Eletromobilidade

Tarcísio se reúne nesta sexta (09) em Paris com gigante dos transportes e fundo de investimento que tem participação na linha 6-Laranja de metrô para oferecer concessões

Além de metrô, trem e VLT, Transdev opera tecnologia de ônibus semelhante ao E-Trol e investe em redes de trólebus; Nessa quinta-feira (08), governador disse que a ampliação das linhas da CPTM e a expansão do Metrô para a outras cidades da Grande São Paulo vão ser possíveis com capital privado

ADAMO BAZANI

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse nesta quinta-feira, 08 de fevereiro de 2024, no penúltimo dia de uma série de visitas a investidores na Europa para oferecer concessões, que a ampliação das linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a expansão do Metrô para a outras cidades da Grande São Paulo vão ser possíveis com capital privado.

“A maneira mais rápida de prover melhores serviços para o cidadão é realmente buscar o capital privado. É isto o que estamos fazendo quando apresentamos os projetos de São Paulo para a iniciativa privada e tentar trazer este capital para o nosso estado. Isso vai proporcionar avanços importantes para a população como a chegada do trem a Campinas e Sorocaba, a ampliação das linhas da CPTM e a expansão do Metrô para a outras cidades da Grande São Paulo”, afirmou Tarcísio em Paris nesta quinta (8), de acordo com nota do Governo de São Paulo.

As concessões de linhas da CPTM, o prolongamento e a criação de linhas de metrô, o túnel imerso entre Santos e Guarujá, que vai integrar um corredor de ônibus e um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), o Trem Intercidades Eixo Norte, que vai ligar a cidade de São Paulo a Campinas, além da privatização da Sabesp e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), novamente foram assuntos nesta quinta-feira.

O governador se encontrou com executivos do grupo Vinci, uma das líderes mundiais dos segmentos de concessões, energia e construção.

Segundo o Governo do Estado, no Brasil, a Vinci opera em nove aeroportos, duas rodovias e mais de 20 centrais elétricas, além de 16 mil km de linhas de transmissão de energia elétrica e quatro empresas de infraestrutura. As conversas giraram principalmente em torno dos diversos leilões rodoviários e projetos de mobilidade urbana que serão promovidos pelo Governo de São Paulo, além do túnel Santos Guarujá.

Na sequência, o governador almoçou com executivos do BNP Paribas, uma das maiores instituições financeiras da Europa.

No encerramento da agenda do dia, Tarcísio se encontrou com gestores da Alstom, que produz trens, composições de metrô, VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) e ônibus elétricos.

No Brasil, a Alstom fornece trens para o metrô e linhas de trem, como a 8 e a 9, operadas pela ViaMobilidade. Os 36 novos trens de ambas as linhas são produzidos pelo Alstom em Taubaté (SP). A empresa também foi investigada há cerca de dez anos sobre um suposto esquema de cartéis de trens para o Metrô.

GIGANTE DE ÔNIBUS E TRENS ESTÁ NA PAUTA DESTA SEXTA (09)

Já nesta sexta-feira, 09 de fevereiro de 2024, a comitiva do governador vai se encontrar com uma das maiores operadoras no mundo de ônibus, BRT (Bus Rapid Transit), trólebus, trens leves, trens urbanos, metrô, transporte marítimo e fluvial, teleférico e compartilhamento de bicicletas: a Transdev, que atua em 19 países em todos os continentes. Será a última reunião da viagem que ocorre desde segunda-feira (05) e passou pela Itália e Espanha antes de chegar à França.

Um dos destaques que a Transdev faz em seu portal oficial são as redes de trólebus que opera na França e nos Países Baixos.

