Empresas de ônibus rodoviários em São Paulo passam a oferecer cotas para plantio de árvores
Publicado em: 6 de dezembro de 2023
Projeto Passagem Verde pretende compensar a emissão de carbono causada pelos veículos através do reflorestamento
GUILHERME STRABELLI
As 60 empresas de ônibus rodoviários associadas à SETPESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo) lançaram um projeto que permitirá aos passageiros a compra de cotas para plantio de árvores. O projeto se chama Passagem Verde e é fruto da parceria entre o movimento Busão Legal e será gerido com o Neutraliza Carbon.
Ao se cadastrarem no portal Passagem Verde, os interessados poderão adquirir uma cota no valor de R$ 2,20. No site, será possível comprar mais cotas e, na ilustração da árvore com 20 folhas brancas, a cada cota adquirida, uma folha se torna verde. A cada 20 cotas, uma árvore será plantada.

Foto: Divulgação
Com isso, será possível acompanhar a porcentagem que falta para plantar uma árvore. Também será possível presentear outras pessoas com cotas. Os Certificados de Compensação completam a política de transparência e a coerência no processo de compensação ambiental do programa.
A primeira área escolhida para o programa é um espalho de 100 mil metros quadrados na região da Mata Atlântica de Campinas, localizada na APA (Associação de Proteção Ambiental) de Jaguatibaia, classificada como Unidade de Conservação de Uso Sustentável e que contempla as bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Entre as espécies que serão plantadas, há uma mistura de até 30 espécies nativas, como Guaçatonga, Pau-Viola, Tápia, Cedro-Rosa, Ipê-Amarelo e Ingá.
Segundo o diretor do SETPESP, Antonio Laskos, a iniciativa visa fortalecer o engajamento entre usuários e empresas ações que minimizem as mudanças climáticas. “Dentro da agenda ESG que temos dedicado esforços, o Passagem Verde será um grande aliado para acelerar a compensação dos gases poluentes, pois também convida os usuários a participarem ativamente, pois será possível adquirir a cota sem estar vinculada à compra da passagem”, diz o diretor.
Guilherme Strabelli, para o Diário do Transporte


