Eletromobilidade

Sistema de transporte da capital paulista terá 2.600 ônibus elétricos em 2024, mesmo com intervenção em duas empresas, garante SPTrans

Transwolff adquiriu 15 ônibus elétricos em novembro de 2019

Gerenciadora do transporte da capital paulista afirma que todos os contratos assinados com fornecedores de elétricos serão mantidos

ALEXANDRE PELEGI

A intervenção nas duas empresas do sistema de transporte coletivo da capital, Transwolff e Upbus, não vai mudar o cronograma da inserção de ônibus elétricos, prometida pela prefeito Ricardo Nunes em 2.600 unidades em 2024.

A Transwolff, ao lado da UpBus, da zona Leste, são alvo da Operação Linha Fina, do Ministério Público, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte coletivo da cidade.

O Diário do Transporte perguntou à SPTrans se as intervenções teriam algum impacto no programa de eletrificação da frota.

A resposta da empresa pública foi que “a meta de substituição de 20% da frota de ônibus da cidade por modelos movidos a energia limpa está mantida para 2024”.

A dúvida que fica é como estas duas empresas farão a aquisição de elétricos caso a intervenção persista, ou até mesmo implique num rompimento contratual.

A frota da capital tem hoje 117 ônibus elétricos com bateria.

No período de pouco menos de nove meses que ainda restam para fechar o ano, a SPTrans garantiu que a meta de renovação de 20% da frota será alcançada, mesmo com eventuais intervenções, como as atuais, que envolvem a Transwolff e a Upbus.

Para reforçar a resposta, a gerenciadora reiterou “que todos os contratos assinados com fornecedores serão mantidos durante a intervenção”.

Ou seja, mesmo se a intervenção persistir, os ônibus já encomendados pela Transwolff e Upbus serão adquiridos. Resta saber como será esta operação, no caso da haver um rompimento de contrato com as duas empresas.

No caso do Aquático, o prefeito revelou hoje que a prefeitura assumirá o sistema de transporte ainda não inaugurado, comprando os barcos já adquiridos pela Transwolff. Vale lembrar que a empresa que opera no extremo sul da capital paulista estava definida como a operadora oficial do sistema aquaviário na represa Billings. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/04/17/ouca-nunes-diz-que-prefeitura-de-sp-deve-comprar-barcos-da-transwolff-que-nao-vai-mais-operar-aquatico-mesmo-depois-da-intervencao/

No caso do Aquático, o prefeito garantiu que a Transwolff não vai mais operar mesmo com um possível fim da intervenção da prefeitura na empresa, que ocorre por determinação da Justiça.

Leia a íntegra da resposta da SPTrans:

Ao

Diário do Transporte

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que a meta de substituição de 20% da frota de ônibus da cidade por modelos movidos a energia limpa está mantida para 2024. Os ônibus estão sendo fabricados de acordo com a capacidade produtiva dos diversos fornecedores envolvidos no processo de construção.

A SPTrans reitera que todos os contratos assinados com fornecedores serão mantidos durante a intervenção.

 

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marcelo Figueiredo Pereira disse:

    Curioso que a Transwolff foi a pioneira dos elétricos na frota municipal em São Paulo.

  2. Rodrigo Zika disse:

    Não tem porque mudar, a Transwolff é a única ex cooperativa que têm elétricos padron na cidade.

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