Sto. Amaro
A nova linha ligando o Mar Paulista ao Terminal Santo Amaro oferece viagens semiexpressas para que o deslocamento dos passageiros seja ainda mais rápido. As viagens da linha 627M-10 Mar Paulista – Term. Sto. Amaro que partem somente após a chegada do Aquático-SP têm como destino o Terminal Santo Amaro parando em apenas três pontos estratégicos durante o caminho: a Av. Miguel Yunes, 485 e a Av. das Nações Unidas nos numerais 20.201 e 22.013.
Partidas (nesta semana) – de 20 em 20 minutos: das 8h30 às 16h40
Tempo de percurso aproximado: 42 minutos
Horários (sujeitos a alterações):
08:30;08:50;09:10;09:30;09:45; 10:00;10:20;10:40;11:00;11:20; 11:40;12:00;12:20;12:40;13:00; 13:20;13:40;14:00;14:20;14:40; 15:00;15:20;15:40;16:00;16:20; 16:40
Itinerário: R. Do Mar Paulista, R. Do Sossego, R. Do Mar Paulista, Estr. Do Alvarenga, Av. Emerico Richter, Av. Nsa. Sra. Do Sabará, Ac. Acesso, R. Miguel Yunes, Av. Das Nações Unidas (Marginal Pinheiros), Av. Pe. José Maria, Ac. Acesso, Term. Sto. Amaro (Term. Sto. Amaro)
Empresa Operadora: MobiBrasil
- 606C-10 Cantinho do Céu – Circular
Tipo circular na região do Cantinho do Céu, integrando o Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu aos demais itinerários que atendem o bairro.
Partidas (nesta semana) – de 10 a 20 minutos: das 09h40 às 16h50
Horários (sujeitos a alterações):
09:40; 09:50; 10:10; 10:30; 10:50; 11:05; 11:20; 11:35; 11:50; 12:05; 12:20;12:35;12:50;13:10;13:30; 13:50;14:10;14:30;14:50;15:05; 15:20;15:35;15:50;16:05;16:20; 16:3516:50
Tempo de percurso aproximado: 10 minutos
Itinerário: R. Nsa. Sra. de Fátima, R. Cairu, R. Francisco Inácio Solano, R. Boa Vista, R. Nsa. Sra. De Fatima.
Empresa Operadora: Transwolff
Aquático-SP: Hidroviário é integrado a ônibus elétricos e prefeito diz que represa Guarapiranga também vai receber sistema de transportes (OUÇA)
Nesta semana, serviços serão das 10h às 16h, com ampliação gradativa; Prefeitura passa a ser responsável pelos dois barcos que eram da Transwolff e ainda alugou um terceiro por três meses; Estreia na Billings foi com susto por fumaça em motor
ADAMO BAZANI/GUILHERME STRABELLI
Um pequeno susto marcou o início de operações com passageiros no Aquático-SP na manhã desta segunda-feira, 13 de maio de 2024.
A embarcação da viagem inaugurou teve fumaça no motor.
Mas o trajeto seguiu normalmente e os técnicos no local disseram que o problema pode ocorrer no início porque o motor é novo.
O sistema de transportes, depois de vários adiamentos, passou a operar com passageiros, ainda de forma reduzida, das 10h às 16h.
Com os ajustes operacionais e adaptação dos usuários, os horários vão ser ampliados gradativamente. A expectativa é de que na próxima semana passe a ser de 10h às 17h.
A prefeitura está com os dois barcos que eram da Transwolff, empresa de ônibus que está sob intervenção após investigações que apuram supostas ligações da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Um dos barcos, que inicialmente transporta 60 pessoas, já está atuando nas operações assistidas, que devem durar cerca de seis meses. O outro barco está em ajustes a pedido da Marinha.
Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura alugou por três meses, ao custo total de R$ 45 mil, um terceiro barco, para 30 pessoas, que está também em funcionamento nas operações assistidas.
Relembre:
O Aquático serve a uma região com 385 mil pessoas.
INTEGRAÇÃO COM ÔNIBUS ELÉTRICOS:
Como já havia adiantando o Diário do Transporte, a prefeitura deu início a serviços de ônibus integrados ao Aquático-SP.
Segundo a prefeitura, as linhas que vão se conectar diretamente com o Aquatico-SP são operadas por ônibus elétricos.
