‘Case’ de Goiás pode servir de modelo para gestão do transporte coletivo semiurbano do Distrito Federal e entorno, diz Pricinote
Publicado em: 17 de fevereiro de 2024
Subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte do Governo do Estado cita importância do GT criado pelo Ministério dos Transportes, aponta questão tarifária como primeiro desafio e propõe a criação de um Consórcio Interfederativo
ALEXANDRE PELEGI
O Diário do Transporte noticiou nessa sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024, a portaria do Ministro dos Transportes, Renan Calheiros Filho, que instituiu um Grupo de Trabalho para estudar ações de gestão para o transporte coletivo semiurbano na região do Distrito Federal e cidades do entorno de Goiás.
Por dia, cerca de 150 mil pessoas usam o sistema de transporte público na região. Por ser interestadual, o transporte na região torna-se responsabilidade federal, e fica submetido à gestão da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Um dos problemas de atrito entre as cidades e a ANTT têm sido a questão tarifária, que é definida pela agência. Os prefeitos de Goiás reclamam que os aumentos não representam a qualidade do serviço, além de penalizar as pessoas que precisam utilizar o transporte na região.
O Diário do Transporte questionou Miguel Ângelo Pricinote, Subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte do Governo de Goiás, qual a importância deste GT, e quais são as principais questões e desafios com que seus membros irão se defrontar.
Leia abaixo suas ponderações:
SOBRE A QUESTÃO TARIFÁRIA
“O transporte semiurbano no entorno do Distrito Federal é um desafio que afeta milhares de pessoas que se deslocam diariamente entre as cidades goianas e a capital federal. Para buscar soluções para esse problema, foi de suma importância a ação do Ministério dos Transportes em criar um Grupo de Trabalho, que conta com a participação de dois representantes do Estado de Goiás.
O nosso objetivo inicial é, na verdade, uma súplica, que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tenha a sensibilidade de aplicar agora somente o reajuste inflacionário da tarifa dos serviços e postergar para depois de buscarmos uma solução o aumento referente ao período que o serviço ficou sem reajuste. Tal pedida visa que esta ação de reequilíbrio não impacte somente os usuários. Entendemos que o aumento da tarifa neste momento seria um ônus para os trabalhadores e estudantes que dependem do transporte semiurbano, especialmente em um cenário de crise econômica e social.
PROPOSTA DE GOIÁS ENVOLVE SUBSÍDIO
A proposta do Estado de Goiás é a criação do Consórcio Interfederativo, que envolveria a União, o Distrito Federal e o Estado de Goiás na gestão e no financiamento do transporte semiurbano. A ideia é que a tarifa pudesse ser subsidiada e que cada ente federativo pagasse um terço da conta. Dessa forma, seria possível garantir um transporte de qualidade, acessível e integrado para a população e também resolver o pedido de reequilíbrio.
O Estado de Goiás tem um ‘case’ de sucesso que pode servir de inspiração para o transporte semiurbano do Entorno: a reestruturação do transporte público da Rede Metropolitana de Goiânia. Com a implantação do BRT Norte-Sul, do Eixo Anhanguera e de novas linhas e terminais, o transporte público da região metropolitana se tornou mais eficiente, seguro e confortável para os usuários.
Portanto, o Grupo de Trabalho do Ministério dos Transportes tem a missão de estudar e propor alternativas para o transporte semiurbano no entorno do DF, levando em conta as demandas e as necessidades da população. O Estado de Goiás está comprometido em colaborar com esse processo, buscando sempre o melhor para os cidadãos goianos e que a ineficiência passada não seja de única responsabilidade das pessoas que dependem diariamente dos serviços.”
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Acho eu que essa falta de qualidade e abusividade tarifária no transporte do entorno se dá por conta da falta de qualidade técnica na política Brasileira. São muitas entidades empenhada nas soluções mais sem qualidade técnicas e prestativas solucionaveis na forma perfeita para essas questão. Só falta bom senso das autoridades maior para solucionar o problema, ISSO CHAMA-SE FALTA DE GESTÃO E COMPETÊNCIA.
Além da renovação da frota, deveriam olhar para os idosos. Q se expremem na parte dianteira do ônibus, assim atrapalhando a visibilidade do motorista. Falta d fiscalização!!! Isso sim.