A empresa cita os ônibus que funcionam à bateria e conectados à rede aérea

Os trólebus IMC (In Motion Charging) são equipados com uma bateria leve, cujo tamanho é adaptado ao perfil da linha utilizada. Esta bateria permite-lhes não depender de linhas aéreas. Eles podem, portanto, operar com uma mistura de fios elétricos e baterias (60% do tempo no fio e 40% na bateria). A bateria é recarregada quando eles passam sob a linha de energia. A sua autonomia pode assim atingir os 15 a 20 km, o que tem a vantagem de evitar linhas aéreas nos centros das cidades. Eles também podem ser desviados, se necessário. A mudança do fio para a bateria e vice-versa leva apenas alguns segundos quando o veículo está parado.

Os trólebus IMC estão entre os poucos veículos totalmente elétricos, sem limite de autonomia e com tecnologia dominada até o momento.

No Brasil, um sistema metropolitano, de gestão estadual, terá um corredor de ônibus rápidos com tecnologia semelhante: o BRT (Bus Rapid Transit) do ABC, que em 18 km vai fazer a ligação entre São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo, contará com 92 veículos do tipo E-Trol: é um modelo de ônibus elétrico articulado que funciona com baterias e também pode rodar um trecho com conexão à rede aérea, como trólebus.

Este tipo de ônibus é montado integralmente no Estado de São Paulo, com carroceria Caio (Botucatu), chassis Mercedes-Benz (São Bernardo do Campo) e tecnologia Eletra (São Bernardo do Campo).

Antes da agenda com a Transdev, vai ser realizado um encontro com diretores do Stoa, fundo de investimento europeu especializado em projetos de grande escala nas áreas de infraestrutura e energia, com prioridade para atuação em países emergentes. Em São Paulo, o grupo também tem participação no contrato de concessão da Linha 6-Laranja de metrô.

A parceria do público com o privado dá resultados. O cidadão vai perceber isto ao longo do tempo porque vai haver mais linhas de metrô e trens, carros novos chegando, mais conforto, menos tempo de viagem, mais interligação no sistema sobre trilhos, mais tecnologia e conectividade. É isto o que estamos buscando quando a gente apresenta projetos para a iniciativa privada e tenta trazer este capital para o nosso estado”, concluiu o governador, segundo a nota.

QUAIS AS PRINCIPAIS EMPRESAS E VISITAS DA COMITIVA NA EUROPA:

O Governo de São Paulo diz que terá ao menos 13 projetos em leilões ao longo de 2024. Entre eles, estão o Trem Intercidades Eixo Norte, que vai ligar a cidade de São Paulo a Campinas, e concessões e parcerias de infraestrutura rodoviária e ferroviária, além das desestatizações da Sabesp e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae).

A carteira de projetos de concessões, desestatizações e parcerias da atual gestão estadual é estimada em mais de R$ 220 bilhões em capital privado, com 20 projetos qualificados e a previsão de 44 leilões até o final de 2026.

Após as passagens por Madri, na Espanha, e Milão, na Itália, o grupo permanece na capital francesa até a próxima sexta-feira, 09 de fevereiro de 2024, para novas rodadas de apresentação do PPI-SP e intercâmbio de experiências de gestão de parcerias com grupos privados europeus.

Nesta quinta (8), a agenda de Tarcísio em Paris começa com um almoço com executivos do banco BNP Paribas. Depois, as reuniões serão com diretores do grupo francês Vinci, líder global em concessões de rodovias e aeroportos, energia e construção, e da Alstom, uma das líderes mundiais na produção de veículos e sistemas de transporte público.

Entre as principais empresas das áreas de transportes e infraestrutura contempladas nas visitas realizadas na Espanha, Itália e França estão:

ESPANHA:

Acciona: a principal acionista da Linha Uni, que atua na construção e depois vai operar a linha 6-Laranja de metrô que vai ligar a região da Vila Brasilândia, na zona Noroeste, à estação São Joaquim, no centro.

Sacyr: uma empresa espanhola de Construção Civil e Infraestruturas de Transportes. A companhia atuou na implantação da Linha 9 do Metrô de Barcelona (2010), na linha de alta velocidade Madrid – Alcázar de San Juan (2011) e na constrição do viaduto Talavera de la Reina – Toledo (2011).

