Brasil Sul completa 20 anos neste dia 03 de janeiro de 2024 e destaca ônibus elétrico rodoviário e compra de G8

Em dez anos, grupo Garcia/Brasil Sul renovou frota com 894 ônibus que custaram em torno de R$ 1 bilhão

ADAMO BAZANI

A Brasil Sul Linhas Rodoviárias completa 20 anos de operação nesta quarta-feira, 03 de janeiro de 2024.

A companhia, que integra o grupo Garcia-Brasil Sul, destacou por meio de nota a apresentação oficial do primeiro ônibus elétrico a bateria rodovia do conglomerado, que deve ocorrer nos próximos dias, e os investimentos em renovação de frota com a aquisição de veículos de modelos da Geração 8 da encarroçadora Marcopolo.

O veículo elétrico deve receber a marca Brasil Sul.

Somente em 2023, o grupo diz que fez a maior compra de ônibus da história, com a aquisição de 148 ônibus. Foram investidos cerca de R$ 200 milhões e novas compras devem ocorrer.

Em dez anos, desde 2014, o grupo Garcia/Brasil Sul renovou a frota com 894 ônibus que custaram em torno de R$ 1 bilhão.

Na nota, foi destacada também a aquisição de outras empresas de ônibus.

Em 2009, a Brasil Sul tinha adquirido a companhia Francovig, que operava 16% do transporte urbano em Londrina. Era criada, assim, a Londrisul, que hoje responde por 35% do serviço no município, com uma frota de 134 ônibus.

A aquisição mais significativa foi da Viação Garcia pela Brasil Sul, que ocorreu em fevereiro de 2014, juntamente com as outras duas empresas do grupo (Princesa do Ivaí e Viação Ouro Branco). Nascia então o Grupo GBS – Garcia/Brasil Sul

A compra da catarinense Santo Anjo da Guarda, já pelo Grupo GBS – Garcia/Brasil Sul, que ocorreu em 2023, também foi frisada pela nota.

O Grupo GBS transporta atualmente, em média, 23 milhões de passageiros ao ano e atende em sete estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. São 2,4 mil funcionários.

Neste ano de 2024, deve ser inaugurada a nova sede do Grupo, que está em obras na zona leste de Londrina com 100 mil m² de terreno e 30 mil m² de área construída. O valor investido é superior a R$ 60 milhões.

Veja a nota completa:

A Brasil Sul Linhas Rodoviárias comemora o seu 20º aniversário neste 3 de janeiro. A empresa iniciou as suas atividades em 2004, em um pequeno imóvel na Vila Nova, região central de Londrina, com uma equipe de 80 colaboradores e uma frota de 32 ônibus, sob o comando de José Boiko e Estefano Boiko Junior que já possuíam expertise no segmento de transporte rodoviário de passageiros.

No nome, a nova empresa já anunciava o seu mercado alvo: os Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e também São Paulo. A sede em Londrina foi uma escolha logística, já que o município é ponto de convergência entre as linhas que compõem a área de atuação da empresa.

A Brasil Sul já nasceu moderna. Inovou no layout dos ônibus, que se destacavam nas rodoviárias e estradas pelo design arrojado, configuração e decoração interna. O uniforme dos motoristas apresentava um padrão diferente do que se costumava ver à época. A empresa também antecipava que tecnologia seria um dos seus pontos fortes: foi a primeira operadora do País a oferecer, em 2005, wi-fi aos passageiros.

A estratégia do Grupo sempre foi crescer por meio de aquisições de outras companhias.  Em apenas cinco anos a empresa se expandiu com a aquisição da companhia Francovig, que operava 16% do transporte urbano em Londrina. Nascia assim a Londrisul, que hoje responde por 35% do serviço no município, com uma frota de 134 ônibus.

Salto

Em fevereiro de 2014 a Brasil Sul deu um grande passo ao adquirir a tradicional Viação Garcia, juntamente com as outras duas empresas do grupo (Princesa do Ivaí e Viação Ouro Branco). Nascia então o Grupo GBS – Garcia/Brasil Sul – com a preocupação da direção em manter a “personalidade” de suas duas principais empresas: a força da tradição da Viação Garcia, com 80 anos de história à época da aquisição, e a modernidade e busca constante por inovação da Brasil Sul.