A nova linha ligando o Mar Paulista ao Terminal Santo Amaro oferece viagens semiexpressas para que o deslocamento dos passageiros seja ainda mais rápido. As viagens da linha 627M-10 Mar Paulista – Term. Sto. Amaro que partem somente após a chegada do Aquático-SP têm como destino o Terminal Santo Amaro parando em apenas três pontos estratégicos durante o caminho: a Av. Miguel Yunes, 485 e a Av. das Nações Unidas nos numerais 20.201 e 22.013.
A linha já é tarifada: R$ 4,40, com uso do Bilhete Único ou dinheiro.
Também há a linha 606C-10 Cantinho do Céu do tipo circular na região do Cantinho do Céu, integrando o Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu aos demais itinerários que atendem o bairro.
GUARAPIRANGA:
Segundo o prefeito Ricardo Nunes, a represa Guarapiranga também terá um Aquático semelhante, entre a região da Avenida dos Funcionários Públicos e região da Avenida Atlântica, também na zona Sul.
De acordo com o Nunes, o projeto básico da Guarapiranga já está pronto, mas não há previsão de início.
Sobre a ampliação na região do Parque Residencial do Cocaia, Nunes disse que o projeto está avançado.
“A gente vai fazer lá na represa Guarapiranga. Deve sair lá do final da Avenida dos Funcionários Públicos e ir até a Avenida Atlântica. Está em estudos ainda. Mas a gente já está trabalhando para implantar também na Represa Guarapiranga. O projeto básico a gente já tem da Guarapiranga. Agora acho que deve ficar para o meu plano de governo do ano que vem. Muito dificilmente a gente vai conseguir fazer neste ano. Aqui a gente teve muitas paralisações, acabou atrasando bastante. Quando a gente coloca o primeiro, já monta equipe, acho que lá, quando a gente começar, vai estar mais fácil (obter) as licenças. Era tudo muito novo para a gente. Agora acho que já está pacificado qual licença é necessária, qual documento é necessário”. – disse Nunes.
DETALHES:
Por meio de nota, a prefeitura detalha as operações. Veja abaixo:
O Aquático-SP, primeiro transporte hidroviário público de São Paulo, entra em operação nesta segunda-feira (13) na represa Billings, Zona Sul, e irá beneficiar 385 mil pessoas dos bairros de Grajaú, Cocaia e Pedreira. Inaugurado pelo prefeito Ricardo Nunes, o novo modal de transporte irá reduzir consideravelmente o tempo de viagem do passageiro. O trajeto entre os terminais Cantinho do Céu e Parque Mar Paulista Bruno Covas tem um tempo de deslocamento de 17 minutos, enquanto de ônibus a duração é de 1h20.
A operação assistida vai funcionar das 10h às 16h, com viagens gratuitas até 31 de dezembro de 2024. O veículo Bororé I irá operar apenas com passageiros sentados durante este momento, com capacidade para até 60 passageiros. Haverá também o Biguá2, um barco de apoio à operação assistida, que poderá transportar até 30 pessoas.
Além de garantir maior agilidade e rapidez nos deslocamentos, o Aquático-SP terá total integração com o transporte por ônibus, com a utilização do Bilhete Único, e inauguração de duas novas linhas de ônibus, melhorando a mobilidade da região.
Trajeto
As embarcações farão a ligação entre os terminais Cantinho do Céu e o Parque Mar Paulista Bruno Covas, num percurso de 5,6 quilômetros, pela Represa Billings, realizado em cerca de 17 minutos, sem considerar os tempos de manobra, embarque e desembarque. Atualmente, de ônibus, a viagem dura cerca de 1h20.
Portanto, haverá significativa redução nos deslocamentos da população rumo a regiões como Santo Amaro e o Centro da cidade. Durante a operação assistida, o Aquático-SP estará sob responsabilidade direta da SPTrans, empresa que gerencia o transporte público municipal.
As embarcações
O Bororé I é acessível, com espaço para cadeirante, área para bicicletas, ar-condicionado, tomadas USB, televisão, conexão de internet e sanitário, inclusive acessível para pessoas com mobilidade reduzida.
Os terminais do Aquático-SP serão operados pela concessionária SPS VivaCidade – responsável pela operação de outros dez terminais urbanos na cidade e contarão, cada um, com bicicletário com 50 vagas, ampliando ainda mais a integração a outros modais de transportes. Além disso, o Bororé I terá espaço para bicicletas embarcadas.