ITÁLIA:

Ghella: atua na construção de infraestruturas para metrôs, corredores de ônibus, trens de longa distância, trens de alta velocidade, rodovias e obras de saneamento.

Entre os projetos está o lote 1A do eixo do trem de alta velocidade Salerno-Reggio Calabria, que envolve o projeto e construção de aproximadamente 35 km de ferrovia , ao longo dos quais os trens circularão a velocidades de até 300 km por hora.

A empresa também atua na construção do túnel da Base do Brenner, um túnel ferroviário de alta velocidade, que ligará a Áustria e a Itália. Depois de concluída, será a ligação ferroviária subterrânea mais longa do mundo, com 230 km.

Outro projeto é o Lote 1” do Túnel Lyon-Turim, do trem de alta velocidade, partindo de Modane, na França, em direção a Itália. A nova linha ferroviária para o transporte de mercadorias e passageiros terá 270 km, dos quais 70% na França e 30% na Itália.

Grupo Gavio: é um dos maiores do setor de infraestrutura da Itália, com duas holdings listadas na bolsa de Milão, ASTM e SIAS.

O grupo já participa do controle da empresa de concessões de infraestrutura brasileira, como da Ecorodovias, que opera, por exemplo, o sistema Anchieta-Imigrantes.

FRANÇA:

Keolis: é uma empresa francesa que opera sistemas de transporte público em diversas partes do mundo. O conglomerado atua no gerenciamento de serviços de ônibus comuns, BRTs (Bus Rapid Transit), VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos), aluguel de bicicletas, estacionamentos, táxi aquático, teleférico, trólebus e funicular.

Vinci: é um grupo francês de construção e gestão de concessões e tem como um dos principais negócios a operação de aeroportos. São mais de 50 em diversos países. Atua também na construção de infraestrutura.

Alstom: é uma velha conhecida no Brasil. Possui uma fábrica em Taubaté, no interior paulista, e já forneceu trens para o Metrô e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Chegou a ser investigada por um suposto cartel para venda de trens ao Estado de São Paulo. Atualmente, fabrica os trens novos da ViaMobilidade para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda e vai ser responsável pelos trens da linha 6-Laranja de Metrô.

STOA: é um fundo de investimento criado em 2017 pela Caisse des Dépôts e pela Agence Française de Développement (AFD) para financiar infraestruturas em países emergentes e em desenvolvimento. Ligado ao Governo Francês, tem 12,3% de participação na Concessionária Linha Uni, que constrói e vai operar a linha 6 Laranja de metrô em São Paulo junto com espanhola Acciona.

Transdev S.A.: é uma operadora de transportes públicos francesa que atuam em diversos países na Europa, como França, Reino Unido, Portugal, Itália, Alemanha e Austrália, e também na Ásia, Oceania, África e Américas.

A companhia opera ônibus, ônibus elétricos, trólebus, trens, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e metrôs.

A frota estimada pelo mundo é de 18 mil ônibus, mais de mil composições de trem, metrô e metrô leve e 3.650 veículos carros de aluguel. Emprega cerca de 86 mil pessoas.

AS POSSIBILIDADES DE CONCESSÕES OU PRIVATIZAÇÕES:

Metrô:

O governador Tarcísio de Freitas tem afirmado publicamente que tem planos para conceder ao setor privado as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha do Metrô e o monotrilho da Linha 15-Prata. Com isso, a companhia mudaria seu foco, deixando a operação e passando a assumir o papel de estruturação do sistema e ainda a responsabilidade de elaborar projetos de expansões.

Sobre o monotrilho da linha 15-Prata, na verdade, a ligação já foi leiloada e teve como vencedor o Grupo CCR em 11 de março de 2019, mas por de decisões judiciais, a empresa ainda não pode assumir.

