Diário do Transporte noticiou relatório da SPTrans em primeira mão; IQT mostra que o pior desempenho é entre empresas que surgiram de cooperativas
ADAMO BAZANI
Colaborou Guilherme Strabelli
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes comentou na manhã desta segunda-feira, 29 de abril de 2024, o aumento de 29,3% em 2023 no número de reclamações sobre os serviços de ônibus na cidade, dado trazido em primeira mão pelo Diário do Transporte. Sobre a alta de 8,4% no valor dos subsídios, o chefe do executivo paulistano atribuiu o fato principalmente ao congelamento das tarifas por quatro anos.
Relembre:
Segundo Nunes, o paulistano está “mais exigente” e a obrigação da prefeitura é fazer a fiscalização e aplicar multas às irregularidades cometidas pelas empresas de ônibus.
“O que a gente tem feito são as aplicações de multa e cobrança para melhoras no transporte. Agora, é natural que as pessoas vão sendo mais exigentes, e assim que tem que ser, em fazer suas solicitações, suas reclamações e que a prefeitura tem que fazer o seu papel, que é multar, fiscalizar e cobrar para melhorar. É o que a gente tem feito de forma bastante consistente. É o nosso objetivo, melhorar o transporte coletivo” – disse Nunes.
O Diário do Transporte noticiou às 06h03 que o relatório de administração da SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia as linhas de ônibus da cidade, aponta que este crescimento de 29,3% nas reclamações pelo Portal 156 da Prefeitura de São Paulo, significa que, em 2022, foram 59 mil 721 reclamações, enquanto que, al longo de todo o ano de 2023, foram 77 mil 254 mil queixas. Ou seja, em 2023, foram 17 mil 533 reclamações a mais que em 2022, o que dá o crescimento de 29,3% de reclamações.
A reportagem também mostrou em primeira mão que as compensações tarifárias do sistema, que são os subsídios, cresceram 8,4% em 2023 em comparação com 2022.
Em 2022, os subsídios foram de R$ 5,2 bilhões e em 2023, foram de R$ 5,6 bilhões.
Para Ricardo Nunes, além do congelamento no valor das tarifas por quatro anos, a queda no número de passageiros também é uma das explicações para os subsídios terem aumentado.
“O subsídio aumenta porque a gente está com a tarifa congelada há quatro anos. É o quarto ano consecutivo que mantemos a tarifa congelada em R$ 4,40 dentro de uma visão não só tarifária, mas uma visão de política pública de mobilidade, para atrair passageiros ao transporte coletivo. A gente tinha, em 2019, 9 milhões de passageiros por dia, hoje são 7 milhões de passageiros, então as ações da prefeitura são constantes para a gente poder estar melhorando o uso do transporte”. – disse o prefeito.
Na agenda ainda na manhã desta segunda-feira, 29 de abril de 2024, dia em que o Diário do Transporte noticiou em primeira mão o relatório, o prefeito Ricardo Nunes ainda destacou a qualidade da frota dos ônibus de São Paulo.
“Estou vendo aqui, agora, vários ônibus passando aí. São ônibus novos, têm menos de dez anos. Nós temos mais de 90% dos nossos ônibus com ar-condicionado, mais de 80% com USB”. – disse o prefeito.
O Diário do Transporte ainda noticiou que as empresas de ônibus também receberam mais multas em 2023 na comparação com 2022.
Segundo o relatório da SPTrans, em 2023, foram emitidos 307 mil e 18 autos de infração, totalizando quase R$ 68 milhões (R$ 67.869.181,52).
O aumento no total de multas contra as empresas de ônibus em 2023, é de 3,6% em comparação aos 296 mil 347 emitidos em 2022, que somaram R$ 61,8 milhões (R$ 61.808.422,39)
IQT DA SPTRANS:
Ainda sobre o relatório de administração da SPTrans, noticiado em primeira mão pelo Diário do Transporte às 06h03 desta segunda-feira, 29 de abril de 2024, a reportagem trouxe o IQT (Índice de Qualidade do Transporte) da gerenciadora das linhas de ônibus municipais da capital paulista. É uma avaliação sobre frota, qualidade dos serviços prestados, sustentabilidade econômica e cumprimento das exigências estipuladas nos contratos.
Como o mostrou o Diário do Transporte, é nas periferias da cidade de São Paulo, as empresas de ônibus com as piores avaliações pelo IQT.
As periferias representam o Grupo Local de Distribuição e são atendidas por empresas que se formaram a partir de cooperativas de transportes, algumas investigadas pelo Ministério Público, Receita Federal e Polícias por supostas ligações com o crime organizado.
Veja a reportagem com todos os detalhes do IQT no Diário do Transporte:
Os resultados dos grupos Estrutural (de linhas de corredores com ônibus grandes) e de Articulação Regional (linhas com ônibus padrons entre regiões), que são operadas por empresas tradicionais, foram melhores no segundo semestre de 2023.
Gato Preto, Gatusa e Santa Brígida, ainda segundo o IQT, chegaram a obter meses com resultado “ótimo.
O segundo semestre de 2024 se refere ao quinto ciclo de avaliação do IQT.
Segundo o relatório, neste ciclo que abrangeu os meses de julho a dezembro/2023, um total de 21 empresas foram classificadas com conceito “Bom” e 17 “Regular”.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