Novas linhas
Para garantir a mobilidade e integração entre os sistemas de ônibus e hidroviário, os passageiros passarão a contar com duas novas linhas de ônibus elétricos.
A nova linha ligando o Mar Paulista ao Terminal Santo Amaro irá oferecer viagens semiexpressas para que o deslocamento dos passageiros seja ainda mais rápido. As viagens da linha 627M-10 Mar Paulista – Term. Sto. Amaro que partirem após a chegada do Aquático-SP irão a Santo Amaro parando em apenas três pontos estratégicos durante o caminho: a Av. Miguel Yunes, 485 e a Av. das Nações Unidas nos numerais 20.201 e 22.013.
No Terminal Santo Amaro, um dos maiores da cidade e com mais de 60 opções de linhas, o passageiro poderá se deslocar para toda a cidade por meio dos ônibus e também pelo sistema metroferroviário.
A 606C-10 Cantinho do Céu será circular na região do Cantinho do Céu, integrando o Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu aos demais itinerários que atendem o bairro.
Licenciamento
O projeto do Aquático-SP conta com toda a segurança operacional e ambiental prevista, e tem o aval de todos os órgãos ambientais e de navegação necessários.
TERMINAIS:
Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista
Localizado na rua de mesmo nome, em Pedreira, o Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista está em obras e contará com área de espera, ar-condicionado, acessibilidade, bicicletários, plataforma flutuante de embarque e integração com o sistema municipal de transporte por ônibus. A Rua Mar Paulista passa por recapeamento, além de receber novas calçadas, guias e sarjetas para facilitar a circulação de pedestres pelo local.
A SPTrans está construindo uma parada de ônibus específica para receber os coletivos da nova linha Terminal Pedreira – Terminal Santo Amaro, durante a operação assistida. A nova linha terá intervalo de partida a cada 15 minutos e seu principal objetivo é a ligação entre o atracadouro e o Terminal Santo Amaro, polo de interesse da região. A parada está localizada ao lado do acesso ao Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista e já foi pavimentada. Atualmente está sendo feita a instalação dos pontos com abrigo para os passageiros, além da implantação do piso tátil.
Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu
Com o nome idêntico do parque no qual está instalado, no bairro do Cocaia, região do Grajaú, o Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu tem a mesma infraestrutura para receber os passageiros do Aquático-SP com ar-condicionado, acessibilidade, área de espera, integração com o sistema municipal de transporte, além de bicicletário. A partir do início da operação assistida, será implantada uma linha circular no Cantinho do Céu, com ligação direta ao atracadouro, com intervalo de 12 minutos entre as partidas.
O Diário do Transporte mostrou em primeira mão em 19 de janeiro de 2024, o primeiro deslocamento em água de uma das duas embarcações compradas pela empresa de ônibus Transwolff, que vai operar o sistema de transporte Aquático da capital paulista na zona Sul.
A SPTrans trouxe mais informações ao site sobre a movimentação.
De acordo com a gerenciadora dos transportes da cidade, trata-se do primeiro deslocamento para posterior realização de testes de equipamentos internos, como ar-condicionado, sistemas elétricos, hidráulicos e motor.
Ainda segundo a SPTrans, a data será definida para o início da operação assistida.
A promessa é reduzir o tempo de viagem entre os dois pontos, do Parque Cantinho do Céu ao Parque Mar Paulista e vice-e-versa, de 1h20 (hoje por ônibus) para cerca de meia hora pela represa Billings nas embarcações.
“A SPTrans esclarece que não foi realizada viagem do Aquático-SP nesta sexta-feira (19).
Uma das embarcações que irá operar no Aquático-SP foi colocada na água na Represa Billings para que fosse levada ao ponto onde serão realizados os testes e ajustes internos do veículo como nos sistemas elétricos, hidráulicos, motor e no ar-condicionado, por exemplo.
A SPTrans está preparando a operação assistida que será o primeiro trecho do Aquático SP. A viagem neste trajeto será realizada entre Cantinho do Céu, no Grajaú, e Mar Paulista. A embarcação terá capacidade para 60 passageiros e mais dois espaços para cadeiras de rodas.
