USP faz levantamento de corredores de ônibus metropolitanos e aponta o ABD como exemplo positivo, mas alerta para falta de governança que impede avanço de obras
Publicado em: 8 de janeiro de 2024
Segundo análise, há 15 espaços para os coletivos na área metropolitana que somam 200 km aproximadamente
ADAMO BAZANI
A falta de governança metropolitana impede o avanço de obras de infraestruturas de transportes que ligam a capital a cidades vizinhas e que também proporcionariam melhor comunicação entre estes municípios sem necessariamente passar pela capital.
Esta é uma das conclusões de um levantamento sobre corredores de ônibus metropolitanos realizado pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP (Universidade de São Paulo).
O trabalho foi divulgado pelo jornal acadêmico da USP nesta segunda-feira, 08 de janeiro de 2024.
O levantamento mostra que existem15 diferentes espaços para ônibus na região metropolitana, somando quase 200 quilômetros de vias mapeadas.
A base chamada Corredores de Ônibus – Região Metropolitana de São Paulo tem representação cartográfica que resulta em 49 segmentos de linha, por conta de bifurcações ou binários.
Segundo o geógrafo integrante da equipe de pesquisadores, José Donizete Cazzolato, os dados dão “um panorama do transporte público de grande porte de passageiros na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo)”.
O trabalho diz que corredores de ônibus não substituem o transporte sobre trilhos, mas são soluções importantes e urgentes para melhorar a mobilidade na Grande São Paulo e cita, como exemplo positivo o Corredor ABD, que em 33 km liga as zonas Leste e Sul da capital paulista, passando por cidades da região do ABC.
“A falta de governança na área de transporte em São Paulo impede a rapidez na realização de obras de corredores de ônibus para linhas intermunicipais, que são menos complexas e menos custosas que as linhas metroviárias. Um exemplo positivo é o Corredor Metropolitana ABD (São Mateus – Jabaquara), exclusivo para ônibus e trólebus gerenciados pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), com extensão total de 33 quilômetros. Ele liga os distritos paulistanos de São Mateus e Jabaquara, conectando também quatro municípios do ABC: Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema. Quando sua operadora completou 22 anos, em 2019, contava com índices de aprovação de 87% por parte da população usuária.”
Apesar de ter sido considerado um exemplo positivo, o Corredor ABD tem gargalos: a estrutura é antiga, pouco mudou desde a inauguração em 1986, e ainda tem paradas posicionadas na porta traseira dos coletivos, por onde embarcavam os passageiros nos anos 1980 e 1990.
Além disso, há trechos em que os ônibus e trólebus saem das vias exclusivas e ficam parados em trânsito comum, perdendo tempo, como na região do Paço Municipal de São Bernardo do Campo e na região central de Santo André.
Lotação e uso de alguns trólebus antigos, sem acessibilidade e sem ar-condicionado, também são fatores que geram críticas dos passageiros.
A estimativa é que o Corredor ABD passe por modernizações como parte do atual contrato que prevê a construção de um outro corredor: um BRT (Bus Rapid Transit), com ônibus elétricos, que em 17,8 km deve ligas as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul aos terminais Tamanduateí e Sacomã, na zona Sudeste da capital.
Veja a publicação acadêmica em:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



E é para nós que vocês vem reclamar ??? Reclamem com as montadoras automobilísticas (VW; GM; Fiat; Ford) e com o PSDB. Pois vocês “acham” que o transporte público está precário gratuitamente ??? Se pois desde 1986 esse corredor não cresce ou não tem outros similares desse na RMSP, foi por pura politicagem !!! Pois verba tinha !!!
Estrutura antiga ??? Qua qua !!! Aguenta mais do que as estruturas de hoje !!! Mas concordo que os abrigos estão mal localizados – basta desloca-los ao lugares corretos !!! Falta é vontade política !!! Mas com o Tarcísio não vai acontecer.
Sou usuária há anos do trólebus e realmente os ônibus antigos e falta de ar condicionado funcionando corretamente é minha principal reclamação sempre. É ótimo que os horários são cumpridos a risca e isso é muito importante.