Crescer e inovar são marcas do grupo. Em 2023, mais uma empresa se juntou ao GBS: a catarinense Santo Anjo da Guarda. A transação confirma a estratégia da Viação Garcia/Brasil Sul de reforçar as operações em áreas onde já atua. A Santo Anjo sempre teve forte sinergia com a Brasil Sul, com linhas em comum e outras que passaram a ser operadas em conjunto a partir da união, afirma o vice-presidente Estefano Boiko Junior.

Hoje, a Viação Garcia/Brasil Sul reúne cinco empresas e está entre as maiores do setor de transporte rodoviário de passageiros do País, com atuação em sete estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Transporta em média 23 milhões de passageiros ao ano.

Dos 80 colaboradores que iniciaram a jornada da Brasil Sul, em 2004, hoje aproximadamente 2.400 funcionários integram o quadro de pessoal de todo o grupo. A frota de 32 ônibus se modernizou ano a ano: atualmente, são cerca de 800 veículos que rodam quase sete milhões de quilômetros ao mês.

Modernidade

A empresa utiliza a mais nova geração de ônibus da encarroçadora Marcopolo, o modelo G8, que oferece segurança, conforto e bem-estar aos passageiros, além de incorporar tecnologia e requisitos de sustentabilidade. Oferece comodidades do serviço cabine cama, poltronas de couro com massageadores que se transformam em verdadeiras camas com 180º de reclinação, kit conforto com travesseiros e mantas com o padrão da rede de hotéis Bourbon, plataforma de entretenimento on demand, wi-fi, água mineral e petiscos a bordo. Dispõe de salas vip, “Espaço Mulher” (para as passageiras viajarem ao lado de outra mulher), compra online de passagens e check in digital, entre outras inovações.

Os serviços também incorporam tecnologia de ponta, com grande leque de canais para a compra de passagens, além de aceitar desde 2018 moedas digitais como meio de pagamento, funcionalidades pioneiras da empresa no mercado rodoviário.  Parcerias como a firmada com o programa de recompensas Livelo permitem ao cliente adquirir passagens utilizando pontos acumulados na rede e também converter o valor investido para compras futuras.

Em 2023, o grupo fez a maior compra de ônibus de sua história, com a aquisição de 148 ônibus. Foram investidos cerca de R$ 200 milhões. Os novos veículos, sob o conceito Euro 6, atendem as normas do setor para a redução de emissão de poluentes dentro do que preconiza a agenda ESG (Environmental, Social and Governance). “Temos foco voltado para os aspectos social, ambiental e de governança”, afirma o vice-presidente Estefano Boiko Junior. “A nova frota é formada pelo que há de mais avançado no segmento em termos de desempenho, design, conforto, tecnologia e sustentabilidade”, completa.

Desde 2014, quando a Viação Garcia foi adquirida pela Brasil Sul, o grupo renovou a sua frota com 894 ônibus. “Os investimentos em novos veículos aproximam-se da casa de um bilhão de reais”, calcula o presidente José Boiko. A grande sensação está em um modelo que será apresentado ao público nas próximas semanas: o primeiro ônibus rodoviário elétrico com a marca Brasil Sul, que inaugura uma nova etapa nessa trajetória de inovação contínua.

A empresa acaba de adotar o avançado sistema de software Protheus, da TOTVs, um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning) que permite acesso fácil, integrado e confiável aos dados da organização. Essa tecnologia auxilia na gestão dos processos internos, integrando as atividades de setores como vendas, finanças, estoques, controladoria e diversas áreas administrativas.

Neste ano especial – em que a Brasil Sul celebra duas décadas de existência e a Garcia completa a marca histórica de 90 anos – a inauguração da nova sede do grupo será um dos pontos altos. A edificação está em obras na zona leste de Londrina com 100 mil m² de terreno e 30 mil m² de área construída. O valor investido é superior a R$ 60 milhões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Emerson disse:

    É uma pena que com tantas conquistas, o salário do motorista rodoviário seja tão baixo. De que adianta dirigir veículos de 1 milhão de reais e ganhar equivalente a quem trabalha com caminhão velho em depósito de construção entregando materiais dentro da cidade( nada contra esse emprego, apenas um exemplo). Por isso tantos optaram pelo caminhão, motorista ônibus rodoviário hj é apenas status, aparência. Salário de hoje, se ganhava a 15 anos atrás.

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