O Aquático SP será o primeiro modo de transporte coletivo por embarcações na cidade. O projeto consta no Programa de Metas 2021-2024 e o transporte hidroviário está previsto no Plano Diretor Estratégico e no Plano de Mobilidade. O Sistema de Transporte Público Hidroviário será implantado na Represa Billings. A chegada das embarcações ocorrerá de maneira gradativa, paralelamente à realização das obras de adequação na região.
Mais detalhes e informações sobre o Aquático-SP serão divulgados posteriormente.”
Como havia mostrado o Diário do Transporte, foi assinado um termo de aditamento ao contrato que a Transwolff tem para operar os ônibus Lote D10, do subsistema local de distribuição.
As duas embarcações têm capacidade para transportar 60 pessoas sentadas, duas portas laterais exclusivas, para embarque e desembarque, espaço para cadeirantes, além de espaço para bicicletas, além de ar-condicionado, tomada USB e televisão.
Além disso, a Transwolff comprará outra embarcação de apoio, para utilização em ocorrências de resgate, manutenção, transporte de materiais, etc.
O valor mensal de remuneração por embarcação está fixado em R$ 122.064,00.
Já para a embarcação de apoio, o valor mensal foi estabelecido em R$ 38 mil (R$ 37.938,91).
Mas a companhia estuda repassar a operação para outra empresa.
De início serão duas embarcações entre os parques Cantinho do Céu e Mar Paulista na Represa Billings, na zona Sul da capita paulista.
Segundo a SPTrans, em nota, quem mora no Cantinho do Céu e precisa ir até a região da Pedreira tem de viajar por 1h20 utilizando duas linhas de ônibus. A previsão é de que a ligação por barco reduza significativamente esse tempo de viagem. O trajeto desta operação será feito em aproximadamente 30 minutos. O intervalo entre viagens também será de 30 minutos. O transporte hidroviário na represa Billings beneficiará diretamente 385 mil moradores da Zona Sul de São Paulo.

TERRENO CEDIDO PELA EMAE
Como mostrou o Diário do Transporte, a SPTrans assinou contrato particular de concessão de uso de área de oito mil metros quadrados (8.142,00 m²) com a EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia, vinculada ao governo do estado de São Paulo. (Relembre)
A área, situada próxima à rua do Mar Paulista e ao reservatório Billings, será utilizada com a finalidade exclusiva de implantação do Aquático, projeto piloto do sistema de transporte público hidroviário. O prazo do contrato, firmado em março deste ano, era de 11 meses.
Na edição desta terça-feira (29) do Diário Oficial do Estado foi publicada a prorrogação de prazo da cessão desse terreno, com vigência de 16 de janeiro de 2024 a 15 de janeiro de 2027.

AVANÇOS
A Prefeitura de São Paulo segue avançando no caminho da implantação do primeiro modo de transporte coletivo por embarcações na cidade, o “Aquático”, situado na represa Billings.
Após uma série de ações integradas, que envolvem desde a desapropriação de áreas, até a composição de corredores de ônibus, e mais recentemente a homologação da licitação da empresa que vai desenvolver estudos, laudos, projetos funcional e básico, além de estudos e licenciamento ambiental do sistema de Transporte Hidroviário, a SPTrans publicou nesta sexta-feira, 06 de janeiro de 2023, procedimentos para a contratação da execução de levantamentos batimétricos multifeixe em áreas da represa Billings.
A licitação será realizada na forma eletrônica, pelo modo de disputa fechado, do tipo menor preço.
O limite para recebimento das propostas, data em que serão abertos os envelopes, está marcado para 31 de janeiro de 2023 às 10h.
Os levantamentos batimétricos são realizados para medir profundidades associadas a uma posição da embarcação na superfície da água.
As profundidades são de extrema importância para que seja possível visualizar a topografia submersa.
De acordo com a Marinha brasileira, o ecobatímetro multifeixe obtém as profundidades sobre uma faixa e não somente ao longo da linha de sondagem como no método tradicional.
Isso permite obter uma grande quantidade de profundidades, cobrindo o leito e garantindo que todos os perigos sejam encontrados e delimitados.
O “Aquático”, com cerca de 3km de extensão, será integrado aos demais sistemas de transportes. Para isso, terá atracadouros e terminais de ônibus para permitir a transferência dos usuários entre os modais.
Ou seja, ele se integrará aos corredores de transporte de ônibus, garantindo a multimodalidade e o uso do Bilhete Único em todo o sistema.