Em dezembro de 2022, uma outra decisão fez com que toda a batalha jurídica voltasse para a primeira instância.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/12/06/anulada-decisao-que-impedia-viamobilidade-de-assumir-a-linha-15-prata-de-monotrilho-mas-julgamento-volta-para-1a-instancia/

O Grupo CCR detém todas as concessões de linhas de trem em metrô em funcionamento em São Paulo até agora juntamente com a RuasInvest (do Grupo Ruas, que controla operação e fabricação de ônibus): Linha 4-Amarela de metrô (ViaQuatro), Linha 5-Lilás de metrô (ViaMobilidade), Linhas 8 e 9 de trens metropolitanos (ViaMobilidade). A linha 15-Prata de monotrilho está em briga judicial para o Grupo CCR assumir e a linha 17-Ouro de monotrilho faz parte da concessão da linha 5-Lilás de metrô, mas está ainda em construção.

A linha 6-Laranja de Metrô é concedida à LinhaUni, liderada pela espanhola Acciona, mas está em construção ainda.

O monotrilho da linha 18-Bronze foi concedido ao Consórcio VEM ABC, mas não houve cumprimento de prazos e nada saiu do papel. O projeto então foi trocado por um BRT (Bus Rapid Transit) – corredor de ônibus rápidos e elétricos – cujas responsabilidades pela operação e construção são da concessionária NEXT Mobilidade, de capital nacional, sediada em São Bernardo do Campo (SP).

Como mostrou o Diário do Transporte, o Governo do Estado assinou contrato de R$ 62 milhões para IFC – Corporação Financeira Internacional, do Banco Mundial, fazer a modelagem da concessão.

Na edição de 29 de agosto de 2023, o Diário Oficial trouxe um extrato do contrato já assinado com a IFC em 11 de agosto de 2023.

De acordo com a publicação, a assinatura do contrato ocorreu por inexigibilidade de licitação, como previsto na Lei Federal 8666/93.

Com o valor de R$ 62 milhões (R$ 62.523.500,12), e prazo de 48 meses, caberá à IFC os serviços especializados de apoio técnico e consultoria para a estruturação técnico-financeira da concessão de linhas do serviço público de transporte coletivo metroviário. Além disso, a instituição financeira fará a avaliação das estratégias de participação do setor privado para expandir a capacidade de investimento e melhorar a governança do Metrô de São Paulo.

A IFC é a maior instituição global de desenvolvimento dirigida para o setor privado nos mercados emergentes, e participou da modelagem do primeiro projeto de concessão de operação das linhas do sistema ferroviário metropolitano que foi concedido à iniciativa privada.

A entidade assessorou o Governo do Estado de São Paulo na estruturação, promoção e processo de licitação para a concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM, cujo contrato foi assinado em julho de 2021 com o consórcio formado pela CCR SA e RuasInvest.

Este projeto foi garantido com apoio financeiro da PSPInfra, uma parceria criada em 2007 entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a International Finance Corporation (IFC), Esta parceria foi criada, segundo a IFC, “para melhorar a prestação de serviços públicos no Brasil por meio do desenvolvimento de infraestrutura com a participação do setor privado”.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/08/30/ouca-tarcisio-diz-que-metro-de-sao-paulo-deve-ser-privatizado-em-2025/

CPTM:

Também há intenção do Governo do Estado de conceder as linhas operadas pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A linha 7-Rubi deve ser concedida em breve.

Isso porque, a linha 7 foi incluída no projeto do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo.

O Governo do Estado marcou para o dia 29 de fevereiro de 2024, o leilão para a construção do TIC São Paulo-Campinas e concessão da linha 7.

O Serviço Linha 7-Rubi ligará a Estação Barra Funda a Jundiaí e atenderá às cidades de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista.

Já o Serviço Expresso ligará a cidade de São Paulo (Barra Funda) a Campinas, com parada em Jundiaí.

