Obras do monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô de SP ficarão R$ 18 milhões mais caras

Crédito: Álya Construtora

Reajuste em contrato foi aprovado pela companhia; consórcio é responsável por prolongamento da linha e construção da laje utilizada para manobras (Track Switch), dispositivo que reduzirá intervalo entre trens

ALEXANDRE PELEGI

As obras de prolongamento da Linha 15-Prata de monotrilho ficarão R$ 18 milhões (R$ 18.138.603,56,) mais caras.

O Metrô – Companhia do Metropolitano de São Paulo assinou no dia 15 de dezembro de 2023, aditivo de contrato nesse valor com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, responsável pelo prolongamento da linha.

A execução do projeto da Linha 15 está sob responsabilidade do Consórcio Expresso Monotrilho Leste, composto pela parceria das empresas Queiroz Galvão, OAS e Bombardier, vencedor da licitação realizada em 2010 pela Companhia do Metropolitano. O consórcio sofreu alterações em sua composição, sendo integrado desde janeiro deste ano pela Construtora Coesa, Álya Construtora e a Alstom.

O contrato prevê a construção da laje utilizada para manobras, denominada como Track Switch, próximo à estação Vila Prudente, e à leste da Linha, viabilizando a operação da estação Jardim Colonial. Essas intervenções permitirão a redução do intervalo entre trens.

Com o aditivo, o 16º aplicado, o total contratado passa para R$ 3 bilhões (R$ 3.005.261.605,13), na data base 01 de agosto de 2010.

O monotrilho da Linha 15-Prata está sendo expandido em duas direções – para a zona leste, até a Jacu-Pêssego, com obras já contratadas, e a oeste rumo ao Ipiranga.

A construção da estação Ipiranga permitirá conexão gratuita com a Linha 10-Turquesa da CPTM, que faz a ligação do centro da capital ao ABC Paulista.

A Cetesb já concedeu ao trecho Vila Prudente – Ipiranga do monotrilho a Licença Ambiental de Operação (LAO) por 10 anos, que inclui a via e o track switch a oeste da Estação Vila Prudente, como noticiou o Diário do Transporte em janeiro deste ano (Relembre).

Em publicação no site oficial do Metrô de SP em 2013, a companhia estatal destacou que o projeto Expresso Monotrilho Leste recebera no dia 28 de maio daquele ano o prêmio da União Internacional dos Transportes Públicos (UITP) na categoria Inovação em Intermodalidade.

“Com a premiação, o Expresso Monotrilho Leste Linha -15 coloca São Paulo na vitrine do transporte público urbano mundial. A cidade será a primeira do mundo a implantar a tecnologia do novo modal de monotrilho de alta capacidade como sistema público de transporte massivo. Entre seus diferenciais estão alta capacidade de transporte em uma infraestrutura leve, de fácil construção, além da redução significativa do preço para construção e prazos de implantação”, escreveu o Metrô de SP há dez anos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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