A prefeitura, desde o início do ano de 2022, vem promovendo uma série de medidas que, integradas, possibilitam a implantação do sistema Aquático.
Numa das mais recentes, publicada no Diário Oficial de 17 de novembro de 2022, o prefeito Ricardo Nunes publicou dois novos decretos declarando de utilidade pública, para fins de desapropriação, imóveis particulares destinados à continuidade dos preparativos para implantar o projeto de transporte na Billings.
No primeiro decreto, os imóveis particulares estão situados no Distrito do Grajaú, Subprefeitura da Capela do Socorro, e são necessários para a implantação do acesso ao Terminal Atracadouro Cocaia. A área total abrange 348,57 metros quadrados.
Já no segundo decreto, os imóveis somam 12.853 metros quadrados, localizados no Distrito de Pedreira, Subprefeitura de Cidade Ademar, e serão utilizados para a implantação do Estaleiro Pedreira.
No caso do Cocaia, em 14 de fevereiro deste ano o prefeito declarou de utilidade pública área destinada ao Terminal de ônibus Cocaia, equipamento planejado para ser implantado próximo à Estrada Canal do Cocaia. Com isso, tanto os modais ônibus como barcas já estão atendidos em uma das pontas da travessia. Faltava, portanto, definir a área do atracadouro, agora contemplada.
O Terminal Pedreira, como mostrou o Diário do Transporte, também já foi atendido. No dia 06 de julho passado, Ricardo Nunes publicou decreto de utilidade pública contemplando cerca de 22 mil metros quadrados de imóveis particulares para a implantação do Terminal Atracadouro Pedreira, em Cidade Ademar. Este Terminal acomodará linhas de ônibus da localidade, permitindo a transferência dos usuários do sistema de ônibus para as embarcações de travessia aquática entre Cocaia e Pedreira.
Todos estes atos vão compondo o quebra-cabeça necessário ao funcionamento do Aquático, com a implantação de corredores de ônibus que darão acesso ao sistema (Sabará e Miguel Yunes), além dos terminais para os coletivos da SPTrans, que funcionarão integrados com os atracadouros.
Na edição do Diário Oficial de 09 de setembro, a empresa gerenciadora do transporte da capital publicou também aviso de licitação para desenvolvimento dos projetos executivos do Corredor de ônibus Sabará. O certame é destinado a contratar serviços especializados de engenharia para a consolidação dos projetos básicos e desenvolvimento dos projetos executivos para a obra do Corredor de ônibus Sabará. A data de entrega das propostas é 21 de novembro.

O decreto dando início à desapropriação de áreas para a implantação do corredor Miguel Yunes foi publicado no Diário Oficial de 12 de janeiro de 2022, como noticiou o Diário do Transporte. O Corredor, também na zona sul da Capital, tem 4,8 km de vias exclusivas para ônibus. Os imóveis particulares estão situados no Distrito de Campo Grande, Subprefeitura de Santo Amaro, necessários à implantação do Miguel Yunes. Relembre: Prefeitura de São Paulo desapropria área para implantação de corredor Miguel Yunes, Zona Sul da capital
TRAVESSIA COMO PARTE DO HIDROANEL METROPOLITANO
Para o consultor Frederico Bussinger, que ocupou diversos cargos na área de transporte do estado e da capital paulista, caso a desapropriação das áreas tanto para os atracadouros, como para os corredores de ônibus sejam concluídas, e os corredores de ônibus implantados, o projeto do Aquático fica exequível.
Ele ressalta que pode-se grosso modo dizer que há dois tipos de transporte hidroviário. “Há os longitudinais (que seguem curso de rios) e os de travessias (como é o caso do Aquático da Billings). As travessias em geral são mais viáveis, pois sua alternativa, normalmente, são caminhos/estradas bem mais longas – ou seja, eles cortam caminho”.
Frederico diz que os longitudinais, por terem alternativas concorrentes (geralmente rodovias/avenidas), nem sempre são viáveis. “Ou não o são em todas as circunstâncias. É o caso da navegação pelos Rios Tietê e Pinheiros (parte do Hidroanel): para mim só são viáveis para Cargas (pessoas não – pois as “linhas de desejo” lhe são ortogonais) e, bem assim, por razões para além da economia direta (emissões, redução de congestionamentos, etc)”, completa Bussinger.
