Prefeitura de São Paulo libera mais R$ 37 milhões em subsídios para compra de ônibus elétricos para empresas Ambiental e Express Transportes Urbanos
Publicado em: 3 de abril de 2024
Até o momento SPTrans já autorizou créditos de R$ 117 milhões para três operadoras em projeto de eletrificação da frota
ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), como parte do projeto de eletrificação da frota, autorizou o empenho de mais recursos financeiros para empresas do Sistema de Transporte Coletivo da Capital.
As atendidas desta vez são as empresas Ambiental (R$ 19.610.956,26) e Express Transportes (R$ 17.431.961,12), totalizando mais de R$ 37 milhões.
Esta é a terceira autorização concedida pela SETRAM.
A Ambiental já foi atendida num primeiro despacho, com subsídio no valor de R$ 43 milhões (R$ 43.579.902,80). Na ocasião, a Viação Campo Belo também foi atendida com R$ 19 milhões (R$ R$ 19.610.956,26).
No segundo despacho a Mobibrasil foi atendida com empenho de quase R$ 16 milhões (R$ 15.720.025,04).
Na soma de todos os empenhos liberados até o momento, a prefeitura já autorizou R$ 117 milhões no projeto de eletrificação da frota.
Estes recursos financeiros, transferidos pelo Município, serão utilizados pelas empresas operadoras para cobrir a diferença de valor na compra de um veículo elétrico e seu modelo correspondente na versão diesel.
Essa diferença de custo foi definida em Portaria conjunta das Secretarias Mobilidade e Trânsito e a Secretaria da Fazenda, que publicara uma tabela de referência para balizar a subvenção:

No início deste ano, o prefeito Ricardo Nunes publicou decreto definindo regras claras para a liberação de subsídios nos investimentos da eletrificação da frota do Sistema de Transporte da capital. Relembre:
Para definir o plano de subvenção às empresas operadoras, a prefeitura considerou alguns condicionantes, como o preço dos veículos elétricos que é, em média, 4,3 vezes superior aos ônibus a diesel.
Pelo modelo definido, a prefeitura realizará uma transferência de capital no montante referente à diferença entre os valores dos ônibus elétricos e seus equivalentes movidos a diesel.
Este valor corresponde a cerca de R$ 5,5 bilhões (entre operações de crédito externo, interno e recursos do Tesouro Municipal), ficando as concessionárias responsáveis pelos R$ 2,4 bilhões restantes.
As empresas de ônibus permanecerão investindo o montante equivalente aos ônibus a diesel, ficando ainda responsáveis pelos investimentos na infraestrutura de carregamento elétrico.
Como mostrou o Diário do Transporte nessa segunda-feira (01), o prefeito Ricardo Nunes quer a aprovação entre julho e agosto deste ano de 2024 os financiamentos para ônibus elétricos. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2024/04/01/nunes-quer-que-financiamentos-para-onibus-eletricos-sejam-aprovados-ate-agosto-e-elabora-manual-para-analisar-subsidios/
A data está no Plano de Trabalho/ Metas – 2024 da atual gestão, publicado no Diário Oficial da Cidade de 01º de abril de 2024.
A cidade assinou contratos com bancos nacionais e internacionais que somam R$ 5,75 bilhões.
De acordo com o texto publicado, a previsão está meta n° 50 do programa de metas 2021-2024. A ação *“organizará os procedimentos de concessão da subvenção e impulsionará a substituição da frota de ônibus por veículos de energia sustentável, promovendo maior qualidade ambiental”*.
O cronograma contendo as etapas e/ ou o período de execução está assim distribuído:
*Janeiro – março*: Análise dos processos.
*Março – junho*: Documentação e sistematização dos procedimentos.
*Junho – julho*: Elaboração de minuta.
*Julho – Agosto*: Aprovação junto a SPTrans, secretarias envolvidas e bancos financiadores.
A quantidade de coletivos elétricos movidos com baterias subiu recentemente de 84 para 117 na capital paulista, ou seja, com estes 33 ônibus a mais, a frota atual passou de 3,2% para apenas 4,5% da meta do prefeito Ricardo Nunes de 2,6 mil veículos deste tipo rodando na cidade até o fim de 2024. O anúncio de 600 ônibus até o fim de 2023 não se cumpriu. A frota não avança por falta de infraestrutura de recarga nas garagens e de aumento de tensão na rede de distribuição.
Estudo da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e da FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontam que em bairros com redes de baixa tensão (que são a maioria na cidade de São Paulo), se 50 ônibus carregarem as baterias ao mesmo, ainda que na madrugada, vai cair a energia das casas das pessoas, comércios e hospitais.
Os bairros das garagens devem ter subestações iguais das estações de trem e metrô e a rede deve ser de média ou alta tensão.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Esse nunes é o papai Noel dos subsídios
A Express já tem um trucado elétrico pra teste na garagem, deve chegar mais então, falta a verba pra Metrópole Paulista da ZL.