EM PRIMEIRA MÃO: Tarifa de remuneração da ViaQuatro e da ViaMobilidade vai subir entre R$ 0,20 e R$ 0,46 para Governo pagar quase R$ 1 bilhão por perda de passageiros na covid-19
Publicado em: 22 de dezembro de 2023
Usuários continuam desembolsando R$ 4,40 até 31 de dezembro de 2023 e R$ 5 a partir de 1º de janeiro de 2024
ADAMO BAZANI
Colaborou Guilherme Strabelli
O Governo do Estado de São Paulo vai aumentar a remuneração por passageiro transportado pela ViaQuatro, na linha 4-Amarela de metrô, e pela ViaMobilidade, na linha 5-Lilás, também de metrô.
A ViaMobilidade vai receber R$ 0,20 (R$ 0,2095) a mais por usuário e a ViaQuatro ganhará R$ 0,4631 a mais por passageiro integrado.
Os usuários continuam desembolsando R$ 4,40 até 31 de dezembro de 2023 e R$ 5 a partir de 1º de janeiro de 2024.
A informação está em Fato Relevante ao mercado divulgado nesta sexta-feira, 22 de dezembro de 2023, pela CCR, principal acionista das duas concessionárias, ao qual o Diário do Transporte teve acesso. Em ambas as empresas, a CCR é sócia da RuasInvest, da família que controla parte da frota de ônibus da cidade de São Paulo e de fabricantes de carrocerias de ônibus Caio (urbanos) e Busscar (rodoviários).
O aumento na tarifa de remuneração ocorre por causa de uma dívida de quase R$ 1 bilhão reconhecida pelo Governo do Estado, como reequilíbrio econômico de contrato, por causa da perda de passageiros ocorrida durante a pandemia de covid-19.
O total é de R$ 979 milhões, sendo R$ 297 milhões correspondente à linha 5-Lilás e R$ 682 milhões pelas operações da linha 4-Amarela.
Ainda de acordo com o documento, os R$ 682 milhões da ViaQuatro devem ser pagos até 21 de junho de 2040 e os R$ 297 milhões pela ViaMobilidade devem ser quitados até 08 de agosto de 2038.
O documento ainda prevê que a tarifa de remuneração por este reequilíbrio econômico será corrigida ano a ano e não estará sujeita a indicadores de desempenho, ou seja, fazendo um bom ou um mau serviço, a ViaQuatro e a ViaMobilidade terão este dinheiro garantido.
Veja o documento na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