Bussinger faz questão de ressaltar, entretanto, que essas travessias são parte do projeto do Hidroanel Metropolitano. “A conexão entre as represas e rios daria a São Paulo cerca de 170 a 190 km de águas navegáveis, que auxiliariam também no abastecimento dos municípios e controle de cheias”.
Apesar do avanço, ele lamenta uma grande dificuldade que se tem para a implementação do transporte hidroviário na Região Metropolitana de São Paulo: as visões pontuais, fragmentadas… “agora é a travessia”, diz o consultor.
“A meu ver é importante que se tenha a visão de conjunto, e que se saiba a casa que cada tijolinho está ou pode estar construindo”. E ilustra melhor sua noção de conjunto:
“Antes tratou-se isoladamente do projeto imobiliário na região da Usina da Traição (entroncamento da Av. Marginal Pinheiros com a Av. Bandeirantes)… Antes a eclusa da Penha (ora sendo concluída). Antes o aprofundamento das Calhas. Antes a eclusa do Cebolão …. e assim por diante”, conclui Bussinger.

Simulação do Aquático, na proposta de atracadouro em tração. A primeira fase do projeto será entre as regiões de Estrada da Cocaia e o bairro de Pedreira. Imagem: Grupo Metrópole Fluvial/FAU-USP
AQUÁTICO
O “Aquático” será integrado aos demais sistemas de transportes. Para isso, terá atracadouros e terminais de ônibus para permitir a transferência dos usuários entre os modais.
A São Paulo Transporte S/A (SPTrans) estima que com a implantação do sistema de travessia da represa por barcos, reduzirá o tempo de deslocamento dos moradores entre as regiões da Estrada da Cocaia e o bairro de Pedreira, além de beneficiar também a região do Grajaú. A demanda prevista é de 10 mil passageiros por dia útil.
Vale lembrar que Ricardo Nunes, então vereador da capital em 2014, propôs um projeto que previa a incorporação do Sistema de Transporte Público Hidroviário de São Paulo (STPHSP) à rede de transporte coletivo.
Aprovada e depois promulgada no mês de junho daquele ano, a Lei 16.010/2014 determina integrar o transporte por rios e represas da cidade ao sistema de transporte por ônibus e trilhos, tudo pago com o Bilhete Único. Pela Lei, os portos estarão integrados ao sistema de ônibus, metrôs e trens.

Aprovada e depois promulgada no mês de junho daquele ano, a Lei 16.010/2014 determina integrar o transporte por rios e represas da cidade ao sistema de transporte por ônibus e trilhos, tudo pago com o Bilhete Único. Pela Lei, os portos estarão integrados ao sistema de ônibus, metrôs e trens.

Uma vez eleito, o falecido prefeito Bruno Covas incluiu em seu Plano de Metas, hoje aprovado pela Câmara, a implantação do Sistema de Transporte Público Hidroviário na represa Billings. A proposta inclui a construção de atracadouros integrados a terminais de ônibus para embarque e desembarque na rede de transporte público hidroviário.
CONVÊNIO COM A USP
No Diário Oficial de 19 de julho de 2022, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU/USP) divulgou Termo de Cooperação Técnica firmado com a SPTrans – São Paulo Transportes dedicado ao estabelecimento de cooperação para “buscar subsídios técnicos e científicos envolvendo a futura implantação do Sistema de Transporte Público Hidroviário (STPHSP)”.
O convênio, que não envolverá custos, visa a promoção da melhoria da mobilidade urbana no Município de São Paulo, a partir de dados fornecidos pela SPTrans e estudos conjuntos desenvolvidos entre a Faculdade e a empresa municipal.
O “Aquático”, com cerca de 3km de extensão, será integrado aos demais sistemas de transportes. Para isso, terá atracadouros e terminais de ônibus para permitir a transferência dos usuários entre os modais. Ou seja, ele se integrará aos corredores de transporte de ônibus, garantindo a multimodalidade e o uso do Bilhete Único em todo o sistema. Relembre: SPTrans e USP assinam termo de cooperação para estudos de implantação do Aquático, sistema de transporte público hidroviário

Modelo na utilização do transporte hidroviário, Londres possui alguns barcos com acesso à internet sem fio e lanchonetes. Apesar da importância histórica, hidrovias londrinas passaram por um processo de abandono e foram recuperadas apenas nos anos 1960.






Adamo Bazani, jornalistas especializados em transportes

