Eletromobilidade

Nunes pede ao TCU fiscalização e possível rescisão do contrato da ENEL e cita dia em que faltou energia até para ônibus elétricos a bateria

Prefeitura de São Paulo diz que ANEEL está sendo omissa e que demora da concessionária para retomada de energia paralisa serviços públicos essenciais

ADAMO BAZANI

O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, pediu nesta quarta-feira, 31 de janeiro de 2024, ao TCU (Tribunal de Contas da União) uma fiscalização rigorosa sobre a atuação da concessionária de energia elétrica ENEL e, posteriormente, até a determinação da rescisão do contrato da companhia de capital italiano que atua na Grande São Paulo.

Em um ofício de seis páginas, a administração municipal diz que a ENEL tem falhado constantemente nas ações para o restabelecimento rápido de energia, em especial nos dias de chuva forte como nesta época de Verão.

O documento ainda cita a não realização pela ENEL de corte e manejo de árvores urbanas que causam interferência na rede de energia elétrica, mesmo a concessionária sendo legalmente autorizada a fazer este serviço.

O ofício ainda faz referências à paralisação de serviços essenciais por causa da falta de eletricidade.

O prefeito também entregou pessoalmente documentos ao presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, como relatórios de reclamações no Procon e de prejuízos às unidades de Saúde e outros prédios públicos sem energia.

Nunes, por exemplo, cita os transtornos ocasionados pelo temporal que atingiu a região metropolitana no dia 03 de novembro de 2023.

Como mostrou o Diário do Transporte, neste dia, emenda de feriado de Finados, a mobilidade urbana foi amplamente afetada.

Linhas de trem e metrô, que são de gestão estadual, registraram paralisações de trechos, falhas, atrasos e velocidade reduzida.

Linhas de trólebus, tantos municipais da capital paulista, como estaduais, do Corredor Metropolitano ABD, tiveram suspensão em trechos por causa de falha de fornecimento ou por árvores que atingiram a fiação.

Até mesmo os ônibus elétricos à bateria de algumas linhas municipais de São Paulo tiveram de ser encostados por alguns dias porque a região onde fica a garagem da empresa Ambiental Transportes ficou sem energia, impossibilitando a recarga dos coletivos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/11/08/veiculos-eletricos-em-meio-a-crise-de-energia-empresa-de-sao-paulo-substitui-onibus-eletricos-com-baterias-por-modelos-a-diesel-confirma-sptrans/

A prefeitura de São Paulo ainda destacou que já havia solicitado à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) o cancelamento do contrato de concessão da energia elétrica da cidade de São Paulo com a ENEL.

A administração municipal chegou a classificar a ANEEL de omissa por não agir com mais firmeza na fiscalização à concessionária.

O Diário do Transporte procurou a ENEL que, por nota, informou que não vai comentar.

Apesar de a concessão de energia ser federal, a prefeitura alega que as falhas de prestação de serviços da ENEL atrapalham serviços municipais, por isso as solicitações junto a órgãos de atuação federal, como ANEEL e TCU.

Há impactos também em serviços estaduais na Grande São Paulo, como hospitais, redes de metrô, trem e trólebus do Corredor ABD, além da necessidade de apoio do Governo do Estado a municípios afetados pela falta de energia, mas até agora, a gestão do governador Tarcísio de Freitas não realizou nenhuma representação, a exemplo da prefeitura da capital, sobre a ENEL.

Veja o ofício na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. José disse:

    Tarcísio não vai fazer nada contra a ENEL, pois é LIBERAL demais e CONSERVADOR demais! Bolsonarista- RAIZ !
    Já o atual Prefeito… É um “Bolsonarista – HÍBRIDO”!

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