O Serviço TIM (Trem Inter Metropolitano) ligará Jundiaí a Campinas e atenderá às cidades de Louveira, Vinhedo e Valinhos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/09/29/governo-de-sp-marca-licitacao-do-trem-intercidades-sao-paulo-campinas-para-29-de-fevereiro-de-2024/

Portanto, na prática, as próximas possíveis concessões na CPTM com a modelagem ainda a ser definidas são da linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

A linha 7-Rubi foi incluída no TIC e as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda já estão concedidas.

Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 10 de abril de 2023, Tarcísio assinou a autorização para os estudos que de viabilidade da concessão para a iniciativa privada das linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, da CPTM, além da futura linha 14-Ônix.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/04/10/ouca-tarcisio-assina-autorizacao-de-estudos-para-conceder-a-iniciativa-privada-as-linhas-10-11-12-13-e-a-futura-linha-14-da-cptm/

DECLARAÇÕES DE TARCÍSIO:

O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse no dia 30 de agosto de 2023, que estima conceder as linhas estatais do Metrô de São Paulo para a iniciativa privada ao longo de 2025.

A declaração foi dada em uma agenda pública pela manhã em Guarulhos, na Grande São Paulo.

De acordo com Tarcísio, os estudos mais aprofundados para definir se será um modelo de concessão ou privatização vão avançar ao longo de 2024.

“Com relação a modelagem do metrô, está começando agora. Vamos analisar a empresa e qual é o melhor modelo para que a gente possa aumentar investimento, reduzir custos, melhorar a situação financeira, se é concessão, se a privatização, que vai ser o formato do Metrô dali pra frente, então nós vamos estudar isso com muito cuidado, com muita responsabilidade. A ideia é que esse estudo aconteça ao longo do ano que vem e qualquer coisa em termos de leilão deve ocorrer em 2025” – afirmou na  entrevista coletiva.

No dia 06 de agosto de 2023, em entrega do primeiro trem zero quilômetro da ViaMobilidade para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, nesta quinta-feira, 08 de junho de 2023, Tarcísio foi questionado se as concessões previstas na área de trilhos vão significar o fim do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O governador disse que haverá uma “revocação” das duas empresas.

Tarcísio afirmou que o Estado analisa qual será o novo papel do Metrô, que deve se restringir a atuar em planejamento, empreendimentos e gestão.

Atualmente, a Companhia do Metrô de São Paulo opera as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha de metrô e a linha 15-Prata de monotrilho.

Tarcísio disse que os servidores tanto do Metrô como da CPTM serão reaproveitados.

“Isso às vezes vai representar a revocação destas empresas. Então, por exemplo, a gente está vendo qual vai ser o novo papel do Metrô no sentido de fazer gestão, empreendimentos, projetos. É um redirecionamento, revocação …. Sim, os servidores serão reaproveitados” – disse.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/06/08/ouca-com-privatizacoes-tarcisio-diz-que-metro-tera-um-novo-papel-e-promete-reaproveitar-servidores/

No dia 31 de janeiro de 2024, durante uma agenda pública, o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, disse que em maio de 2024, o Governo de São Paulo pretende lançar uma consulta pública para conceder à iniciativa privada as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Segundo Benini, com a concessão, as três linhas terão trajetos prolongados,

“Em maio, a gente ter deve a audiência pública da PPP da linha 11, 12 e 13. E daí, a gente está falando estender a linha 12 até Suzano, estender a linha 11 até César de Castro, em Mogi das Cruzes, estender a linha 13 até Bonsucesso. A gente está falando de muitos projetos para São Paulo”, afirmou Benini.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Ricardo Santos disse:

    Está provado pela administração da Via Mobilidade que a privatização do transporte sobre trilhos não dá certo, insistir na privatização é sucatear a malha metro ferroviária.

    1. Rodrigo Zika disse:

      Claro que não dá certo, aí fazem grave e nunca liberam catraca, quem pega z conta mesmo?

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