CPTM, EMTU e Metrô de SP ampliam acessibilidade com projetos para atender passageiros com deficiência auditiva

Foto: Diário do Transporte/Adamo Bazani

Plataforma digital e treinamento de colaboradores são iniciativas visando a inclusão nos Transportes Metropolitanos

YURI SENA

O Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais é uma data comemorada em 24 de abril e tem como objetivo promover a inclusão social das pessoas com deficiência auditiva. Para isso, as empresas ligadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) – CPTM, EMTU e Metrô – realizam ações para atender os passageiros surdos.

Essa data é especial porque, em 24 de abril de 2002, a Lei 10.436 reconheceu a Libras como meio legal de comunicação e expressão para os surdos. Isso significa que a Libras é uma língua oficial no Brasil, assim como o português.

Para garantir a inclusão dos passageiros com deficiência auditiva, a CPTM disponibiliza a plataforma digital ICOM em suas 57 estações das cinco linhas. Essa plataforma permite o atendimento em Libras, facilitando a comunicação entre os passageiros surdos e os funcionários da CPTM.

A EMTU também adotou o sistema de comunicação ICOM, que está instalado na Central de Atendimento aos Passageiros Especiais – CAPEs São Paulo, localizada no Jabaquara. Quando um atendente precisa se comunicar com uma pessoa surda, ele utiliza o ICOM, que é uma central de tradução simultânea. Isso permite que o atendimento seja feito de forma rápida e eficiente, garantindo que o passageiro surdo receba toda a assistência necessária.

Essas ações são essenciais para promover a inclusão e garantir que todos os passageiros, independentemente de suas habilidades auditivas, possam utilizar o transporte público de forma segura e confortável. Através da Língua Brasileira de Sinais e das tecnologias de comunicação, é possível que todos sejam atendidos de maneira igualitária e tenham suas necessidades de comunicação atendidas.

O ICOM, uma iniciativa da AME (Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais), é um serviço muito importante que ajuda a promover a inclusão de pessoas com deficiência. Essa organização sem fins lucrativos trabalha há 25 anos nessa causa. O ICOM é um serviço de tradução simultânea em libras, que é a língua brasileira de sinais. Ele utiliza um sistema de intermediação por vídeo para facilitar a comunicação entre intérprete, pessoa surda e ouvinte.

Imagine que você está em uma estação de metrô e precisa se comunicar com alguém que é surdo. Com a ajuda do ICOM, você pode acionar o serviço e ter um intérprete de libras para ajudar na conversa. Isso é muito importante porque garante que todos possam se comunicar e entender uns aos outros.

Além disso, o Metrô oferece treinamento em libras para seus funcionários. Isso é feito para que eles possam atender melhor os passageiros com deficiência auditiva. O Metrô também está trabalhando na inclusão de pessoas com deficiências ocultas, como aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Todos os dias, o Metrô ajuda cerca de 2 mil pessoas com apoio a pessoas com deficiência visual e mobilidade reduzida. Isso é feito através de diferentes serviços e recursos que tornam a viagem mais acessível para essas pessoas.

Além de ensinar frases importantes em libras para o dia a dia, o curso oferece informações sobre como identificar e se comunicar com pessoas surdas, a cultura e identidade surda, além de abordar o que é deficiência e os diferentes níveis de perda auditiva. Tudo isso é feito para que possamos ter uma sociedade mais inclusiva e acolhedora para todos.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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